quarta-feira, 31 de março de 2010

Jogos de Tabuleiro: Zumbis Office

Zumbis no escritório - Fuja se puder!!

Este é o tipo do jogo curioso e muito divertido. Tudo começa num dia tranqüilo em um escritório, durante uma festa de aniversário. De repente as coisas mudam. O acúmulo de produtos químicos transforma uma das pessoas em zumbi sedento por carne fresca. Só resta correr.

Agora vale de tudo. Percorrer as salas próximas à procura de materiais de escritório que possam servir de armas, atacar seus próprios colegas, trabalhar cooperativamente... você decide.


A dinâmica é simples. Um jogador começa com um zumbi enquanto os outros permanecem como humanos. O jogador-zumbi terá de tentar transformar todos os outros em zumbis antes da polícia chegar.

E o melhor... não precisam comprar, apenas imprimir o jogo!!! Isso mesmo. Você pode baixar tudo, do tabuleiro aos counters.


Faça o download:

Manual - Aqui estão todas as poucas regras necessárias para jogar.

Peças - o que você vai precisar de peças.

Tabuleiro - o piso do escritório

Guia de tomada de decisão
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Lançado este ano e criação de Luke Venechuck, ele prova que precisamos apenas de um pouco de criatividade para nos divertir-mos.

Novos animes na tv aberta

Blue Dragon e 3ª temporada de Naruto


Para aqueles que curtem animes mas não têm a disponibilidade de um canal fechado ou em dvd temos uma ótima notícia. O canal de televisão aberto SBT informou que entrará em sua grade de programas matutinos Blue Dragon e a terceira temporada de Naruto, no dia 12 de abril.

Blue Dragon é um anime baseado de 51 episódios do mesmo desenhista de Dragon Ball - Akira Toryama. A história começa quando um vilarejo onde mora o protagonista Shu é atacado por inimigos desconhecidos. Ele e seus amigos recebem os poderes da sombra permitindo que transformem suas sombras em um poderoso monstro. Já Shu recebe o Dragão Azul.

Naruto dispensa comentários. O sucesso estrondoso já o transformou em ícone do universo de animes atuais.

Agora é esperar que o SBT cumpra com o prometido - coisa que quase nunca acontece - e realmente inicie a transmissão deles.

Classes de Prestígio - Série Moreania

CLASSES DE PRESTÍGIO de MOREANIA


Paladino de Bullton

(Dragon Slayer 06 – página 49)

Esses guerreiros sagrados formam a milícia protetora do Velho Mundo e outros reinos. São paladinos que cavalgam búfalos, em vez de cavalos.

Apenas os melhores alunos da academia militar de Bullton podem se tornar membros desta ordem. Por suas atitudes violentas e rudes, os Paladinos de Bullton são muitas vezes confundidos com bárbaros, tomados por ignorantes ou selvagens. Mas sua infâmia é exagerada: esses guerreiros santos são intimidadores, com certeza, mas têm o coração dourado dos paladinos. Eles gargalham dos “fidalgos reluzentes” de Brando, acusando-os de fracos e esnobes.

Embora estejam sediados em Bullton, os Paladinos-Búfalos podem ser encontrados em todo o reino, patrulhando fronteiras, respondendo a pedidos de ajuda, ou mesmo integrando grupos de aventureiros.

A ordem é relutante em admitir membros que não tenham traços de búfalo: quase todos os testes de admissão são baseados na força física (que os herdeiros do búfalo possuem acima da média). Uma vez aceitos, os novo paladinos são treinados em montaria e combate sobre os búfalos-de-guerra criados em Bullton.

Pré-requisitos:
Bônus Base de Ataque: +5
Herança: Búfalo
Talentos: Ataque poderoso.
Perícias: Cavalgar 4 graduações, Sobrevivência 2 graduações.
Tendência: NB, NN ou NC.
Especial: Ter passado pelo treinamento na academia de Bullton.

Perícias de Classe:
Blefar (Car), Cavalgar (Des), Concentração (Sab), Intimidar (Car), Observar (Sab), Ouvir (Sab), Saltar (For), Sentir Motivação (Sab), Sobrevivência (Sab).

Dados de Vida: d12

Pontos de Perícia por nível: 2 + modificador de Inteligência.

Características de classe: Todas as características a seguir pertencem à esta classe.

Usar armas e armaduras: Um Paladino de Bullton sabe usar todas as armas simples e comuns, todos os tipos de armaduras e escudos. Note que as penalidades por usar uma armadura mais pesada do que um corselete de couro são aplicadas ás seguintes perícias: Equilíbrio, Escalar, Arte da fuga, Esconder-se, Saltar, Furtividade, Punga e Acrobacia.


Especial:
Herança rival: No primeiro nível o Paladino de Bullton escolhe um tipo de herança Moreu dentre as doze existentes. Devido ao seu treinamento baseado na fisiologia e modo de ser desta herança, o Paladino de Bullton conhece particularidades que lhe dão vantagem quando em combate contra detentores desta herança. Você recebe um bônus de +1 em testes de Blefar, Ouvir e Sentir Motivação realizados contra esses seres. Você ainda recebe um bônus de +1 em jogadas de ataque contra eles.

Faro do Búfalo: embora fosse não seja um ranger, você desenvolveu a capacidade de rastrear dentro do território de Lancaster graças à sua proximidade de sua raiz animal. Os Paladinos de Bullton recebem um bônus de +3 em testes de Sobrevivência dentro do território de Lancaster. A CD depende da superfície e das condições gerais conforme indicado: CD 5 para solo muito macio; CD 10 para solo macio; CD 15 para solo firme; e CD 20 para solo rígido. Para modificadores de CD ver Livro do Jogador D&D 3.5, página 99.

Força do Búfalo: Seu empenho nos treinamentos físico lhe dá um ótimo preparo refletido, sobretudo, em sua força. A herança do Búfalo que carrega em suas veias torna-se cada vez mais evidente. Você recebe um bônus permanente de Força +1 no segundo nível. No sétimo nível você recebe um bônus permanente de Força de +1 (cumulativo ao bônus recebido no segundo nível).

Dois em um: O Paladino de Bullton e sua montaria atuam, em combate, como se fossem um só. Uma vez por rodada, quando a montaria do Paladino de Bullton for alvo de um ataque de um adversário, montado ou não, você poderá aplicar a CA do paladino para escapar do ataque. A montaria do paladino, que deve ser necessariamente um búfalo, compartilha da mesma CA do paladino uma vez por rodada, desde que esteja montada pelo Paladino.

Elo Especial: O Paladino compartilha de um elo especial com sua montaria. Ele consegue ver perfeitamente através dos olhos de seu búfalo. Ele necessita realizar um teste de Concentração contra uma CD baseada na distância em que se encontra de seu animal: CD 5 para distâncias menores que 10 metros; CD 10 para distâncias entre 11 metros e 100 metros; CD 15 para distâncias entre 101 metros e 500 metros; CD 20 para distâncias maiores de 501 metros. O Paladino consegue simplesmente ter o mesmo campo de visão de seu animal, não recebendo informações sobre distância ou localização.

Rival de Sangue: No sexto nível o Paladino de Bullton mostra-se aprimorado no conhecimento de seres da herança escolhida em Herança Rival. Seu longo treinamento nas artes da sua classe, sempre mirando em uma herança específica, resulta num aprimoramento. Você recebe um bônus de +2 em testes de Ouvir e Sentir Motivação realizados contra esses seres. Você ainda recebe um bônus de +2 em jogadas de ataque contra eles e um bônus de +2 em dano infringidos contra eles (este bônus de dano não é aplicado em armas de ataque à distância).

União Destruidora: O Paladino de Bullton e sua montaria atuam ofensivamente como se fossem um só. Uma vez por rodada, o Paladino de Bullton pode realizar dois ataques – um para ele e outro para sua montaria. Este ataque duplo só é possível quando o Paladino estiver montando sua montaria. O ataque do paladino pode ter como alvo tanto o adversário como a montaria dele. Já o ataque de seu búfalo terá como alvo sempre a montaria do adversário (à menos que o adversário esteja à pé, neste caso o alvo poderá ser o adversário do Paladino). O búfalo assume o BBA do Paladino de Bullton, causando dano por contusão.

Deus Búfalo da Guerra: O Paladino atinge o auge de seu treinamento. Como uma benção de seus ancestrais você pode empunhar armas de duas mãos com apenas uma, e pode empunha-los uma em cada mão, sem nenhuma penalidade. Você pode, ainda, realizar dois ataques por rodada num mesmo alvo.

Zumbis em Porto Alegre 7

Zumbis em Porto Alegre

Anotação 7
Hoje fecha uma semana que comecei a escrever essas memórias. Também faz sete dias que não precisamos colocar a cara para fora de nosso esconderijo. Mas isso vai acabar mudando. Estamos ficando sem algumas coisas e teremos de nos aventurar em seguida. Mas isso é uma outra história, para outro dia.

Voltando às minhas recordações.

Depois daquele confronto inicial com os zumbis, o primeiro de muitos que viriam, verificamos tudo para ver se estávamos realmente seguros. Nossa posição era um tanto tranqüila. O terreno onde estava o prédio era pequeno, mas cercado por um alto muro de concreto e grades. Os terrenos ao redor eram relativamente seguros também. À direita e nos fundos divisávamos com um condomínio muito grande e que ainda tinha um bom número de moradores. Eram pelo menos cinco prédios com muitos apartamentos e eles estavam providenciando sua segurança também. À nossa esquerda havia outro edifício, este completamente abandonado por seus moradores. Podíamos ficar sossegados por enquanto.

Enquanto verificávamos tudo fiquei sabendo do Paulo e do Raul por que eles foram obrigados a voltar. Eles contaram que logo que chegaram na altura da avenida Aparício Borges encontraram um pequeno bloqueio do exército em franco combate contra os monstros, muitos monstros. A situação estava muito ruim ali. Eles tentaram fazer um desvio indo pela zona do presídio. Mas as coisas estavam ainda pior por lá. As pequenas ruas daquela zona estavam quase que totalmente bloqueadas por carros abandonados ou destruídos. Depois de combaterem um grupo de zumbis que quase os apanhou se viram obrigados à voltar. No caminho pegaram tudo o que viesse a ser útil. Trouxeram algumas armas que haviam sido perdidas por soldados mortos; mantimentos que haviam sido deixados para trás; e algumas outras coisas.

Lhes contei minha aventura na ida e na vinda até minha casa. Ao final tínhamos certeza que todos estávamos vivos por puro acaso.

A tarde já estava chegando e a claridade ia diminuindo. Depois de acomodarmos tudo no lugar cada um foi para seu canto. Eu e a Juliana fomos para o apartamento dela, no quarto andar. Seu Artur e Dona Silvia tinham um apartamento no térreo. Os irmãos Jonas e Michel preferiram ficar sozinhos, no apartamento da família no segundo andar, na esperança dos pais conseguirem voltar. Paulo e Raul arrombaram um apartamento vazio no terceiro e montaram acampamento por ali mesmo.

Havia sido um dia desgastante e tínhamos de relaxar o que desse. Todos estávamos com as dispensas cheias, ainda tínhamos água encanada e luz. Estávamos completamente desorganizados, é verdade. Tudo era muito novo para todos. A experiência de passar por aquilo estava nos ensinando à passos lentos. Com toda a certeza os erros que cometeríamos nos dias e semanas seguintes seriam nossos verdadeiros professores. Em nossas cabeças nossas prioridades seriam alimento e esconderijo. Tendo isso, no momento, estávamos mais tranqüilos.

Cada um se alimentou como preferiu. Eu e a Juliana tentamos comer o mínimo possível para não desperdiçar. Sabíamos que gás seriam algo muito complicado para repor. Então optamos por usar o microondas enquanto ainda tínhamos energia elétrica.

Havia se passado um pouco mais de uma hora desde que cada um se recolheu em um apartamento quando a noite caiu definitivamente. Os postes foram se acendendo como se nada estivesse acontecendo no mundo. Víamos pela janela do quarto andar que muitas casas, perto ou longe, tinham suas luzes acesas e movimento. Havia muita gente escondida ainda. Ainda escutávamos, também, sons de motores de carros ao longe e muitos tiros e explosões que não conseguíamos distinguir de onde viriam. Mas pelo menos demonstravam que havia uma resistência. Mas também escutávamos gritos que eram silenciados de repente, o que nos trazia para a realidade.

Mais avançado na noite o Jonas apareceu correndo dizendo que alguns canais estavam passando notícias. Corremos para ver. Nem havíamos pensado em ligar a tv. Dois canais da tv aberta e um da tv fechado passavam informe sobre o que acontecia no Brasil e no Mundo.

Eles passaram um pequeno histórico dos acontecimentos. Disseram que no início da semana os casos começaram a surgir em São Paulo, Salvador, Rio de Janeiro e Brasília. O governo e o exército acharam que poderiam controlar a situação, o que realmente aconteceu até quarta-feira. Mas novos casos surgiram em muitas outras cidades – Porto Alegre foi uma delas. Quinta-feira o controle foi realmente perdido. Até aqui toda a informação estava sendo controlada com braço de ferro pelo poder público. Quando o exército declarou toque de recolher e começou a evacuar certas áreas o pânico foi instalado. Com o pânico os zumbis se proliferaram de forma incalculável. Pouquíssimas cidades e quartéis mais isolados ainda permaneciam intactos. Eles tentavam receber os refugiados como desse.

No mundo as coisas estavam ainda piores. Muitos países estavam incomunicáveis. O caos estava instaurado na Europa e nos Estados Unidos. Do Japão e da China, com suas enormes populações, vinham imagens surreais de multidões de zumbis avançando sobre as cidades como ondas de mortes. Nenhum lugar era seguro mais.

Depois dessas notícias eles tentaram dar algumas informações que poderiam ser úteis para nossa sobrevivência. Primeiro não havia consenso sobre o que eram e como haviam surgido esses zumbis. Uns diziam ser obra de experimentos militares, outros diziam ser resultado da mutação de algum tipo de vírus, e até como um ataque de extraterrestre eles foram acusados. Isso não importava. Eles já estavam aqui.

O noticiário informou que aqueles monstros eram relativamente lentos. Pelo menos em sua maioria. Informações desencontradas diziam que havia uns poucos que eram mais rápidos e ágeis. A transformação dava-se pela mordida do monstro, com a troca de fluidos que podei ser mesmo em um simples ferimento. A transformação dava-se, quando por ferimento, em algumas horas. Em caso de morte, por ataque de um desses monstros, a transformação acontecia em um ou dois minutos. Para mata-los apenas a destruição da caixa craniana mostrava-se eficiente e definitiva.

As notícias deveriam ser dadas à cada duas ou três horas, durante a maior parte do dia e início da noite, começando às oito horas da manhã até as dez horas da noite. Esse foi o último informe do noticiário. Depois disso o canal saiu do ar. Nas rádios o caso era um pouco diferente. A autonomia para funcionar lhes permitia um pouco mais de tempo no ar. E eles mantinham postos e repórteres espalhados por toda a Porto Alegre e por grande parte do estado. Mas as notícias não eram diferentes das que tinham sido ditas pela tv. Muita especulação, poucas certezas e apenas notícias de muita desgraça.

As rádios Gaúcha e Guaíba davam informes bem consistentes sobre Porto Alegre. Segundo eles tudo começou em três focos principais – no centro; na zona do Hospital de Clínicas, no bairro Bom Fim; e na zona sul, no bairro Serraria. Isso na quinta-feira pela manhã. O exército tento criar zonas de contenção isolando essas áreas. Nessa primeira ação muita gente sadia ficou presa e acabou sendo pega pelos zumbis, que só cresciam em quantidade. A zona sul foi fácil de isolar. Mas o centro e o bairro Bom Fim foi impossível. Criaram então, de um lado, um grande bloqueio pelo exército na região das proximidades do aeroporto Salgado Filho e das avenidas Assis Brasil e Baltazar. Do outro lado explodiram a maioria das pontes que passavam por cima do Arroio Dilúvio, arroio que divide Porto Alegre em dois. Mas quando anoiteceu na quinta já haviam pequenos focos espalhados por vários outros bairros. Nesta sexta-feira (hoje, nas minhas memórias) tudo foi piorando.

Aos poucos, durante as notícias, todos foram se reunindo no quarto andar, no nosso apartamento. Não tínhamos muito o que fazer sozinhos e reunidos, pelo menos, nos sentíamos mais vivos. Ninguém estava com muita vontade de dormir e a ansiedade pelas próximas notícias era quase insuportável.

Como não poderia deixar de ser tínhamos pelo menos duas cuias para tomar chimarrão. Era o tipo do costume que tentaríamos levar ao máximo. Esquentamos a água com fios elétricos. Eu já havia alertado todos para a necessidade de economizar o gás.

Ficamos sorvendo o mate sentados na sala num círculo tendo a tv e o rádio ligados à espera que qualquer sinal de vida. Não conseguíamos relaxar. Estávamos num novo mundo. Numa nova realidade. Com o tempo, ali reunidos, começamos a espairecer e relaxar. As notícias vieram mais tarde, mas sem novidades. Ficamos tomando chimarrão e beliscando alguns biscoitos até não agüentarmos mais o sono.

Cada um, em seu canto, dormiu e esperou acordar daquele pesadelo.