domingo, 9 de maio de 2010

Cinema - mais um ator para o filme do Capitão América

Capitão América ganha novo personagem

Temos mais nome confirmado para integrar o elenco do filme sobre o herói da Marvel. Será Toby Jones (“Frost/Nixon”) que interpretará o vilão Arnin Zola, um gênio da ciência genética e da clonagem. Junto à ele estão no filme Chris Evans (“Os Reis da Rua”), Sebastian Stan (“O Pacto”), Heyley Atwell (“A Duquesa”), Samuel L Jackson (“Jumper”). A estréia será em 2011.

Quadrinhos - Crossover entre Arquivo X e 30 Dias de Noite

Crossover com tudo para dar certo


Essa é para os saudosistas de plantão dos anos noventa e para os amantes do terror. Está para sair em julho, nos Estados Unidos, uma série em quadrinhos unindo Arquivo X e o cenário do filme “30 Dias de Noite”. O projeto foi idealizado pelo guitarrista Adan Jones (da banda Tool) e o Steve Niles, autor do filme. A arte ficará nas mãos de Tom Mandrake. O crossover foi abraçado pela editora Wildstorm Comics e pela IDW.

Com o título de “X-Files: 30 Days of Night” teremos o retorno dos famosos agentes do FBI Fox Mulder e Dana Scully. Ele acredita que tudo é possível, ela mantendo seu pensamento dentro da racionalidade e da ciência.

Niles, em entrevistas, se diz grande fada série e esse foi um dos grandes pontos para ter aceito a proposta de Adan Jones. Um dos pontos principais em seu trabalho é criar a história mantendo a fidelidade do modo de ser dos personagens. Mas o começo da parceria é curiosa. Em uma convenção onde Niles e Jones estavam ambos se encontraram para pedir um autografo do outro. A admiração mútua gerou um contato mais constante entre eles até que a proposta do crossover foi apresentada à Niles. Um apresentou ao outro e as idéias foram surgindo.

Na série os dois agentes estão investigando uma série de desaparecimentos inexplicáveis próximo ao Alasca que vem de mais de um século.

Arquivo de Fichas - Mutantes e Malfeitores - Ares

Arquivo de Fichas - Mutantes e Malfeitores
ARES


Nível de Poder: 14 

HABILIDADES
FOR 40 (+15) DES 14 (+2) CON 38 (+14) INT 12 (+1) SAB 12 (+1) CAR 14 (+2)

SALVAMENTO
Resistência +14 [impenetrável 2]; Fortitude +16; Reflexo +3; Vontade +5.

Tamanho: Grande [Modificadores: Atq/def –1, agarrar +4, furtividade –4, intimidar +2]. 

Capacidade de Carga: 16t (leve), 32 (médio), 50t (pesado), 100t (máxima), 250t (empurrar/arrastar). 

COMBATE
Ataque +10; Dano +15 [desarmado], +18 [Machado – penetrante 1]; Defesa +8; Esquiva +4; Iniciativa +2.

PERÍCIAS
Conhecimento [Tática] +10, Conhecimento [História/Mitologia] +9, Idioma 2 [Grego nativo – Inglês], Intimidar +10, Notar +8.

FEITOS
Ação em movimento, Agarra aprimorado, Ambidestria, Assustar, Ataque dominó 3, Ataque poderoso, Atropelar rápido, Crítico aprimorado [corpo-a-corpo] 2, Derrubar aprimorado, Equipamento, Liderança, Memória eidética, Presença aterradora, Primeiro sangue, Sem medo, Usar armaduras, Usar armas de fogo, Zombar.

PODERES
Densidade 4 [Força +8, Proteção +2/Impenetrável, Imóvel 1, Superforça +1 – Extra: Duração/Contínua; Falha: Permanente]
Super-movimento 1 [Movimento dimensional/para Olimpo]
Imunidade 10 [Suporte vital e envelhecimento]
Regeneração 17 [Machucado 3, ferido 5, desabilitado 7, Ressurreição 2]
Superforça 4 [Força +20]
Super-sentidos 3[Percepção/outros deuses; Percepção/magia; Percepção/demônios]
Rapidez 2 [Falha: Um tipo/físico]

EQUIPAMENTO
Machado de Guerra [Bônus de Dano +3 - Crítico 20]

Pontos: 201
62 (habilidades) + 6 (salvamento) + 40 (combate) + 9 (perícias) + 21 (feitos) + 63 (poderes) 


Estréia
Ares pode parecer um personagem pouco expressivo, mas ele tem sua importância no universo Marvel e lá fora, nos Estados Unidos, possui um grande número de fãs. Ele foi criado por Stan Lee e Jack Kirby e teve sua estréia na revista Thor #129, em junho de 1966. Inicialmente ele era colocado como um inimigo de Thor e Hércules, mas na verdade ele pode ser visto como um anti-herói.

História
Em poucas palavras, ele é o Deus da Guerra, filho do próprio Zeus. Ele é tido como um inimigo de Hércules, pois não aceita os favorecimentos que seu desafeto recebia de seu pai. E esta insatisfação não ficou apenas nas palavras. Mais de uma tentativa já foi levada à cabo por Ares para derrubar o Olimpo, principalmente depois de que Zeus, de certa forma, permitiu que o culto aos deuses parasse.


Os combates com Hércules foram muitos e algumas vezes beiraram a vitória. Numa das ocasiões Ares se aliou com a asgardiana Encantor e de possa da lâmina negra do Cavaleiro Negro conseguiu extinguir a Chama de Prometeus. Com isso ele conseguiu conquistar o Olimpe e transformar todos os seus pares em estátuas de cristal. Nem mesmo Hércules foi páreo nessa ocasião, sendo profundamente espancado e enviado à Terra co amnésia. Posteriormente Ares acabou sendo derrotado numa parceira de Thor e o Cavaleiro Negro pela mesma lâmina negra.

Ares resolve deixar a vida de lutas e combates após ouvir de seus pais que sua forma de agir demonstrava um lado bruto e desonroso. Isso o abala mais do que imaginamos e ele resolve ir para a Terra viver como uma pessoa normal onde tem um filho.

Quando o deus japonês do mal, Amatsu-Mikaboshi começa a ameaçar todos os panteões (após a queda de Asgard) Ares é convocado por Hermes, mas ele se recusa em ajudar, ainda chateado com a forma como os olimpianos o viam. Zeus tenta persuadi-lo seqüestrando Alexander Asron (chamado por Ares de Phobos) e levando-o para que Aquiles e seus Mermidões o cuidem no Olimpo. Além disso, e não se tem certeza se por influência ou não de Zeus, Ares tem problemas com a polícia e esse conjunto de acontecimentos acaba tirando-o da calmaria em que vivia nos últimos tempos. Para completar Alexander é seqüestrado por Mikaboshi que tenta insistentemente fazer uma lavagem cerebral para colocá-lo contra seu pai. Quando Ares é novamente contatado por Hermes ele está em uma profunda fúria e volta ao Olimpo para acabar com a ameaça e resgatar seu filho.

O primeiro grande arco que Ares participa dentro da Marvel é “Guerra Civil”. Ele fica ao lado do grupo do Homem de Ferro e durante a saga ele acaba sendo recrutado para os Vingadores. Sua atuação no grupo nunca foi fácil. Ele questiona muito as táticas do grupo ou as ordens de retirada. Outro arco em que tivemos uma batalha fenomenal do personagem foi em “World War Hulk”, mas ele não foi páreo para o gigante esmeralda.

Depois do arco “Invasão Secreta” Ares entra para os Vingadores Sombrios comandados por Norman Osborn. Sua atuação no grupo entre em um clímax quando ele combate Sentinela e é literalmente rasgado ao meio. Tido como morto ele é liberado por Hades para enfrentar novamente as forças de Amatsu-Mikaboshi durante o arco “Chaos War”. Ao final deste arco ele volta para Hades e permanece ‘morto’.


Poderes
Ele possui o poder de um deus, o que significa força, velocidade, resistência, reflexos e regeneração sobre-humanos. Além disso, ele pode ser considerado verdadeiramente imortal.

Sua força é colocada como muito acima da sobre-humana. Conta-se que somente Netuno e Plutão teriam condições de se equipara à ele e apenas Zeus e Hércules teriam força superior. Sua resistência ao esforço é incomparável, assim como sua resistência à dano, principalmente danos por concussão, eletricidade, grandes quedas e altas temperaturas. Mas toda essa resistência tem um ponto fraco. Quanto mais tempo na Terra, menor é sua resistência, chegando ao ponto de mesmo com sua enorme força, ele ser ferido (claro que por ataques poderosos) como grandes impactos ou tiros. Atente que ele não será morto, mesmo por tiros, mas ferido, não importando o calibre do projétil. Mesmo com essa fraqueza, ele continua imune ao envelhecimento, venenos ou doenças.

Uma peculiaridade muito interessante do personagem é sua ligação com a magia. Ele tem uma grande sensibilidade para perceber o uso de magia próximo à ele, bem como a presença de outros deuses e mesmo demônios. Mas não passa muito disso. Além dessa sensibilidade, ele pode se transportar entre a Terra e o Olimpo à vontade.

Mas podemos dizer que seu maior poder, não é propriamente um poder. Ele é um extraordinário lutador Tanto corpo-a-corpo quanto com vários tipos de armamentos – tanto armas brancas como de fogo. Ninguém se equipara à ele em combate, nem mesmo seu pai. Sua arma favorita ainda é o machado de guerra, mas não se nega de usar outras armas, antigas ou novas.

Para completar ele é versado nas principais formas de tortura, interrogatório e táticas de combate.

Zumbis em Porto Alegre 9

Zumbis em Porto Alegre

Anotação 9
Nas lembranças que estou escrevendo não poderia deixar de fora a primeira vez que saímos de nosso refúgio. Foi uns quatro dias depois que nos refugiamos no edifício da Juliana. Foi um dia muito significativo também, pois marcou o verdadeiro início de nosso aprendizado sobre este novo mundo.

As coisas não estavam fáceis. O pessoal do condomínio ao nosso lado estava passando por maus bocados. Quanto mais gente junta menos chance de irem longe sem uma boa organização. E ali as coisas estavam longe de estarem organizadas. Um dia antes havia saído uma caravana de três carros para tentarem a sorte. A intenção deles era ir para o norte pelo interior do estado. Conforme havia menos notícias na televisão e no rádio, conforme escutávamos menos sons costumeiros, conforme ouvíamos menos tiros, mais as pessoas ficavam nervosas e ansiosas. De qualquer forma nos tentávamos nos manter juntos e calmos.

A idéia de sairmos foi do Paulo. Ele justificou que se íamos ficar ali por um tempo que não conseguíamos determinar teríamos de nos preparar. Logo as coisas iam começar a acabar em nossas dispensas e mais dia menos dia teríamos de nos aventurar por aí.

Assim, quanto mais conseguíssemos acumular de recursos melhor. Nossa escolha foi começar pelo edifício ao lado do nosso já que estava aparentemente abandonado. Iríamos em quatro – Eu, Paulo, Raul e Jonas – enquanto Michel e o Seu Artur ficariam de prontidão para ajudar no que fosse preciso. O plano era simples. Atravessaríamos o muro por duas escadas que colocaríamos em ambos os lados. O primeiro passo seria dar um jeito e fechar o portão da frente para não termos nenhuma surpresa de última hora. Em seguida iríamos verificar cada andar e levar tudo o que pudéssemos.

Queríamos fazer tudo sem chamar a atenção do outro condomínio. Quando as coisas ficassem pretas eu sabia que seria cada um por si. Então resolvemos fazer tudo com calma e em silêncio, sem fazer muito alarde sobre o que encontrássemos e iríamos estocando.

Depois de uma primeira olhada para o outro terreno, por cima do muro, começamos tudo. Passaram primeiro o Paulo e o Raul, cada um com seus fuzis. Atrás fui eu – com minha pistola - e o Jonas – com um 38, embora ele não soubesse usar ainda. O Michel ficou sobre a escada, pelo lado de dentro, de olho em tudo. Fomos no máximo silêncio possível.

No que fomos chegando ao chão do outro lado fomos tomando posição. Parecia um filme de ação para nós e acho que fomos levando assim até termos verdadeiros problemas. Não tínhamos ainda passado por nenhum grande problema, fora aquele primeiro dia, no portão. Então era normal, quem sabe até uma forma de escape da realidade, que fossemos levando nossa vida como um filme de ação. De qualquer forma fomos colocando nosso plano em andamento.

O muro ladeava um caminho de cerca de sessenta metros para circulação das pessoas e carros do prédio e, paralelo à este caminho, estava o prédio. A porta de entrada no prédio estava bem à frente de onde estávamos descendo. Raul e Paulo ficaram cada um de um lado da escada controlando o perímetro. A maior preocupação era o portão da frente que estava escancarado desde que os moradores fugiram.

De onde estávamos não víamos nenhum zumbi na rua. Desde o dia anterior que não haviam sinal de muitos monstros por ali. Tínhamos pressa, de qualquer forma, em fechar a frente para podermos circular com mais tranquilidade. O Jonas desceu logo depois de mim e ficou ao lado do Raul controlando os fundos e a porta do prédio. O Paulo avançou para a frente do prédio, com seu fuzil, e eu fui seguindo ao seu lado.

Eu conhecia o mecanismo de fechamento e abertura do portão. Ficava em um quadro elétrico na parede da casinha da vigia, na frente. Mas para chegar lá tínhamos de nos aproximar muito do portão escancarado. Teríamos de nos arriscar.

Conforme chegamos próximo do portão fomos vendo alguns zumbis parados no meio da rua e por entre os carros abandonados. Eles estavam parados como estátuas bizarras. Com o tempo aprendemos que eles permaneciam num estado de torpor até que algum som os tirasse daquela espécie de transe. Os sons agiam de forma muito mais efetiva para chamar a atenção dos zumbis do que o movimento quando eles estavam nesse estado.

Mas naqueles dias iniciais ainda não conhecíamos essas peculiaridades. Gastamos muito tempo nos esgueirando até a casa da vigia para não ter perigo de sermos vistos pelos monstros. Depois que estávamos dentro da casa foi fácil acionar o mecanismo – por sorte ainda tínhamos energia elétrica naquela parte da cidade – e fechamos o portão. Ele não produziu um ruído maior que um simples zunido e continuamos incógnitos aos monstros. A primeira parte do plano estava terminada. Agora vinha o mais complicado.

Nos juntamos com Michel e com o Raul e prontamente nos preocupamos com a entrada do prédio. Fomos entrando com cuidado e com as armas prontas. Entramos eu e o Raul primeiro olhando para ambos os lados do corredor após a porta. Mais atrás estavam os outros de olho em nós. Fomos entrando aos poucos e logo estávamos todos no corredor do térreo.

O silêncio nos perturbava. Mas também significava que estávamos sozinhos. Demos mais um passo e nada. Mais um e depois outro. Tudo estava calmo ainda e era óbvio que estávamos felizes pela facilidade, mas um pequeno ruído chamou nossa atenção. Ficamos paralizados. Era um ruído baixo e abafado. Não conseguíamos identificar de onde vinha. Olhávamos para o corredor, para as portas, para escada e parecia que o som não vinha de nenhum deles.

E não vinha mesmo. Quando o som ficou identificável percebemos que ele vinha incrivelmente de trás de nós. Nos viramos num salto e lá estava o monstro, a dois ou três metros de nós, fechando nossa passagem. Ele vinha arrastando o que já fora uma perna. Continuávamos paralisados até o momento em que ele esticou os braços para nos agarrar. Esta foi a deixa para Raul mostrar que não estava para brincadeira. Foi um disparo certeiro bem na testa da coisa. Um tiro de fuzil fez um belo estrago arrancando toda a parte traseira do crânio. A coisa veio ao chão inerte.

Esse susto nos ensinou a primeira regra de novo mundo – o menor descuido será e é fatal. Quando chegamos ao terreno não nos preocupamos em verificar os fundos do prédio. Depois, após fecharmos o portão da frente, não nos preocupamos me manter o silêncio e muito provavelmente nossas vozes chamaram a atenção do monstro. O Michel, que estava na escada deve ter se distraído por achar que estava fácil demais. Foram erros infantis que poderiam ter custado a vida de qualquer um de nós. Não fosse aquela perna ruim do zumbi e ele poderia ter nos agarrado e nem teríamos percebido.

Tudo isso passou por nossas cabeças enquanto olhávamos o corpo do zumbi no chão. A alegria acabara. O resto da nossa investigação foi realizada de forma muito mais tensa e cuidadosa e o silêncio foi absoluto. Felizmente não havia mais nenhum monstro. Foi um aprendizado que graças à Deus não custo mais do que um belo susto.

Olhamos o prédio de cima à baixo e pegamos tudo o que fosse útil. Tivemos a sorte de encontrar muitas pilhas, lanternas, ferramentas, um facão, galões de água e muita comida. O que era enlatado foi guardado, e o resto comemos logo nos primeiros dias. Conseguimos também duas baterias de carro nos veículos que estavam parados na garagem. Seu Artur tinha um bom conhecimento de eletrônica e disse que poderia montar algo útil se houvesse necessidade.

Tivemos assunto mais que suficiente para o nosso costumeiro encontro noturno tomando chimarrão. No final das contas o mais importante de tudo aquilo foi o primeiro aprendizado que tivemos na prática. Foi a primeira noção de que nossas vidas nunca mais seriam tranqüilas. E a noção que aquilo não era um filme, mas a pura e crua realidade.