quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Tormenta RPG

Cassaro também responde sobre
Tormenta RPG

Ainda no Fórum Jambô, o Cassaro apareceu para responder uma série de questões que o membro Spartanus selecionou das páginas de debate sobre o tema.

1- (acho que a mais repetitiva pelo fórum) O Kallyadranoch volta como divindade maior e ocupa o lugar de Glórienn no Panteão?
Responder isso seria dar spoiler de O Terceiro Deus (ops).

2- Teve também uma discussão acerca dos Pontos de Vida dos personagens que durou umas duas ou três páginas.
Os jogadores não rolam mais Dados de Vida quando avançam de nível. Eles recebem um valor fixo por classe + mod Con. Isso leva a menos variedade, mas também evita desequilíbrio (já que um bárbaro azarado com seu 1d12 podia acabar com menos PV que um mago).

3- Como será o sistema de criação dos personagens?
Desculpe, a pergunta é muito vaga.

4- Como é o sistema de perícias (a discussão sai até mesmo do fórum sobre o Tormenta OGL, assim como a do Kallyadranoch)?
Muito parecido com o Saga. Em resumo, você rola nível + modificador de habilidade para perícias treinadas, e meio-nível + mod para não-treinadas.

5- Como é a nova estrutura do Panteão?
Não há uma "nova" estrutura. No livro básico os deuses são apresentados como no LdJ D&D. Para regras avançadas, use O Panteão.

6- Como será o esquema de magia (discussão próxima da página 19, ainda)?
Também é difícil explicar tudo, mas será por pontos de magia (como já visto na DSlayer).

7- Como fica a nova geografia do Reinado (esta pergunta é a fusão ve várias relacionadas ao tema, diante das Guerras Táuricas)?
Isso também seria spoiler.

8- Como será o sistema de experiência?
Ainda haverá XP, isso é tudo que posso dizer.

9- Quem é o novo sumo-sacerdote do Deus da Guerra (se é que ele existe)?
Essa pergunta é respondida em Contra Arsenal: conforme o resultado da aventura, ele é um personagem jogador.

10- Haverá um novo livro "O Reinado" ou equivalente?
Sim.

11- Como fica a classe básica Samurai (tema recorrente)?
Acho que o Guilherme respondeu.

12- Como ficam os Elfos (acho que em regras, já que um resumo da história deles foi postado no Blog do Gustavo Brauner) no tocante aos valores de habilidade (que era o ponto específico do debate)?
Suas habilidades ficam Des+4, Int+2, Con-2.

Agora, uma minha, como ficam os minotauros?
Houve mudanças significativas na raça, em história ou estatísticas?De todas, essa foi a raça que mudou menos em relação ao TD20 original. Seus ajustes de habilidades mudam para For+4, Con+2, Car-2.

Cinema

Novidades

Capitão América: As filmagens já tem data para inicarem. Será em junho próximo. A informação foi confirmada pelo diretor - Joe Johnstos ("O Lobisomem"). A história se passará durante a Segunda Guerra Mundial mostrando todo o início do herói. No roteiro estão Stephen McFeely e Christopher Markus ("As Crônicas de Nárnia: Príncipe Caspian"). A estréia está prevista para 12 de fevereiro de 2011.

Tekken: o famoso game da Namco recebe seu primeiro poster oficial (em japonês). O filme já está pronto, e inclusive já foi apresentado previamente no America Film Market em novembro. Seu lançamento inicial será em 6 de março de 2010, no Japão. Fora isso não há informações sobre lançamento no mercado ocidental ou para locadoras. A direção é de Dwight Little ("Crime na Casa Branca") e roteiro de Alan McElroy ("Pânico na Floresta"). Vamos torcer para chegue de uma vez aqui.

Tormenta RPG

Jambô disponibiliza FAQ sobre
Tormenta RPG

A Editora Jambô, por meio do Guilherme, postou no seu Fórum, um FAQ sobre o Tormenta RPG. A intenção é trazer algumas informações para que o fãs tenham um gostinho. Vamos reproduzi-la abaixo:

1 – O que é Tormenta RPG?
Tormenta RPG será o novo módulo básico de Tormenta. Será um livro completo, com todas as regras necessárias para se jogar RPG. Falando em regras, ele usará uma versão aprimorada do Sistema d20, com correções e melhorias. Apesar de ter mudanças, ele será compatível com todo o material d20 disponível. Essa decisão foi importante porque, francamente, há vários produtos d20 no Brasil e não queremos que vocês tenham que jogá-los fora. Em outras palavras, se você está procurando um módulo básico para substituir o Livro do Jogador de D&D (que está esgotado e não será mais reimpresso) mas não quer ter que se desfazer de toda sua coleção, Tormenta RPG foi feito pra você!

2 – Qual o conteúdo do livro?
O livro vai trazer todas as regras necessárias para construir personagens e aventuras (como se fosse um Livro do Jogador e um Livro do Mestre grudados). Além disso, vai trazer dois capítulos curtos, um de monstros e outro de cenário, para ajudar o mestre a bolar seus jogos.

3 – Qual o formato do livro?
O formato não está fechado, pois ainda estamos retocando o texto. Como ele vai trazer tudo necessário para jogar, mas pelo outro lado terá regras mais claras e sucintas, esperem por algo em torno de 300 páginas. O livro será PB com capa dura.

4 – Qual é o preço do livro?
O preço depende do formato, então também não está definido. Jogar RPG não é um hobby caro — afinal, cada livro rende muitos jogos —, mas ter que comprar três livros de R$ 80,00 para começar a jogar também não é lá muito barato. Vamos resolver isso colocando tudo o necessário para se jogar em um único livro. Além disso, vamos tentar conseguir um preço baixo, talvez até mesmo subsidiado pela editora, para deixar o jogo ainda mais acessível.

5 – Qual é a data de lançamento?
Ainda não há uma data exata, mas o livro será publicado logo, no início do ano. Nossa meta é o primeiro trimestre.

6 – Como ficou a raça X? E a classe Y?
Se você quer saber como vão ficar as regras do Tormenta RPG, dê uma olhada na Dragon Slayer 28. Esta edição da revista será dedicada a Tormenta, e entre outras coisas irá trazer um mega-preview do Tormenta RPG. Vocês também podem perguntar aqui, só não garanto que tudo será respondido.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Dica

Tenha paciência, com seu grupo...

Após dar enfoque especial em alguns problemas que os mestres têm com seus jogadores, vamos ver hoje o outro lado da moeda. Nem só de mestres sofredores vive o RPG.

Por mais de uma vez tive contato com jogadores que estavam, se é que podemos dizer, quase que “traumatizados” com a prática do RPG. Você está rindo? Mas é isto mesmo – traumatizados. Da mesma forma que mestres sofrem nas mãos de jogadores que têm a peculiar capacidade de estragar tudo aquilo que o RPG representa – interatividade e diversão – jogadores também podem ser um alvo deste problema.

É muito complicado ter tanto poder nas mãos. Um mestre de RPG é o senhor que comanda o destino do mundo em que nossos grupos de jogadores estão. Em resumo, nas mãos deles está o poder deles se divertirem ou não. A última palavra é dele – muito embora regras existam para aliviar isso. Com tanto poder nas mãos é fácil ter o discernimento atrapalhado.

Um mestre não pode esquecer nunca que ele está ali não para criar dificuldades (bem.... para isso também...hehehe) mas sim para arbitrar sobre tudo o que acontecer. E para isso não é pensável que ele coloque seus desejos e raivas para fora. Mas sabemos como isso é difícil para alguns.

Com apenas um gesto o mestre pode colocar por terra toda uma aventura fazendo que a diversão se transforme em desapontamento, como que por mágica. O maior de todos os erros que pode acometer um mestre é ele achar que ter um conhecimento detalhado de uma pilha de livros de regras lhe faz um “ótimo” mestre lhe conferindo o don da verdade.

Alguns apontamentos são interessantes, se você é um mestre, para não cair neste erro.

Nunca caia no erro de querer conduzir a aventura de forma artificial. Sei que é frustrante, como já disse no artigo anterior, passar horas ou dias preparando uma aventura ou seção para ir por terra quando o grupo de aventureiros resolve (por qualquer motivo que seja) ir para o outro lado. Isso faz parte do jogo. Se não fosse assim não seria RPG. Você, como mestre, tem obrigação pelas atribuições da posição, de contornar isso de uma forma que se encaixe na história.

Não ache que seus personagens devem ser tudo aquilo que imagine. Não pense que quando você faz um personagem – normalmente um chefe de fase ou o vilão – que ele se portará de forma linear. Os malditos dados podem e vão contradizer todas as suas expectativas. Da mesma forma que já vi personagens com um nível alto perderem para as mais improváveis criaturas “merrecas”, já vi chefes de fase poderosos empilharem falhas críticas e serem derrotados de forma vergonhosa. Isso faz parte do jogo também e é um dos pontos altos da diversão numa mesa. Com certeza todos se lembram dessas situações ao longo de suas jornadas pelo RPG.

Nunca tente manipular as regras à sua vontade. Mestre, quase sempre, são aqueles que possuem um conhecimento das regras um pouco mais avançado do que o resto do grupo. Mas isso não dá o direito à ninguém da manipula-las. É comum que mestres, para sustentarem suas opiniões durante qualquer discussão com seus jogadores, lançarem mão de informações de livros que os outros não leram ou de materiais importados, e assim poderem dizer qualquer tipo de asneira que ninguém poderá contradize-los.

Não se apegue em detalhes técnicos. Os mestres têm a obrigação de manter a diversão do grupo. Sempre fui de opinião de que na dúvida devemos pender para o lado que melhor trouxer benefícios para o jogo no quesito diversão. As regras não devem engessar o jogo, e sim amparar a diversão.

Essas são dicas simples, quase banais, mas que muitas vezes fazem falta na mesa de jogo.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Quadrinhos

Nova adaptação de Stephen King pela Marvel

A Marvel anunciou a adaptação de mais uma obra do escritor americano Stephen King. Será um conto lançado na recente obra "Just After Sunset", com arte de Alex Maleev (revistas do Demolidor) e com textos de Marc Guggenheim (revistas do Homem Aranha). A história conta as terríveis descobertas de um psiquiatra em relação a um estranho monumento ao estilo Stonehenge nos EUA. Essas descobertas irão lhe tirar a sanidade, ameaçando sua própria realidade. Esperemos que não demore muito para chegar aqui!!!

Cinema

Novidades

Príncipe da Pérsia: a adaptação do célebre personagem dos games de 1989 disponibilizou duas imagens novas na mídia. Nas duas está o protagonista principal, Dastan, interpretado por Jake Gyllenhaal (“O dia Depois de Amanhã”), e numa delas está a princesa Tamina, interpretado por Gemma Arterton (“007 – Quantun of Solace”). A direção está nas mãos de Mike Newell (“Harry Potter e o Cálice de Fogo”) e a estréia está prevista para 28 de maio de 2010.


Robin Hood: depois de uma série de contratempos – adiamento da estréia em dois anos e a saída da atriz Sienna Miller – parece que agora finalmente as coisas começam a andar. Foi divulgado seu primeiro cartaz mostrando o herói encarnado por Russell Crowe. A história segue a mesma linha de tantas outras versões já feitas para o personagens nos últimos cinqüenta anos. Segundo o produtor Brian Grazer sobre Crowe: “Estranhamente, é uma metáfora para os dias de hoje, ele tenta criar igualdade em um mundo repleto de injustiças. É um tema universal”. No elenco estão ainda William Hurt (“O Incrível Hulk“), Mark Strong (do ainda inédito “Sherlock Holmes“), Danny Huston (“X-Men Origens - Wolverine“) e Max von Sydow (“Minority Report“). Crowe refaz a parceria com o diretor Ridley Scott, que já trabalharam juntos no celebrado “Gladiador”. A estréia prevista é em 14 de maio de 2010.


Alice: a nova produção de Tim Burton, com estréia para 16 de abril próximo, ganhou um novo banner neste sábado. Nele todos os principais personagens do filme aparecem na conhecida cena do chá. Só para recapitular temos no elenco Johnny Depp (Chapeleiro Maluco), Wasikowska (Alice), Helena Bonham Carter (Rainha Vermelha), Christopher Lee, Michael Sheen, Crispin Glover (Valete de Copas), Anne Hathaway (Rainha Branca), Matt Lucas, Alan Rickman (Lagarta) e Eleanor Tomlinson (Fiona Chataway).

domingo, 27 de dezembro de 2009

Arquivo de Fichas - Mutantes e Malfeitores

JUBILEU – Jubilation Lee



Nível de Poder: 8

FOR 10 (0) DES 16 (+3) CON 12 (+1) INT 11 (0) SAB 14 (+2) CAR 14 (+2)

Resistência +1; Fortitude +3; Reflexo +6; Vontade +4.

Ataque +6; Dano +0 [desarmado], +12 [raio/explosão]; Defesa +10; Esquiva +6; Iniciativa +3.

PERÍCIAS: Acrobacia +8, Arte da Fuga +5, Blefar +6, Conhecimento [Manha] +5, Desabilitar dispositivo +5, Idioma [Chinês/nativo, inglês], Notar +5, Prestedigitação +7.

FEITOS: Ação em Movimento, Ataque furtivo, Blefe acrobático, Distrair, Evasão, Foco em esquiva, Sorte de principiante.

PODERES: Raio 12 [Extra: Área/explosivo; Automático 2 - Feito: Seletivo] – Ligado – Pasmar 8 [Efeitos visuais - PAD: Atordoar 8]; Imunidade 1 [seus próprios poderes]; Escudo Mental 3.

Pontos: 153
15 (habilidades) + 7 (salvamentos) + 32 (combate) + 7 (perícias) + 7 (feitos) + 85 (poderes)

Top 5 dos Cinemas em 2009

TOP 5 DO CINEMA EM 2009

O ano de 2009 trouxe muitas coisas interessantes no que diz respeito à sétima arte, mas fazer analises sobre cinema nunca foi uma coisa fácil. A forma de percepção varia muito de pessoa para pessoa. E como eu não sou nenhum crítico (graças à Deus) espero uma analise muito mais light e simples. Meus critérios, mais ou menos os mesmos para todas as análises que faço, fora para rpg, são baseados nos meus gostos pessoais e diversão.

5º Lugar
Anjos e Demônios


Este quinto lugar, provavelmente, é muito mais pelo livro do que pelo filme, mas depois de ter lido o filme estive louco para ver seu equivalente cinematográfico. Com certeza não é uma grande obra, mas é competente e trás uma coisa que eu adoro – muitos elementos históricos. O encadeamento de fatos é mais frágil que no livro, mas deixa o espectador preso à cadeira por todo o tempo do filme.


4º Lugar
Exterminador do Futuro 4: A Salvação


Uma continuação de respeito que fecha um ciclo completo dentro do universo da franquia das máquinas que dominam a Terra no futuro. Todos sabemos que há um grande receio nos fãs quando continuações são noticiadas. Mas neste caso o resultado foi plenamente satisfatório. A produção abusou dos jogos de câmeras para dar um efeito muito mais vivo às situações apresentadas. Sem efeitos especiais inovadores, os grandes trunfos estavam todos ligados à história envolvente. Mas aqui estava o grande risco da produção, também. O filme era muito mais aproveitado por quem já conhecia as produções anteriores e conseguiu unir os fragmentos da história.


3º Lugar
Star Trek


Inegavelmente todo o universo ligado à Star Trek é um clássico. São décadas de cultuação desenfreada que já abocanhou mais de duas gerações de seguidores. Só com isso já haveria pressão suficiente para qualquer corajoso que se aventurasse à filmar algo ligado à série. Somado à isso temos que ao invés de uma continuação, este era um filme que remontava o passado dos personagens. Tudo isso, que pareciam obstáculos quase que intransponíveis, serviram de pano de fundo para uma grande produção. Embora fãs mais ortodoxos possam não concordar comigo, tenho certeza de que muitos se apreciaram do resultado, abocanhando ainda mais fãs para a série. Para mim, embora os efeitos especiais tenham sido de grande qualidade, a história ainda foi o ponto forte, dando uma nova roupagem para algo que acharíamos impossível melhorar. As atuações podem não ter sido de primeira, mas apenas por termos tido a oportunidade de vermos o Spock original em atividade, já foi mais que suficiente.


2º Lugar
O Curioso Caso de Benjamin Button


Sempre me incomodei com rótulos. O pior deles diz respeito à que atores bonitos não podem ser competentes como interpretes. O caso deste filme contradiz isso. Embora Brad Pitt não tenha tido uma atuação impressionante, seu trabalho caiu perfeitamente bem na proposta do filme, complementando o tripé atuação-roteiro-direção. O filme é muito mais simbólico para aqueles que tentam sair da forma usual de assistir cinema e se propõe à uma análise mais profunda. Com uma história curiosa (não querendo parodiar o título do filme), uma fotografia e iluminação suave, e com interpretações impecáveis, o conjunto fala alto ao mostrar os dramas de Benjamin e sua desventura (... ou sorte, quem sabe).


1º Lugar
Coraline


“Magnífico” é a palavra que pode resumir este filme. Como quase tudo o que é feito por Neil Gaiman, Coraline, é muito mais do que um desenho ou que um filme. Sua simbologia vai além do óbvio e da simples adaptação. É belo, é simples e com uma crueza, em seu aspecto sombrio, que encanta, assusta e alucina.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Mensagem de Natal

Feliz Natal à todos!!!


Estamos chegando à mais um Natal. Neste incrível amálgama cultural, que é o Brasil, temos pelo menos uma dúzia de formas diferentes de comemorá-lo. Ao mesmo tempo estamos unidos por uma paixão única e avassaladora - o RPG. Ele universaliza e unifica à todos. Desta forma é fácil felicitar à todos sem medo de errar.

Um FELIZ NATAL à todos... Cheio de felicidade e realização junto de seus familiares. Com a esperança renovada que sempre tenhamos um Natal melhor que o anterior. E que o Papai Noel não esqueça nossas encomendas cheias de livros e miniaturas!!!

Felicidades à todos!

Arquivo de Fichas - Mutantes e Malfeitores

BLADE – Eric Brooks


Nível de Poder: 11

FOR
25 (+7) DES 18 (+4) CON 22 (+6) INT 14 (+2) SAB 14 (+2) CAR 10 (0)

Resistência +9; Fortitude +8; Reflexo +8; Vontade +4.

Ataque +10, +12 [katana]; Dano +7 [desarmado], +10 [katana], +8 [shuriken/adaga]; Defesa +10; Esquiva +6, +12 [defesa total]; Iniciativa +8.

Capacidade de Carga: 532Kg (leve), 1t (média), 1,5t (pesada), 3t (máxima), 7,5t (empurrar/arrastar)

PERÍCIAS: Acrobacia +8, Arte da Fuga +6, Concentração +4, Conhecimento [Manha] +8, Conhecimento [Arcano] +4, Dirigir [motocicleta] +8, Escalar +10, Furtividade +8, Intimidar +5, Notar +4.

FEITOS: Ação em movimento, Alvo esquivo, Ataque dominó, Contatos, Defesa aprimorada, Equipamento 8, Especialização em ataque [katana], Foco em esquiva, Iniciativa aprimorada, Rolamento defensivo, Sem medo.

PODERES: Supersentidos 10 [Visão distante e estendida; Audição exata e distante; Detecção 2 [vampiros e lobisomens]; Visão no escuro; Ultra-audição]; Salto 4; Superforça 2; Regeneração 3 [Ferido/abatido 3, Desabilitado 2 – Feito: Duradouro; Falha: Fonte/sangue – Desvantagem: Perda de Poder/perda da cabeça –3 pp]; Imunidade 7 [Descritor incomum/vampírico; sufocamento; envelhecimento; fome; sede].

Desvantagem: Perda de Poder/necessidade de sangue (3 pts)

Equipamento:
Motocicleta;
Pistola pesada [Bônus de Dano +4, Crítico 20, Descritor/balístico]
Katana [Bônus de Dano +3, Crítico 19-20, Descritor/corte];
Adagas (2x) [ Bônus de Dano +1, Crítico 19-20, Descritor/perfuração];
Shuriken (2x) [Bônus de Dano +1, Crítico 20, Descritor/perfuração, incremento de alcance 3m].

Pontos: 146

43 (habilidades) + 8 (salvamento) + 40 (combate) + 9 (perícias) + 18 (feitos) + 31 (poderes) - 3 (desvantagem)

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Top 5 na Blogsphera em 2009

OS 5 MELHORES POSTS DA BLOGSPHERA EM 2009

Durante um ano inteiro perde-se a conta de quantos blogs e sites visitamos. Amantes do RPG, como nós, vasculhamos ainda mais a rede à procura de materiais interessantes ou novidades. Esta lista tenta demonstrar aquilo que mais me chamou a atenção. Não estou dizendo que “a” é melhor que “b”, mas aquilo que nos meus critérios foi mais relevante, engraçado ou curioso.


5º Lugar
Iniciativa MM: Scion
Blog: Ponei Riders


Quando chegamos ao tema “Storytteling” todos imaginavam que o campeão de adaptações e artigos seria o clássico “Vampiro: A Máscara”. Grande engano. O ótimo blog Ponei Riders nos presenteou com uma grande série de artigos adaptanto Scion (até aquele momento desconhecido para mim, como para muitos outros). De uma forma simples e concisa eles foram nos apresentando, parte a parte, um rico cenário para jogos.


4º Lugar
Regras de Sobrevivência em Filmes de Terror
Fórum: Jambô (depois postado na Confraria)


As vinte e oito regras básicas para se passar ileso por um filme de terror. O Newkid, membro do Fórum Jambo, realizou um ótimo trabalho organizando e sistematizando os acontecimentos que todos estão carecas de saber sobre como morrer mais rápido num filme de terror. Eu gostei tanto que pedi autorização para ele para poder posta-lo na Confraria de Arton. Leia e em cada item você encontrará referências dos grandes clássicos dos filmes de terror.


3º Lugar
Bastidores de Tormenta
Blog: .20


Está é uma daquelas raras situações de que somos presenteados. Podemos acompanhar, quase que passo a passo, a construção de um sistema de jogo. E não um sistema qualquer, mas o maior sistema/cenário nacional. Com postagens ricamente ilustradas e esclarecedoras, somos presenteados com informações, explicações e justificativas para a construção da nova versão de Tormenta.


2º Lugar
Questionário para Detecção de Anti-socialismo Inerente
Blog: Ooze


Um engraçadíssimo questionário, com dezesseis perguntas, tentando identificar se você cria ou não personagens anti-sociais. Foi uma das coisas mais interessantes que já li neste ano. Em cada questão nos identificamos (ou colegas de mesa nossos) e acabamos por descobrir que RPG é ainda mais engraçado do que imaginamos. Ao final uma combinação simples de alternativas mais respondidas faz mapeando ‘psicológico’ do tipo de jogador.


1º Lugar
Diário de um Sobrevivente
Blog: Lote do Betão


Quem disse que as histórias de zumbis são sempre iguais?! Nada disso! O Lote do Betão provou que sempre podemos criar algo novo (ou pelo menos melhorar muito o que já foi feito). O Diário de um Sobrevivente é um conjunto de posts de narra as dificuldades de um sobrevivente num pós apocalipse onde quase que toda a população do mundo transformou-se em zumbis. A aventura se passa no Brasil – outro diferencial da obra – nós trazendo elementos do dia-a-dia, o que torna a história muito mais atrativa.


Menção Honrosa
Magias e Barbaridades
Blog: Magias e Barbaridades


Essa foi uma das grandes falhas minhas – não o ter conhecido antes. As tiras, mesmo não sendo especificamente para rpgístas, encaixam-se em qualquer grupo que se preze. Como não se reconhecer num mago azarado ou num bárbaro tapado. São magníficas e sempre deixando um gostinho de ‘quero mais!’.

Fórum temático sobre Zumbis

Venha discutir na Comunidade Brasileira de Zumbis

Quando se diz que esta onda sobre zumbis não tem fim não estamos falando à toa. Descobri um fórum inteiramente dedicado ao tema. Neste fórum você poderá encontrar tudo aquilo que deseja sobre os mortos-vivos. Desde debates sobre as melhores armas, aprender como refugiar-se em sua casa, como criar produtos de primeira necessidade. Você também encontra tópicos para jogos sobre zumbis, livros, trilhas sonoras, imagens e tudo mais.

O destaque fica para a seção sobre anatomia dos zumbis e o tópico sobre notícias (reais ou não) sobre o tema. Vale a participação nem que seja para ficar por dentro das novidades. Confira e e participe do fórum Comunidade Brasileira de Zumbis.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Arquivo de Fichas - Mutantes e Malfeitores


Cinema

Notícias
Thor: mais uma adesão ao elenco da adaptação do deus asgardiano ao cinema. Será René Russo (“Maquina Mortífera 3 e 4”, “A Arte do Crime” e “O Nome do Jogo”). Ela interpretará Frigga, esposa de Odin e mãe de Thor. No resto do elenco temos Chris Hemsworth (Thor), Tom Hiddleston (Loki), Anthony Hopkins (Odin), Natalie Portman (Jane Foster), Idris Elba (Heimdall), Jaimie Alexander (Lady Sif), Stuart Townsend (Fandral), Tadanobu Asano (Hogun), Ray Stevenson (Volstagg), Kat Dennings (Darcy) e Stellan Skarsgård. Vamos continuar contando os dias para a estréia em 20 de maio de 2011.

X-Men First Class: Bryan Singer, que dirigiu os dois primeiros filmes dos mutantes do X-Men, será responsável pela produção deste novo filme mutante. Na estréia Avatar ele foi questionado pela equipe do filme, numa entrevista que está na página do MySpace do Avatar, onde acabou por deixar escapar que está com contrato assinado com a Fox. Este será mais um filme da série “Origens” mostrando o passado de Ciclope e Jean Grey, entre outros. Já ao site Variety ele contou um pouco mais do que pretende: “Há um elemento romântico quanto à franquia, e alguns mutantes de X-Men aparecerão na trama, apesar de não querer revelar quais. Haverá vários novos mutantes e um grande vilão”. Haverá também interesse especial quanto a dupla Xavier e Magneto e sua juventude – “Seja Batman, Senhor dos Anéis ou Star Trek, se as personagens são boas, você quer vê-las em sua jornada de vida, mesmo sabendo seu destino. Eu me coloco no lugar do fã, e penso que essa história é algo que gostaria de assistir, e eles assistirão”. Outra adesão foi de Jamie Moss como roteirista, que trabalhará com Josh Schwartz.



segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Conversa de Fim de Ano com a Jambô

Guilherme conta as novidades da Jambô para 2010

Estamos no finalzinho do ano. O ano de 2009 foi ótimo para o mundo rpgístico. O que esperar de 2010? Bom, para termos uma ideia disso conversamos rapidamente com o Guilherme, da Jambô Editora.

1 - Como tu avalia o ano de 2009 para a Jambô?
Muito bom! Publicamos 12 trabalhos, uma média de exatamente um por mês. Além disso, abrimos duas novas linhas, livros-jogos (com O Feiticeiro da Montanha de Fogo, A Cidadela do Caos e A Masmorra da Morte) e literatura (com Kimaera: Dois Mundos). Por fim, aumentamos a equipe, com a adição de novos tradutores e diagramadores, o que nos permitirá aumentar a taxa de produção para 2010.

2 - Quais os principais planos para 2010?
Dar seguimento a linha de Tormenta, agora com um livro básico próprio que, vale destacar, vai ser compatível com todos os suplementos já existentes do cenário. Nos esforçamos bastante para conseguir um livro que trouxesse regras mais simples, mais rápidas e mais divertidas, ao mesmo tempo em que permitissem o uso do material que os jogadores já possuem. Também vamos publicar suplementos para as outras linhas de RPG — Mutantes & Malfeitores, Reinos de Ferro e 3D&T —, diversos livros-jogos, e novos romances, incluindo de autores já conhecidos do meio RPGístico, como Leonel Caldela e Antônio Augusto "Shaftiel". E, se em 2009 abrimos duas novas linhas, em 2010 não vamos querer fazer menos do que isso. Esperem por novidades ao longo do ano.

3 - O que esperar para MM e RdF neste novo ano?
Para M&M, diversos suplementos, tanto de cenários (Agentes da Liberdade, O Livro da Magia) quanto de regras (como o esperado Ultimate Power). Para Reinos de Ferro, vamos reimprimir a primeira aventura da Trilogia do Fogo das Bruxas, A Mais Longa das Noites, além, é claro, de publicar suplementos.

4 - E a DS... como foi o processo de assumir a revista e levar ela adiante?
Trabalhoso, mas divertido. Marcelo Cassaro, por conta de seu trabalho na super-bem-sucedida Turma da Mônica Jovem, não pode continuar como editor da DragonSlayer, por isso a revista passou para a equipe da Jambô.

5 - Uma pergunta que todos querem fazer.... o que está sendo preparado para o aniversário de Tormenta? Já pode adiantar algo?
A DragonSlayer nº 28 será dedicada ao cenário. Além disso, logo teremos o Tormenta RPG, o novo livro básico do cenário. Será um livro com tudo que você precisa para jogar em Tormenta! Por fim, esperem por muitos lançamentos para a linha em 2010.

6 - Para encerrar... a Jambô já tem algum cronograma de lançamentos para 2010?
Temos. A reunião para fechamento do cronograma foi realizada alguns dias atrás, inclusive... Ele logo será divulgado no site da editora.

Dica de jogo

Tenha paciência, com seu mestre...

Muitos grupos vivem verdadeiras guerras entre jogadores e mestres. Mestres levam ao extremo seu poder de controlar o jogo enquanto jogadores levam ao pé da letra o termo liberdade.

Uma forma de pedantismo, por parte dos jogadores, os faz criar um clima de disputa entre poderes quando o jogo começa. Se é consciente ou não isso varia para cada grupo. O certo é que ele, muitas vezes, existe.

Sejamos sinceros. Nenhum jogador de rpg é burro. Ninguém é. É fácil identificarmos logo no início do jogo que tipo de ação o mestre espera de nós, ou qual o caminho que ele calcula que vamos seguir. Isso é o bastante para que o jogador escolha o caminho contrário. E as desculpas são sempre as mesmas – “estou seguindo o perfil de meu personagem” ou “ele tem liberdade para fazer qualquer coisa” ou ainda “quem disse que ele não pode ir por ali?”.

Assim horas de preparo foram colocadas no lixo em uma simples ação. Como mestre eu me lembro de muitas vezes criar um grande cenário para boa parte de uma campanha. Mas logo no início do jogo alguns “espirituosos” jogadores simplesmente faziam tudo às avessas. Ou ainda, quando não podem sair da “rota” criada pelo mestre, eles começam a atuar de uma forma totalmente fora do padrão.

Lógico que isso não é uma regra. Existem muitos bons jogadores. Muitas vezes isso acontece com apenas um membro dentro de um grupo todo. Mas é o suficiente para criar um desequilíbrio perigoso no jogo, arriscando até mesmo a integridade da aventura.

Quero deixar claro que não estou tentando colocar cimento sobre o jogo e não deixar que se faça mais nada. Em absoluto. Estou criticando aqueles que exageram ou que se valem das possibilidades do jogo para ir além do necessário, ou simplesmente pelo prazer de complicar algo tão simples quanto o RPG.

Mas podemos fazer alguma coisa quanto à isso? É claro que sim. E não é nada tão complicado assim.

Primeiro uma dica para o mestre. Não fique tão preocupado em ter tudo esquematizado, passo a passo, no papel. Não esqueça que RPG é um jogo extremamente dinâmico. A sua principal característica é a possibilidade de liberdade e ela deve ser respeitada. Tente criar jogos leves. Não é necessário perdermos horas em minuciosos elementos. Se formos gerais, podemos facilmente contornar fugas de nossos jogadores.

Outra coisa. Não é preciso ficar emburrado ou de bode amarrado apenas por que você vai perder horas de preparação por causa de um engraçadinho. Lembre-se de que você é o mestre e que tem um poder inimaginável dentro do jogo. Sempre é possível, e até mesmo bem simples, recolocar nossos tutelados de volta no caminho.

Aos jogadores tenho a dizer que não é necessário medir forças com o mestre. Um pouco de boa vontade é muito importante para o bom andamento do jogo. A liberdade que o RPG nos disponibiliza, na mesa de jogo, pode e deve ser usada para garantir a diversão e nunca para criar obstáculos.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Cinema

AVATAR CHEGA PARA REVOLUCIONAR


Nesta última sexta-feira tivemos a estréia de uma das produções mais aguardadas dos últimos tempos – Avatar. Levando a assinatura de James Cameron, notório por suas superproduções repletas de efeitos especiais (“O Exterminador do Futuro 1 e 2”, “Titanic” e “True Lies”), está produção levo quatro anos de produção num projeto extremamente audacioso. Os efeitos especiais foram desenvolvidos em softwares criados especialmente para a produção. O elenco é de peso contando Sigourney Weaver (“Alliens”) e Zoe Saldana.

O filme trás uma série de peculiaridades e marcas. A começar pelo visual impressionante. As cores nunca foram utilizadas de forma tão criativa e inovadora. O gaúcho Rodrigo Teixeira, um dos responsáveis pelos efeitos especiais de 2012, disse brincando não saber que tantas cores poderiam ser utilizadas juntas e de forma tão criativa.


Silvio Pilau, do site Cine Player, diz com todas as letras: “Revolucionário ou não, é inegável que se trata de uma imensa conquista e um filme espetacularmente bem feito. O CGI e a captura de performance atingem outro nível com Avatar, em um avanço nítido e claro até mesmo a olhares menos acostumados. Essa conquista fica muito clara quando se vê os personagens em tela: a fluidez de movimentos e as expressões faciais são absolutamente impecáveis. Cameron conseguiu, inclusive, eliminar os olhares vazios das criaturas, maior problema da tecnologia até hoje – pela primeira vez no cinema, os olhos de personagens gerados por computador parecem ter vida.”

Outra marca inovadora – pelo menos no Brasil – é que ele estréia de quatro forma diferentes. Ele estará em salas de todo o país nas versões 3d dublada, 3d legendada, normal dublada e normal legendada. Algo inédito até hoje. Eu não vi a versão 3d, mas a crítica tem estado muito empolgada com o resultado da junção da tecnologia 3d com as legendas, não atrapalhando em nada os efeitos.


Avatar conta a história de Jake Sully, um ex-fuzileiro que está preso à uma cadeira de rodas. Ele é convidado para fazer parte do programa Avatar, onde de um grupo de exploradores irão ao planeta Pandora – ambiente repleto de florestas tropicais e animais bizarros. Neste planeta moram os Na’vi, seres de pele azulada com mais força e resistência que os humanos. Mas na verdade esta expedição tem outras intenções além do simples contato com um novo ambiente. Eles desejam a ocupação para exploração de um minério valioso.

Aqui entra o protagonista que é interpretado por Sam Worthington (“O exterminador do Futuro 4: A Salvação”). Sua mente será projetada para dentro de um Na’vi e ele deverá se integrar para aprender os segredos e fraquezas desse povo. Mas ele começa a criar um vínculo de admiração e entendimento deste novo sistema, sendo seduzido por sua cultura.

A mensagem do filme é bem clara – a integração de todos os elementos da natureza. Essa visão holística prega que ao se interferir em uma parte do planeta, se pode afetar seu todo. Em partes essa integração fica bem clara já que os Na’vi têm conexão com todo o seu redor. Embora o tema não seja de todo original (lembremos de “Dança com Lobos”) tornando-se o elemento mais frágil do filme, ele é muito bem utilizado por Cameron, sustentando o ritmo do filme. Além disso, podemos tirar uma mensagem pacifista, em tempos de guerras pipocando em todos os cantos da Terra, onde a luta de Sully pela sobrevivência dos Na’vi e seu relacionamento com Neytiti, trazem ao público uma visão de que ainda podemos fazer algo.

Existem muitas críticas na web sobre o filme, mas a que mais gostei por seu equilíbrio e clareza foi a de Silvio Pilau. Confiram AQUI!

Arquivo de Fichas - Mutantes e Malfeitores

CÂMARA – Jonothon Starsmore


Nível de Poder: 10

FOR 12 (+1) DES 12 (+1) CON 16 (+3) INT 12 (+1) SAB 14 (+2) CAR 10 (0)

Resistência +3; Fortitude - ; Reflexo +2; Vontade +5.

Ataque +6, +10 [Raio]; Dano +1 [desarmado], +5 (Aura de Energia), +10 [Raio/explosivo]; Defesa +6; Esquiva +3; Iniciativa +1.

PERÍCIAS: Desarmar dispositivo +5, Intimidar +5, Profissão [Músico] +5.

FEITOS: Assustar, Distrair, Duro de matar.

PODERES: Raio 10 [Extra: Explosão]; Aura de Energia 6 [Extra: Duração/Continua; Falha: Permanente, Inconstante]; Intangibilidade 3 [Falha: Incontrolável; Limitado/apenas quando morto]; Regeneração 2 [Ressurreição 2]; Comunicação 3 [Mental]; Imunidade 31 [jogadas de fortitude; seus próprios poderes].

Pontos: 142
16 (habilidades) + 4 (salvamento) + 24 (combate) + 3 (perícias) + 3 (feitos) + 92 (poderes)

Livros

ALMA DE SANGUE: O império dos Vampiros

O segundo livro da série de Nazarethe Fonseca chega para dar continuação à “O Despertar do Vampiro”. A história de passa cinco anos após o primeiro livro. A protagonista, Kara Ramos, retorna à São Luiz e tem seu diário roubado, colocando em risco todo o segredo sobre os vampiros. Ela contará com a ajuda de Jan e do Rei Ariel Simon, que acabarão por se envolver em um perigoso triângulo amoroso. Nesta nova obra teremos muito mais ação com a introdução de muitos novos personagens numa mescla quase perfeita do universo vampiresco, com elementos da cultura brasileira. E para os fãs uma ótima notícia. A continuação já tem título – “O Pacto dos Vampiros” – e deve ser lançada até o meio de 2010.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Arquivo de Fichas - Mutantes e Malfeitores

ARCANJO – Warren Worthinghton III


Nível de Poder: 10

FOR 16 (+3) DES 24/12 (+7/+2) CON 16 (+3) INT 16 (+3) SAB 10 (0) CAR 10 (0)

Resistência +7 [1 Impenetrável]; Fortitude +7; Reflexo +9/+4; Vontade +1.

Ataque +7, +7 [penas-navalhas]; Dano +3 [desarmado], +6 [penas-navalhas]; Defesa +10; Esquiva +5; Iniciativa +6/+2.

PERÍCIA: Acrobacia +15/+10, Intimidar +7, Intuir intenção +7, Notar +6.

FEITOS: Ação em movimento, Agarrar aprimorado, Ataque dominó, Ataque imprudente, Atropelar rápido, Blefe acrobático, Iniciativa aprimorada, Esquiva fabulosa, Mira aprimorada, Sem medo, Tiro preciso, Zombar.

PODERES: Dispositivo [Asas metálicas] 17 {Vôo 4 [Feito: Manobralidade] – Ligado – Destreza ampliada 12, Raio 6 [Penas-navalhas – Feito: Foco em ataque; Extra: Automático, Veneno] – Ligado - Paralisia 5, Escudo 10 [PAD: Deflexão 8], Proteção 4 [Impenetrável 1]}

Pontos: 150
22 (habilidades) + 7 (salvamento) + 34 (combate) + 7 (perícias) + 12 (feitos) + 68 (poderes)

Quadrinhos

Quadrinhos também têm notícias

We Will Bury You: a onda de zumbis não para. A atriz Brea Grant (a Daphne na terceira temporada de Heroes) é co-autora, junto de seu irmão Zane, do roteiro deste quadrinho. Na história, uma minissérie dividida em quatro partes, duas mulheres em plena década de 20 tentam sobreviver à uma infestação de zumbis. A arte estará à cargo de Kyle Strahm, com capas de Ben Templesmith, Nate Powell e Trevor Hutchison. A obra sairá pela editora americana IDW, com previsão de lançamento para fevereiro de 2010.

Antologia de mulheres na Marvel: será lançado em março, pela Marvel, a antologia Girl Comics, em três partes. Ela será uma produção interiamente feita por mulheres. Ela será escrita, desenhada, arte-finalizada, colorida, letrada e editada somente por mulheres. Até a produção gráfica e a diagramação terá somente mulheres. Debtre as profissionais que participarão deste projeto só tem nome de peso: Kathryn Immonen, Marjorie Liu, Devin Grayson, Ann Nocenti, Trina Robbins, G. Willow Wilson, Stephanie Buscema, Amanda Conner, Jill Thompson, Louise Simonson, Valerie D'Orazio, Colleen Coover, Molly Crabapple, Nikki Cook, Ming Doyle, Abby Denson, Carla Speed McNeil, Laura Martin e Jeanine Schaefer. Quanto ao público alvo será todo o universo de leitores da Marvel, tanto que os personagens escolhidos para fazer parte deste especial serão nada menos do que o Quarteto Fantástico e o Justiceiro.

Primeiros desenhos de Awano: chegaram até mim os primeiros desenhos de "The CompleteAlice in Wonderland", que conta com o traço refinado de Erica Awano. Este terceiro volume da série "The Complete" já teve lançado Drácula e Sherlock Holmes. Serão quarenta páginas que contarão a história original de Alice com cores de PC Siqueira e capa de ninguém menos que John Cassaday.

Marvel, Reinado Sombrio: este será o título da nova revista mensal da Marvel aqui no Brasil que substituirá Marvel Max. Nesta revista serão mostrados os acontecimentos pós Invasão Secreta, com Norman Osborn tomando o lugar de Tony Stark e criando uma época negra para os heróis. Mensamente será mostrados os títulos dos Vingadores Sombrios e dos Thunderbolts. Além disso teremos nela, mais adiante, os especiais Secret Invasion: Dark Reign e Dark Reign: New Nation, além das áventuras de Guerreiros Secretos. A substituição deverá acontecer já em janeiro.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Cinema

NOVIDADES DO DIA

300: Frank Miller disse ao jornal Los Angeles Times como será a continuação de 300, quadrinho e filme de sucesso. Com o nome de “Xerxes”, a história teria início dez anos os eventos mostrados em 300 mostrando inclusive a famosa batalha de Maratona, confronto entre gregos e persas.

Miller disse que a história deve ser mais focada nos embates da batalha e contemplará a infância de Xerxes: “Será minha visão sobre a Batalha de Maratona. Terminei o enredo e estou começando a trabalhar na arte”.

Com o roteiro terminado Frank Miller está iniciando a produção gráfica. O diretor Zack Snyder já declarou estar interessado em também adaptar para o cinema esta obra. O interesse é justificado depois que a sua produção de 300, que custou 67 milhões de dólares rendeu mais de 456 milhões.

HOBBIT: as especulações continuam. Em recente entrevista o ator Tobey Maguire (“Homem Aranha”) declarou que gostaria de trabalhar com o diretor Guilhermo Del Toro (“O Labirinto do Fauno” e futuro diretor de “O Hobbit”) e acrescentou: “Nós podemos ter algo num futuro bem próximo.” Isso foi mais do que suficiente para a imprensa e fãs iniciarem seus palpites. Sites como Latino Review garantem que a relamente Maguire está tratando já da possibilidade de estrelar a obra.

TOP 5 da Confraria em 2009

OS 5 MELHORES POSTS DA CONFRARIA EM 2009

É muito difícil avaliarmos nosso próprio trabalho. Não por falta de critério, mas pela proximidade e ligação sentimental que qualquer um tem com o que produz. Então fiquei pensando em como eu poderia chegar à esses cinco posts. Então decidi escolher aqueles que mais tive prazer em fazer – todo o processo de criação – e que na relação produção/resultado mais se aproximou do que eu esperava.


5º LUGAR
Projeto Tormenta no RPG Quest – Adaptação das regras


Dá para se dizer que este foi o resultado de uma vontade que eu tinha desde muito. Depois que voltei a jogar RPG Quest, para ensinar e introduzir minha filha no mundo do RPG, comecei a bolar uma forma de adaptar Tormenta para o sistema. O cenário não tinha necessidade de adaptação pois era uma simples questão de interpretação e boa vontade do grupo e do mestre. Mas e aquele monte de habilidades e perícias próprias do cenário? Quando vi um artigo do Shigo Watanabe (Paragons) reproduzindo uma matéria em que era realizada a conversão de habilidades de d20 para RPG Quest eu tomei coragem e resolvi converter e adaptar o resto todo. Ao meu ver ficou muito interessante e fácil de se usar. Pode-se realizar quase qualquer coisa numa mesa de RPG Quest ligando o sistema ao cenário de Tormenta.


4º LUGAR
Material de Apoio – Lâminas – Espadas


Este projeto começou com uma avaliação inicial de não mais de vinte partes. Mas ele superou em muito isso, já está durando um ano, e deve durar mais alguns meses. Mas a carga de aprendizagem que ele me trouxe não tem comparação. Eu imaginava que seria um grande acréscimo de conhecimento para mim e para aqueles que acompanham o blog, mas foi muito além. Sem contar que tive de afiar meu inglês, espanhol e italiano...


3º LUGAR
Confraria entrevista Rogério Saladino


É incrível como as pessoas criam barreiras para elas mesmas. Quando pensei em realizar a entrevista com o Saladino (já havia feito com o Cassaro) me bateu aquela dúvida de se o contato seria fácil ou complicado pela posição que ele exerce hoje em dia como Redator da Marvel/Panini. Mas foi muito mais fácil do que eu imaginava. A entrevista correu solta e leve e deu para falar, rapidamente, um pouco sobre tudo.


2º LUGAR
Iniciativa MM – Prisão Espacial de Astro 3


Eu sempre gostei do tipo de projeto que levei à cabo neste artigo. Criar algo do zero, deste a estrutura física até o conceito de seu funcionamento, é algo muito agradável. Foi o primeiro grande trabalho para a Iniciativa MM e o que teve melhor resultado. Cada planta da estrutura passou por vários estágios (desde papel até chegar à tela do computador) chegando muito próximo daquilo que eu imaginava. Em resumo... fiquei plenamente satisfeito.


1º LUGAR
Projeto Tormenta no RPG Quest – A Libertação de Valkaria – Primeiro Labirinto


Este foi o resultado de alguns meses de preparação convertendo as regras e particularidades do cenário para RPG Quest. Quando eu terminei a conversão eu pensei... “mas seria muito bom jogar isso num aventura bem própria do cenário”. O mais complicado, por incrível que pareça foi a reprodução do mapa reconstruindo-o todo com os pisos do RPG Quest. Foi complicado, mas foi divertido. Este foi apenas o primeiro do vinte labirintos (não se preocupem que os outros estão à caminho). Gostei muito do que eu produzi.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Oficinas de Quadrinhos

Mangás e Cartoons na Casa de Cultura Mário Quintana

O professor Marcos Pinto ministrará aos sábados, das 13h às 15h, oficinas de criação de mangás e cartoons, de graça. As oficinas ocorrerão na Casa de Cultura Mário Quintana (Porto Alegre/RS). A iniciativa servirá para criar um ponto de encontro de desenhistas, além de auxiliar aqueles que estão iniciando no ramo.

A CCMQ fica na rua dos Andradas, 736 - Centro - Porto Alegre - RS. Informações direto com o Marcos Pinto pelo email marcosbnpinto@gmail.com .

Cinema

Novo filme da saga Star Wars?

Se isso for verdade gerará um enorme alvoroço na comunidade dos amantes de ficção. A especulação surgiu no blog de Thomas Dolby, um colcaborador de George Lucas. São poucas palavras, mas que pode trazer uma luz no fim do tunel: “Estou em Tiburon, Califórnia, e por causa do fuso horário estou bastante acordado às 5 da manhã. Meu anfitrião é um meu amigo e antigo colaborador Paul Sebastien, que já trabalhou para Xbox, Playstation e agora está na LucasArt. Ontem a noite ele estava me contando sobre os próximos projetos de ‘Star Wars’, ligado a série de televisão, jogos e filme. É bem legal”. Isso foi o suficiente para todos começarem à prestar uma atenção um pouco maior nas figuras-chave da franquia.

Se isso realmente acontecer muitos especialistas apostam que o novo filme será em algum momento do futuro daqueles que já foram lançados. Uma forte possibilidade, segundo alguns especialistas seria retratando a força alienígena chamada Yuuzhan Vong, que invade a galáxia.

De qualquer forma teremos de esperar um pouco mais (ou muito mais) para termos alguma certeza. Só nos resta torcer.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Dragon Slayer 28 (continuação)

Índice completo da DS 28

Depois de um alvoroço nesta madrugada com muitas informações no Fórum Jambô, a editora colocou, esta tarde, a chamada para a DS 28 no seu site. Junto está o índice melhor organizado.

Notícias do Bardo
Retrospectiva do RPG, e previsões dos nossos profetas!

Encontros Aleatórios
Já vai tarde!

Reviews
Kimaera: Dois Mundos, Mouse Guard RPG, Agentes da Liberdade.

Sir Holland
Mas ele é tão bonitinho!

Toolbox
Não faça a guerra (pelo menos não sempre).

Mestre da Masmorra
O desafio de fazer desafios.

Tormenta RPG
O primeiro aperitivo para o grande banquete.

Desafio do Desenho
Os próximos astros do traço!

Gazeta do Reinado
Este bardo não tem sorte mesmo!

Chefe de Fase
Um homem-lagarto incomoda muita gente...

10 Top 10
As dez melhores listas de dez melhores.

Fundo do Baú
Vá pro céu com este RPG.

Batismo de Gelo
Andilla: biografia não-autorizada (confira a imagem abaixo , retirada do site da Jambô)

Arquivo de Fichas - Mutantes e Malfeitores

FAIRCHILD – Caitlin Fairchild
Gen13


Nível de Poder: 9

FOR 32 (+11) DES 16 (+3) CON 26 (+8) INT 16 (+3) SAB 14 (+2) CAR 14 (+2)

Resistência +10 [Impenetrável 2]; Fortitude +10; Reflexo +4; Vontade +3.

Ataque +7, Dano +11 [desarmado]; Defesa +6, Esquiva +3, Iniciativa +3.

Capacidade de Carga: 2t (leve), 4t (média), 6t (pesada), 12t (máxima), 30t (empurrar/arrastar).

Tamanho: Grande [atq/def –1, Agarrar +4, Furtividade –4, Intimidar +2].

PERÍCIAS: Blefar +5, Computadores +8, Desarmar dispositivo +6, Diplomacia +7, Investigar +5.

FEITOS: Agarrar instantâneo, Ataque atordoante, Atraente, Contatos, Derrubar aprimorado, Inspirar, Interpor-se, Liderança, Memória eidética, Trabalho em equipe.

PODERES: Repertório [Gen-ativo] 6 [Extra: Amplo; Feito: Inato] {Base: Força ampliada 16 [Dinâmico]; PA: Constituição ampliada 16 [Dinâmico]; PA: Densidade 4 [Dinâmico - For +6, Proteção 2/Impenetrável, Imóvel 1, Super-força 1, Massa +1]; PA: Super-força 2 [Dinâmico]}.

Pontos: 88
20 (habilidades) + 4 (salvamento) + 30 (combate) + 5 (perícias) + 10 (feitos) + 19 (poderes)

Diário de um Escudeiro - 30

Décimo terceiro dia de Salizz de 1392
A falta de costume que tenho em ingerir vinho me fez acordar com a cabeça latejando por demais. Parecia que tinha uma dúzia de sinos dentro dela a badalarem sem parar. Fiquei assim até a metade do dia com certeza.

Muito cedo acordei com o barulho do vai e vem de quase todos os escudeiros e serviçais que dividiam o mesmo espaço. Hoje foi o primeiro dia inteiro do festival e das comemorações, então muito havia de ser feito. Os primeiros raios do deus Azgher avançavam no horizonte e a correria pelos corredores já denotava que os afazeres seriam em grande número naquele dia. Com todas essas preocupações eu nem imaginava o que nos reservava o resto do dia.

Eu corri para os aposentos de Sir Constant e para minha surpresa ele já estava de pé e quase pronto para o dia movimentado. Vestindo sua armadura encoberta por sua melhor túnica, não poupou os ornamentos em ouro e pedras preciosas. A ostentação era uma marca de um segmento grande dos cavaleiros seguidores do deus Khalmyr.

Desde que chegamos à Norm, as palavras trocadas entre nós eram escassas. Mas hoje, pelo menos durante a manhã, foi muito diferente. Ele falava sem parar comigo sobre tudo o que estava reservado para esses dias de confraternização. De como deveria me portar com os outros cavaleiros e da importância de mostrar seu valor.

De pronto fomos para a parte exterior do castelo, ainda dentro dos muros internos da enorme estrutura que era ele. Originalmente as muralhas do castelo eram o limite da cidade de Norm, mas com o passar do tempo toda uma cidade formou-se a partir de seus muros conforme pessoas e mais pessoas vinham para seus portões. O enorme pátio do castelo era calçado com pedras que pareciam perfeitos ladrilhos de porcelana tamanha sua delicadeza e esmero. Cada passo ecoava mais alto naquele piso, mesmo estando à céu aberto, que demonstrava nada menos do que a grandiosidade da maior ordem de Arton. Com aquele espaço repleto de cavaleiros o som era como de um trovão com o eco que as passadas, despreocupadas ou não, produziam.

Para todos os lados que olhávamos haviam os símbolos de Khalmyr. Nas flâmulas, nas bandeiras, nas cores, na aura, tudo lembrava o deus e seus desígnios. Meu peito parecia explodir a cada passo que eu dava. Ontem a sensação não fora tão palpável, mas neste momento tinha a noção de que estava retornando para casa, retornando ao colo paterno. Ainda não sei explicar, mas nunca me sentira assim, fora de minha casa em Namalkah.

Mas rapidamente tive que esquecer desses devaneios, trocando-os pelos afazeres de que estava responsável. Me faltavam braços para carregar tudo o que precisava: estopas, panos, pequenos frascos com líquidos para polir as peças metálicas de Sir Constant, pedras de fio, entre muitas outras coisas. Meu senhor havia me prometido que, se realizasse bem meu trabalho, eu estaria dispensado no meio da tarde, já que ele teria alguns afazeres que dispensavam minha presença. Com mais este incentivo desempenhei minha função com todo o cuidado e suor.

Confesso que vi muito pouco das atividades do torneio enquanto estava desempenhando meus afazeres. O que sei é que tudo começou, já com o semblante iluminado do deus Azgher, com um discurso inflamado de Phillipp Donovan, comandante da Ordem da Luz. À isso se seguiram algumas disputas de justa, ainda com os cavaleiros de menor expressão, pelo que me disseram, já que as principais seriam apenas no último dia das festividades.

Houveram ainda algumas demonstrações de habilidades com espadas e arcos para satisfazer os egos de muitos.
Em meio à tudo isso eram muitos os estandartes que, empunhando as marcas de famílias, iam e vinham com seus sectos, maiores ou menores, conforme a importância e riqueza de seus senhores. Confesso que achei que tudo relacionado ao deus da justiça seria algo com menos pompa e mais respeito, mas quem sou eu para debater tal idéia?

Como fiquei encerrado a maior parte do tempo na tenda designada para Sir Constant, acompanhava os jogos apenas pela euforia da multidão e pelos rostos de cavaleiros que passavam, vitoriosos ou decepcionados, quando não feridos.

Outra coisa que me chamou a atenção foram os “parias”. Eu os chamava assim, depois de ter escutado alguns cavaleiros dizendo o mesmo, e espero que eles não me escutem. Esses cavaleiros andavam sem pompa, sem estandarte, sem secto, sem brilho e, com toda a certeza, mostravam suas aventuras em marcas, arranhões e amassados em suas armaduras. Espelhavam toda sua a experiência - pelo menos me parecia isso – numa aura de dificuldades, mazelas e esforço. Eles não andavam seguidos por escudeiros carregando lenços, bandejas e flâmulas. Ao contrário, eles estavam sempre em pequenos grupos de outros iguais à eles. Quando se encontravam tinham aquele olhar de satisfação por ver que um amigo ainda estava vivo – um olhar sincero e cheio de significado. Estavam sempre rindo também, e fazendo galhofas entre eles. Sentavam em qualquer lugar, de qualquer forma, bebendo do gargalo e dividindo sua garrafa com quem pedisse. Eram imagens tão estranhas quanto um bando de orcs em meio à uma grupo de seguidores da deusa Marah. Outros cavaleiros, aqueles garbosos e afetados, os olhavam e desviavam como quem toma cuidado para não pisar em esterco pelo chão. E os “párias” achavam graça disso.

Fiquei muito interessado neles e gostaria de que meu avô estivesse aqui para conversarmos sobre isso. Tenho certeza que ele teria uma ou duas coisas para falar sobre isso, e depois iria beber com eles.

Quando a tarde ultrapassou sua metade Sir Constant apareceu para trocar de túnica e para me dispensar por hoje. Fiquei satisfeito, até porque não havia comido mais do que alguns pedaços de pão que eu havia guardado de ontem. Meu senhor me dispensou até o meio dia de amanhã.

Saindo dali fui vadiar pelas ruas dentro dos muros do castelo. A profusão de pessoas era inimaginável, maior ainda do que a multidão que encontrara em Yuden, no Dia do Guerreiro, tempos atrás. Mas não pude perder tempo com isso, pois já tinha um destino certo, pelo menos para aquele momento. Queria encontrar um Templo de Khalmyr.

A tarefa não foi difícil pois ele era facilmente localizável à distância. Era um prédio enorme e pontiagudo. Claramente uma produção das mãos hábeis de anões, como o próprio Castelo da Luz. Em sua fronte, esculpido em riqueza de detalhes, a imagem de uma enorme espada sobreposta à uma balança. Fiquei um bom tempo parado absorvendo a beleza daquele prédio quando conheci Sir John “Sangue Negro” Tussan.

“- É realmente uma beleza, não é?” – disse ele às minhas costas me causando espanto.

Ele era um daqueles cavaleiros que chamei de “pária”. Tinha uma voz de trovão que espantava qualquer um que estivesse à sua volta. Muito alto chegava a me deixar escondido em sombra. Não vestia sua armadura, mas a carregava amarrada ao seu cavalo, logo atrás de si. Ela estava muito marcada e arranhada pelos anos de uso, embora assim mesmo mostrasse ser um belo artefato e mantinha seu brilho.

“- É o maior que vi até agora, meu senhor, e o mais bonito também!” – respondi após uma reverência, sem saber ao certo como proceder.

“- Deixe disso meu jovem ou serei obrigado e lhe dar um belo chute nos fundilhos” – disse Sir John entre um largo sorriso – “nosso pai Khalmyr não se interessa por reverências, tributos ou frescuras”.

“- Será que eu posso entrar? Será apenas por um minuto!

Ele fechou a cara numa carranca que surgira não sei de onde – “eles que se arrisquem a fechar as portas de Khalmyr para qualquer um que seja” – proclamou cerrando os punhos – “venha comigo jovem, estou cansado de ver como as coisas tem andado. Daqui a pouco irão obrigar que se pague tributo para atravessar aquelas portas. Vou entrar contigo”.

Ele puxou os arreios de seu cavalo e o amarrou num dos muitos postes preparados para tal função, em frente ao templo. Em passos largos ele subiu a primeira dezenas de degraus em duas ou três passadas – “vamos logo meu caro, vamos ensinar à eles como é que se faz uma entrada de luxo”.

Quando dei por mim já estava no topo da longa escadaria do templo. Ele tinha aquela qualidade típica dos líderes onde suas palavras eram sempre seguidas quase que inconscientemente. Ele era um líder nato.
As portas eram imponentes e pesadas como a responsabilidade de seguir tamanha força de caráter digna de um deus da justiça. Muitos entravam e saiam do templo apressados. Mendigos pediam alguma moeda aos fiéis esparramados por boa parte da extensão da escadaria, atraindo olhares de nojo de cavaleiros e sacerdotes. Eu não entendi muito bem a reação deles. Ou melhor, eu começava a entender.

Quando chegamos às portas do templo as enormes figuras que guardavam a entrada e saída de todos apenas moveram seus olhos fitando-nos. Sir Tussan ameaçou continuar seu caminho mas parou por um instante e voltou um passo – “nem pensem em abrir a boca, camaradas” – e voltou a andar. Eu me sentia como um inseto entre gigantes. Como meu avô dizia, era briga de peixe grande.

“- Eis, meu caro... o templo de Khalmyr” – disse-me Sir Tussan – “aproveite”.

Após alguns passos eu como que saí de meu corpo. Senti meu espírito leve. Meu peito queimava como que em chamas. Tussan percebeu o que acontecia e me perguntou por mais de uma vez se eu me senti bem. Eu estava maravilhoso. Continuei caminhando por toda a nave central do templo. Foi um longo caminho, e sempre acompanhando por Sir.

Por todo o lado cavaleiros e mais cavaleiros estavam ocupados com seus afazeres. Grupos de cavaleiros realizavam orações ou meditações em alguns bancos perto do centro. Um em especial, muito velho, algo raro para cavaleiros, estava como que num transe numa ladainha ao mesmo tempo hipnótica e maravilhosa.

Quando chegamos à frente do altar principal perguntei à Sir Tussan se poderia sentar por alguns instantes para apreciar a sensação, algo que ele assentiu de imediato. Fiquei alguns minutos sentindo aquela sensação como que de uma renovação interior. Enquanto isso o cavaleiro encontrou alguns colegas e passou a ter uma animada, embora sussurrada, conversa.

Quando me levantei para agradecer ao cavaleiro e partir, ele se aproximou acompanhado do que deveria ser uma clériga de Khalmyr.

“- Rapazinho, essa é Lady Rosin Crossbones, a mais leal servidora de Khalmyr, embora use saias” – disse ele rindo e tirando algumas risadas da milady e de outros que estavam junto.

“- E mesmo com saias ainda posso lhe ensinar como beijar a terra depois de uma contenda” – ela respondeu dando um largo sorriso – “e você rapaz como se chama?

“- Tyrias, minha senhora, escudeiro de Sir Constant” – respondi fazendo uma reverência.

“- Deixe disso rapaz... qualquer um que tem um amor tão grande pelo nosso deus amado não deve se curvar à ninguém” – ele ficou me vasculhando com o olhar e seu sorriso foi sumindo aos poucos. Confesso que na hora fiquei um pouco preocupado – “vocês sentiram também?” – ela disse à todos ali reunidos, recebendo balançares de cabeça na forma afirmativa.

“- Algo de errado comigo?

“- Em absoluto” – o sorriso voltou ao seu rosto – “muito pelo contrário”.

Sua mão percorreu meu rosto numa carícia que desceu pelo meu pescoço, onde ela encontrou, com os dedos a corrente onde pendia o medalhão que recebi de meu avô. Ela suavemente o puxou para fora.

“- Este medalhão é sinal de muita honra e merecimento e quem o deu à você deveria ser alguém muito especial e honrado. Mas o que sentimos vem além do poder que emana do medalhão. Vem daquilo que o fez receber o anel que está em seu dedo. Vem daquilo que o fez entrar aqui hoje. Vem daquilo que o tem dado méis perguntas que respostas. Vem de dentro de você, senhor Tyrias. Não se deprecie e nunca pense que sua vida se resume apenas à servir, pois um verdadeiro servo de Khalmyr, como és de coração, serve à todos como um apostolado da justiça, da igualdade e da honra. Seu caminho será próspero, longo e empunhando uma espada”.

Todos em volta estavam num silêncio reverencial, menos Sri Tussan que deu uma gargalhada que estremeceu as abôbadas do templo – “eu nunca me engano garoto... eu sabia que tu tinha algo de especial...”

Da mesma forma que ela chegou e falou comigo ela se despediu e saiu conversando animadamente com seus colegas.

Depois daquilo saí de lá e continuei vagando pela cidade, em parte acompanhado por Sir Tussan que me mostrou lugares interessantes, e outros que me deixaram rubro de vergonha. Prometemos nos encontrar outras vezes para visitar o templo. De resto percorri a cidade perdido em meus pensamentos até voltar aos aposentos dos serviçais.Não consegui participar das festividades noturnas deles hoje. Só queria escrever no diário para ter bem marcadas as lembranças de hoje e quem sabe ainda poder mostrar isso ao meu avô.

Dragon Slayer 28

Fórum Jambô apresenta capa da DS 28


Isso mesmo pessoal... a tão esperada edição 28 da Dragon Slayer comemorativa dos 10 anos de Tormenta vem aí!! Logo depois da zero hora desta terça foi postado no Fórum Jambô algumas informações sobre a edição. Tudo nela será referente à Tormenta, então fãs.... segurem-se em suas cadeiras.

Vamos começar pelo Editorial (retirado do Fórum Jambô):

Edição especial: 10 anos de Tormenta

10!

É hora de comemorar! Fogos de artifício, Talude! Niele e Lady Shivara dançando juntas! Thormy cantando karaokê! Alegria!

2009 marcou o aniversário de dez anos do maior, mais querido e mais bem-sucedido cenário de RPG do Brasil: Tormenta. Geralmente falamos sobre como esse cenário, originalmente um brinde na Dragão Brasil n° 50, cresceu com o tempo. Mas também vale lembrar que, já em 1999, Tormenta desbancou o antigo Mundo das Trevas como a ambientação preferida dos brasileiros e que, desde o início, seus livros esgotaram-se com velocidade impressionante. Cativou os jogadores do país inteiro, com sua mistura de alta fantasia, humor, tragédias, despretensão e muito, muito entusiasmo. Parabéns, Arton. Você já fez muito, mas seu trabalho está longe de acabar.

Aqui, na última DragonSlayer do ano, temos uma edição especial, com um preview do vindouro Tormenta RPG e dez listas com os dez melhores heróis, heroínas, vilões, lutas e outros elementos de Tormenta, para você relembrar, rir, concordar, discordar e discutir com os amigos. A Gazeta do Reinado apresenta mais fatos surpreendentes sobre as Guerras Táuricas e temos uma HQ especial com o passado de Andilla Dente-de-Ferro, personagem de O Inimigo do Mundo. Além disso, você pode conferir os vencedores do 1° Desafio do Desenho, promovido pela Jambô Editora e pelo site Papo de Artista, e divertir-se com as colunas e seções de sempre.

Quer você seja um veterano de Tormenta ou um recém-chegado, acomode-se e seja bem-vindo. A diversão está apenas começando.

Saúde!

Equipe DragonSlayer (subindo de nível)

E o Índice da edição:

-Notícias do Bardo
-Retrospectiva do RPG, e previsões dos nossos profetas!
-Encontros Aleatórios
-Já vai tarde!
-Reviews Kimaera: Dois Mundos, Mouse Guard RPG, Agentes da Liberdade.
-Sir Holland
-Mas ele é tão bonitinho!
-Toolbox Não faça a guerra (pelo menos não sempre).
-Mestre da Masmorra
-O desafio de fazer desafios.
-Tormenta RPG
-O primeiro aperitivo para o grande banquete.
-Desafio do Desenho
-Os próximos astros do traço!
-Gazeta do Reinado
-Este bardo não tem sorte mesmo!
-Chefe de Fase: Um homem-lagarto incomoda muita gente…
-10 Top 10: As dez melhores listas de dez melhores.
-Fundo do Baú
-Vá pro céu com este RPG.
-Batismo de Gelo
-Andilla: biografia não-autorizada.

É para ficarmos de cabelo em pé!!!! Para mais detalhes deem uma olhada no Fórum Jambô sobre o assunto AQUI!.

Cinema

Notícias da Hora

HALO: uma coisa é certa... mais dia menos dia e haverá uma adaptação do famoso jogo para o cinema. Pelo menos esta é a opinião de Peter Jackson. Na promoção do filme “Um olhar do paraíso” ele concedeu uma entrevista onde fora indagado sobre os boatos de que seu nome estava ganhando força para a adaptação deste jogo para o cinema. Segundo ele, após as filmagens de “Distrito 9” ele estaria sem “pique” para realiza-lo. Steven Spielberg também descartou um convite depois de muitos problemas com as cláusulas do contrato da Microsoft.

FÚRIA DE TITÃS: o remake de 1981 ganhou os três primeiros posters, pelo site Movifone. Num deles Perseu (Sam Worthington, “O Exterminador do Futuro: A Salvação”) mostra a cabeça da Medusa. No filme teremos contado o mito de Perseu na busca pela salvação da princesa Andrômeda (Alexa Davalos, “Um Ato de Liberdade”). Um elenco de peso está no filme: Liam Neeson (“Cruzada”), Ralph Fiennes (“O Paciente Inglês”), Danny Huston (“30 Dias de Noite”), Gemma Artenton (“Quantum of Solace”) e Mads Mikkelsen (“Cassino Royale”). Com direção de Loius Leterrier (“O Incrível Hulk”) a estréia será em 2 de abril de 2010.


DEADPOOL: já com o ator principal escolhido – Ryan Reynolds (“X-Men Origens: Wolverine”) para viver o herói ainda não há um diretor escolhido. Por enquanto os caminhos apontam para Quentin Tarantino. Pelo menos este é o desejo de Ryan Reynolds. Segundo ele: “Você pensa em diretores para um filme como esse e você imediatamente imagina Quentin Tarantino, ou alguém como ele. Obviamente, Tarantino é um cara que gosta de dirigir o seu próprio material, então tem uma boa chance de ele não ser o cara. Nós todos temos nossas listas de diretores dos sonhos”.
A HORA DO PESADELO: outro remake que está prestes a estrear. Já em sua fase final de produção, algumas cenas tiveram de ser refilmadas. Mas nada que deva preocupar os fãs. Quanto ao filme teremos como Freddy Krueger o ator Earle Haley (“Watchmen”) com um aspecto muito mais realista num banho que qualidade da maquiagem. No elenco temos Kyle Gallner (“Evocando espíritos”), Katie Cassidy (“Busca Implacável”), Thomas Dekker (“Uma Prova de Amor”) e Kellan Lutz (“Crepúsculo”).

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Arquivo de Fichas - Mutantes e Malfeitores

MÍSTICA - Raven Darkholme

Nível de Poder: 10

FOR 14 (+2) DES 16 (+3) CON 16 (+3) INT 18 (+4) SAB 16 (+3) CAR 16 (+3)

Resistência +3, Fortitude +7, Reflexo +7, Vontade +7.

Ataque +10, +12 [distância]; Dano +2 [desarmado]; Defesa +10; Esquiva +5; Desprevenido +5; Iniciativa +6.

PERÍCIAS: acrobacia +11, Blefar +15, Conhecimento [Tática] +12, Desarmar dispositivo +8, Idioma +10, Intuir intensão +11, Notar +7, Obter informação +11, Pilotar +11, Prestidigitação +11, Procurar +10.

FEITOS: Avaliação, Ataque defensivo, Ataque furtivo, Bem informado, Contatos, Esquiva fabulosa, Foco em ataque [distância] 2, Iniciativa aprimorada, Rolamento defensivo 2, Tiro preciso.

PODERES: Morfar 8 [qualquer ser humano - Feito: Preciso]; Metamorfose 2.

Pontos: 155
36 (habilidades) + 12 (salvamentos) + 40 (combate) + 21 (perícias) + 13 (feitos) + 33 (poderes)

Jogos de Tabuleiros

Comércio das arábias


Pegue seu camelo e suas mercadorias e vamos para o meio do deserto vender alguns artigos? Este é o enfoque desse interessante jogo que descobri na Game Analyticz. Yspahan possibilita que você faça as vias de um comerciante árabe que vende suas mercadorias na cidade de Yspahan.

Com uma dinâmica muito interessante você tem a possibilidade de várias ações em cada turno: pegar mercadorias, colocar mercadorias em caravanas de camelos, construir prédios, comprar camelos ou conseguir ouro.


O design do jogo, como dá para verificar nas imagens (retiradas da BGG e da Game Analyticz) são muito bonitas e dão um boa ambientação às partidas. A pontuação do jogo é feita de forma simples com tempo médio, para cada partida de quase uma hora e meia. Você pode conferir as regras AQUI!

O jogo é de 2006, mas permanece atual e inovador em seus detalhes. Segundo a BGG o ideal seriam 3 à 4 participantes, mas pode ser jogado até mesmo com dois.

domingo, 13 de dezembro de 2009

Livro

ALMA DE SANGUE: O Despertar do Vampiro

Já disse isto anteriormente, em outras postagens sobre o assunto, mas vampiros são de longe um dos temas mais adorados e utilizados na literatura e no cinema, além de muitas outras mídias. Mas no Brasil, até bem pouco tempo, este tema estava relegado ao segundo (ou quem sabe terceiro) plano. Mesmo obras interessantes e de qualidade, como as de André Vianco, não estouravam na mídia com facilidade. Mas estamos em novos tempos. Com a incrível catapultada que a franquia “Crepúsculo” deu no tema, começam a pipocar em todos os cantos crias desta nova febre. E as obras da maranhanse Nazarethe Fonseca são um desses casos.

O primeiro lido da série Alma de Sangue foi lançada ainda em 2005, mas só ganhou uma revitalização consistente neste ano de 2009. Com o título de “O despertar do Vampiro” a autora introduz o tema aqui em terras brasileiras. Nesta história temos o vampiro Jan Kman que após despertar de seu sono em um casarão na cidade de São Luiz pelo trabalho de operários se apaixona pela responsável pela restauração do casarão, Kara Ramos. Ele a considera como a reencarnação de um antigo amor. Mas o sentimento não é recíproco.

É inegável que ela bebeu de autores consagrados. De Anne Rice ela tenta recriar a figura de Lestat – ora sensual ora mortal. Do próprio André Vianco, que assina seu prefácio, ela assimilou e empregou a efeito de deixar muitas pontas soltas ao final do livro para continuações. Quanto ao livro em si ele tem uma qualidade que não faz ninguém se arrepender de compra-lo. Com uma leitura fácil ela peca apenas ao final, onde se torna um pouco cansativo. No mais a história é contada em forma de flashbacks, exigindo um pouco de cuidado para o leitor não se perder, mas nada exagerado. São 432 páginas agradáveis para uma rápida leitura, pela editora Aleph.

Trecho do Livro:

O aparelho de som parou. Ergui-me preguiçosa do assento e dei uma longa olhada no desenho. Ficara perfeito. Satisfeita com o resultado, resolvi encerrar o trabalho. Olhei pela janela, fitei o relógio de pulso e me assustei. Passava das sete horas, o vigia estava muito atrasado. Recolhi minhas coisas e deixei tudo organizado à minha volta. Tirei o boné e penteei o cabelo rapidamente, para logo em seguida refazer o rabo – de - cavalo. Mochila nas costas, mesa organizada, tomadas desligadas, tudo arrumado… A janela! Fui até ela e a fechei; cruzei o quarto em direção à porta e nesse momento as luzes se apagaram. Não somente as da sala, mas todas as luzes do casarão. O susto foi tão grande que gritei. Simplesmente, não via um palmo à frente do nariz. Não sobrounada, nem uma fresta de luz para guiar-me. Fiz meia-volta e ali fiquei, tentando achar qualquer coisa para guiar minha saída do casarão.

— Estúpida! — gritei comigo mesma. Afinal, tinha um isqueiro no chaveiro.

Toquei a calça em busca das chaves e do isqueiro para me lembrar que o havia retirado dali a pedido de Alva… — Ai, droga! Merda… — xinguei, após esbarrar na mesa e machucar o quadril. Era isso! Estava sobre a mesa em algum lugar, mas onde? Toquei a superfície da mesa e passei a mão sobre papéis, canetas, tesoura… Onde está? — perguntava- me, desesperada.Medo. Esta era a definição mais precisa para o que sentia. Sempre tive medo do escuro, fugia ao meu controle, perdia a noção de espaço, de onde estava e, simplesmente, me sentia sufocar. Levei a mão à testa suada e notei que tremia de tão apavorada.

Decidida a me acalmar, comecei a repetir:

— Não há nada no escuro, não há nada no escuro. — Enquanto dizia as palavras, respirava fundo tentando recobrar o fôlego e o controle. Com as mãos sobre a mesa, recomecei uma busca mais calma; quando toquei o isqueiro, gritei de alegria. — Graças a Deus! — Afinal, não foi fácil encontrá-lo e quanto mais acendê-lo. Tentei três vezes sem nada conseguir. Só consegui respirar melhor depois de ver a chama frágil tremular à minha frente, dando-me confiança.

— Não tenha tanto medo do escuro.

O aviso soou de maneira suave, sensual, cortando a escuridão como uma flecha. Ergui os olhos e dei de cara com um completo desconhecido. Sentado comodamente na cadeira, na cabeceira da mesa, ele me observava de maneira calma. Fiquei tão aborrecida com a possibilidade de ele ter me visto naquele estado de pavor que não o olhei direito.

— Que houve com as luzes? — perguntei, achando que se tratava do vigia.

— Eu as apaguei — falou insolente, sem sequer levantar-se.

— E por que o fez? Não há necessidade de o casarão ficar às escuras — faleitaxativa.

— Gosto do escuro — falou, sem dar um pingo de importância ao que eu dizia.Seu rosto não parecia ter movimento; os olhos azuis brilhavam no escuro, fazendo aquele efeito só conseguido por cães e gatos.

Ele pareceu notar que eu o observava e deu-me um leve sorriso, mas um sorriso malévolo e malicioso. Recuei para trás um tanto assustada.

— Quem é você e o que faz aqui? — perguntei, notando que a voz estava trêmula.

— Acho que a invasora aqui é você — falou, apontando o dedo em riste emminha direção. Somente naquele momento percebi suas roupas estranhas, ou melhor, antigas. A manga de sua camisa era larga e trazia no punho cordões e uma renda que provavelmente algum dia fora branca, bem como o resto da camisa.

— Vamos, diga! Que faz em minha casa? Que está havendo, onde estão os móveis e todo o resto? — perguntou, alteando a voz, fazendo-me piscar de susto.

Fiquei tão atônita surpresa que ri dele. Foi isso mesmo, eu ri. Nervosismo, medo, sei lá! Mas não foi uma das atitudes mais acertadas a tomar,porque ele ficou furioso. Saltou da cadeira e ficou em pé para mostrar quanto era alto e forte. Seus ombros largos eram valorizados pela camisa de tecido solto. Foi com grande surpresa que notei o lenço de seda em volta de seu pescoço largo. Era um Plastron, uma espécie de gravata usada no século XIX, se não me engano.

— Do que ri? Acha que sou algum bufão, um truão para rir de mim? — perguntoumais alto e muito mais agressivo enquanto andava para a frente.

— Não se aproxime! — gritei, reagindo no mesmo tom, recuando para trás.

— E quem pensa que é para gritar comigo, sua pequena insignificante! — Seus movimentos assemelhavam-se ao de um tigre. A calça preta moldada perfeitamente às suas pernas másculas, fortes. Não sei bem ao certo como, mas, totalmente assustada, ainda conseguia sentir-me atraída. Sua beleza chegava a ser um insulto, a assustar, essa era a verdade. — É só isso que consegue sentir? Medo? — o homem perguntou, quase ofendido. Passou a mão pelos cabelos loiros presos numa fita escura e continuou a falar: — Kara, Kara, Kara, pensei que fosse mais corajosa, forte, decidida — falou com um leve sotaque que, no momento, não identifiquei.

— Como… como sabe meu nome? — tentava lembrar-me de onde conhecia seu rosto. Foi em vão; nunca o tinha visto em toda minha vida, mas seu olhar… eu conhecia.

— Sua amiga, a negra forra, falou, enquanto usava aquela estranha máquina.Diga-me, sua mão melhorou? — O modo descuidado como falou me chocou.

— De onde afinal você saiu?

— Do sótão, é claro.

— Ai, meu Deus!

— Você chama muito a “Deus”; ele a ajuda tanto como parece?

— Olhe, não sei de onde diabos saiu, mas ordeno que saia desta casa imediatamente!— falei, tentando parecer o mais segura possível. O silêncio foi quebrado comsua gargalhada, no mínimo gostosa.

— Kara, você deve ter sido uma menina muito mimada e levada, mas lhe digo,uma boca tão perfeita e carnuda não deveria ser manchada com tantos palavrões; contei quatro, apenas enquanto a vigiava — comentou cínico. — Agora, vamos — falou, estendendo a mão num convite perturbador.

— Acho melhor não tentar.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Conto

A Lenda do Cavalo Árabe
(uma adaptação para Arton)

Ainda nos primórdios da criação de Arton, Allihanna vislumbrava encantada toda a magnitude de criaturas criadas por ela. De ponta à ponta do continente centenas de milhares de espécies de animais e plantas cresciam e floresciam. Cada novo nascimento lhe conferia um êxtase de satisfação indescritível. E cada um fora moldado por suas próprias mãos.

Mas havia um canto isolado naquele universo de terra e água. Um lugar desolado, árido, inóspito e vazio. Um lugar de calor e areia. Para ela era um lugar maculado. Um lugar que não merecia sua atenção. Negava-se à criar qualquer coisa diferente de dureza e aridez do ambiente.

Um dia Allihanna procurou Azgher em seus domínios. Sob a forma de uma humana feita em parte de carne, em parte de ramos e galhos, foi ao encontro do enorme beduíno sentado sobre uma pedra. Com o vento arrastando a areia que desviava naturalmente da figura, o calor era incrível. Por onde Allihanna caminhava, na direção de Azgher, pequenas pegadas de relva verde brotavam para logo depois secarem e sumirem frente aquela inóspita condição.

“- Este lugar é morto, como o coração de quem o governa” – declarou calmamente a deusa.

“- Muito pelo contrário fêmea. Este lugar, o meu, é vivo como a chama que nunca se apaga. É ardente como a vida de quem luta pela sobrevivência. É o lugar de fortes” – exclamou Azgher sem virar a cabeça na direção da deusa.

“- Nada belo vinga. As criaturas têm de se esconder sob o manto da deusa negra nas profundezas. Se és dono disto, és dono de um nada. E não por menos que d-i-v-i-d-e-s esta ‘tua terra’ com Tenebra” – exclamou a deusa com desdém.

“- A insolência não lhe cai bem aos lábios senhora das bestas. Se nada belo foi criado por ti para esta terra é por que simplesmente não tens a capacidade de ver a beleza do detalhe da flor do cactos no amanhecer nem a sincronia nas ínfimas pegadas do escorpião na fina areia.”

“- E tudo isto criado por mim” – declarou ela abrindo os braços e girando lentamente vendo em sua mente cada ser criado por ela – “mas tu conseguiste criar um mundo de areia e pedra, de dor e morte”.

Azgher bufou mesclando indolência e desinteresse – “Tu és uma deusa. Tu és uma igual entre as iguais. Tens poderes para criar qualquer coisa. Faça se quiseres”.

“- Claro que posso fazer. Mas por que faria? Esta terra tem de ser como seu deus” – abaixou e pegou um punhado de areia numa das mãos e ficou deixando-a escapar lentamente por entre os dedos e a vendo voar ao vento – “tudo igual como cada duna”.

Pela primeira vez Azgher moveu a cabeça e uma tempestade de areia formou-se ao longe. Ele se levantou lentamente e a terra tremeu.

“- Queres beleza!” – gritou com voz de trovão transformando o vento do deserto em tormenta de pedras – “terás!!”

Azgher cresceu em cem vezes. Mais imponente do que nunca parecia que seu diurno sorriso havia descido ao chão. Ele lançou uma de suas descomunais mãos à areia trazendo-a repleta. Tal como uma prensa juntou as duas mãos pressionando a areia com toda a força de um deus.

Moveu-se alguns passos em direção à um oásis. Com um movimento ele arrancou o pequeno ponto de água em meio à areia e junta com a terra que já estava numa das mãos, pressionando-os novamente.

Brilhando cada vez mais sua voz começa a ecoar por todas as partes do deserto.

“- Meu filho... Te darei vida para seres ímpar em meu reino. Te darei vida para embelezar meu mundo. Te darei vida para seres invejado. Terás tudo e darás tudo ao meu povo. Como irmãos dominarão minhas areias, beberão em meus oásis e rogarão à mim, apenas à mim. Sede perfeito. Sede inteligente como a irmã Tanna-toh, sede justo como o Khalmyr, sede sagaz como a grande serpente, sede implacável como Keenn, sede vivaz como Lenna, sede saudável com a benção de Marah, sede rebelde como Ragnar e sede indócil e livre como Nimb. Sede digno de meu nome”.

Azgher pressionou mais ainda as palmas das enormes mãos. O deserto ao seu redor fervilhava num horror de tempestades, trovões e terremotos. Apenas onde estava Allihanna estava calmo e sereno como uma manhã de primavera.

De repente tudo parou como se nada tivesse acontecido. Aos poucos ele foi afrouxando as mãos até que elas se separaram.

Na palma de uma delas ficou um animal. O mais lindo de todos. Um cavalo, mas diferente de todos os outros. Um representante único, perfeito. Mesmo Allihanna ficou perplexa com tamanha formosura.

Indócil sobre a palma da mão de Azgher, o cavalo empinava e relinchava. Mas, sob o olhar severo do deus ele silenciou e como reverenciando abaixou a cabeça.

“- Vá....” – Azgher assopra suavemente o cavalo sobre sua mão criando uma fina tempestade de areia que viajou no ar formando como se uma manada de garbosos exemplares dele. A manada dividiu-se e direcionou-se para muitas direções espalhando-os por todos os cantos do deserto.

Azgher volta ao seu tamanho anterior e novamente senta sobre a rocha. Allihanna ainda na mesma posição vira-se par partir, mas para, de costas e faz uma última pergunta – “de quase todos os deuses ele ganhou algo, e de mim o que tem?” – indagou a deusa permanecendo de costas.

“- Nada” – respondeu Azgher sem se mover – “ele não precisa, eu o fiz de areia e água, eu o fiz de mim, não responderá à mais ninguém.”

Nota: Este foi um pequeno conto que escrevi para o projeto Deserto da Perdição. Muita coisa interessante ainda sairá de lá. Para acompanhar nosso trabalho por lá é só dar uma olhada AQUI!