segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Cinema - Novo Quarteto Fantástico em alta

Quarteto Fantástico
com novidades


Depois que anunciaram um remake da franquia, re começando do zero, não param de surgir notícias novas à cada dia nos sites americanos. A Fox já teria três nomes para assumir a direção do primeiro filme. Eles estariam entre David Yates (“Harry Potter e as Relíquias da Morte”), Joe Carnahan (“Esquadrão Classe A”) e James McTeigue (“V de Vingança”).

Outra especulação seria sobre um novo nome para assumir o papel de Doutor Destino. Seria Stephen Moyer (“True Blood”). Ainda no campo das especulações estariam procurando uma voz para dar vida ao Coisa. Um dos nomes, ou voz, especulados seria o do ator americano Bruce Willis.

Em princípio as filmagens iniciariam em setembro de 2011 com gravações com a mesma tecnologia que foi usada em Avatar, de James Cameron.

Cinema - Notícias sobre Wolverine e Hobbit

Especulações sobre as produções

Wolverine:
a dança dos candidates à diretor a sequência da franquia do mutante não para. O último nome cogitado, depois de David Slade (“Eclipse”) e Robert Schwentke, foi o de Darren Aronofsky (“30 dias de noite” e “Menina má”), que inclusive já trabalhou com Hugh Jackman, protagonista do filme, no filme “A Fonte da Vida”. O roteiro, escrito por Christopher McQuarrie (“Operação Valquíria”), já está pronto e coloca nosso herói no Japão ao lado de outros personagens conhecidos – Solaris e Samurai de Parta.

Hobitt:
em entrevista ao jornal Argyllshire Standard, o ator Sylvester McCoy que poderia estrelar o papel de um dos magos do filme. Como tudo que está relacionado à este filme permanece numa eterna incerteza, tudo isso pode não passar de especulação. Vamos aguardar.

Cinema - Age of Dragon ganha trailer

Bom trailer de Age of Dragon

A produção de baixo orçamento “Age of Dragon” ganha um trailer que nos dá boas perspectivas. Imaginem Moby Dick, um dos maiores clássicos da literatura mundial, sendo reescrito e trocando a enorme baleia por um perigoso dragão. Este é o enredo de Age of Dragon. Com um orçamento de 5 milhões de dólares (quase nada para uma produção cinematográfica atualmente) e alguns nomes famosos no elenco, a produção que trazer o espectador para longe daquele estereótipo fantasioso dos dragões em aventuras cheias de magia para algo muito mais relam e palpável – pessoas normais querendo matar uma fera que os ameaça. No elenco temos Danny Glover (“Maquina Mortífera”) e Vinnie Jones. Na direção um nome novo, Ryan Little.


Zumbis em Porto Alegre 15

Zumbis em Porto Alegre

Anotação 15
Cada dia que passava a realidade nos era jogada na cara de forma crua e fria. Primeiro foi a morte de um de nossos companheiros. A primeira morte. Depois as falhas da energia elétrica. O terceiro caso foram as notícias, cada vez piores, ou a não vinda delas.

Quando fechamos quinze dias as notícias quase que se tornaram inexistentes. O que no início vinha mais de uma vez por dia, começou a escassear. Naquela manhã a televisão entrou no ar por cerca de meia hora. Passávamos o máximo de tempo com ela ligada para não perdermos a oportunidade de recebermos novidades. Aquele boletim foi perturbador. Já haviam se passado três dias desde o último informe. A falta de informação deixava a mente de todos viajando numa semi alucinação.

Naquele dia as notícias finalmente nos deixaram sem esperanças. Segundo um boletim lançado diretamente de São Paulo, de dentro de campo de refugiados que estava num quartel, os jornalistas deram informes duramente realistas. As informações davam conta que na maioria das capitais, haviam sido criados campos de refugiados para normalmente isolados dentro de quartéis, mas com um número extremamente pequeno de sobreviventes. Sabiam também que haviam outros tantos grupo espalhados pelas cidades sobrevivendo como conseguiam. Mas as mortes não paravam de crescer, mesmo dentro desses campos. A única diferença é que ali elas eram apenas mais controladas. Não havia mais ordem instituída em nenhum país, pelo menos não que eles soubessem.

Da maioria dos lugares do exterior, e mesmo do Brasil, as únicas informações que tinham vinham de radioamadores, pois os meios de comunicação já não funcionavam pela falta de gente ou energia. Segundo eles o governo brasileiro estava incomunicável. Brasília estava sem comunicação fazia dois dias e até aquele momento as coisas iam muito mal por lá. Diziam também que no nordeste as coisas eram ainda piores. Quanto maior ou mais populosa a cidade pior as condições de sobrevivência. São Paulo, pelo tamanho e quantidade de população era o lugar com mais sobreviventes, mas proporcionalmente, com maior número de monstros.

Não haviam mais planos de evacuação, resgate ou o quer que fosse. Esperavam que no máximo conseguissem se reunir em pontos estratégicos para depois decidirem o que fazer. Em outras palavras, eles não tinham a menor idéia do que fazer.

As únicas recomendações que deram era estocar comida, água, combustível e qualquer coisa que pudesse ser útil; reunir o máximo de pessoas juntas em lugares seguros; e rezar.

Era realmente o fim do mundo.

Não preciso dizer que isso não foi nada animador para nós. Aquele fiapo de esperança de que alguma ajuda chegaria para milagrosamente nos resgatar esvaiu-se de vez. Éramos apenas nós. Mas com tudo isso começamos a ter que pensar o que fazer à longo prazo, não poderíamos e não queríamos ser pegos de surpresa.

Naqueles últimos dias Ana, a menininha que escapou junto de Bety, do condomínio ao lado, não parava de chorar. Parece que finalmente havia se dado conta do que estávamos vivendo. Na cabeça dela, depois da perda do pai, ela estava ainda mais abandonada do que nós nos sentíamos. Quando não estava chorando era porque havia adormecido pelo cansaço de tanto chorar.

Dona Silvia também não estava nada bem, desde a morte de seu marido. Ela ficava sempre ao lado da Ana, acho que mais para poder chorar sem ter de se explicar ou sem ter de aturar alguém a consolando. Infelizmente ela não duraria muito tempo.

O resto de nós tentou manter a cabeça no lugar para manter a falsa esperança. Passamos horas discutindo e criando alternativas para sobrevivermos. Pelo menos as péssimas notícias nos deram algo de positivo. Começamos a pensar o que fazer à longo prazo. Por sorte tínhamos provisões para muito tempo, uns dois meses, quem sabe quatro racionando bem. Combustível estava guardado, já que não tínhamos para onde ir e não gastávamos o que tínhamos. Energia também não seria problema quando terminasse. O Raul conseguiria, e conseguiu, manter o básico com as baterias de carro e três transformadores velhos que havíamos arrecadado de tudo o que era lugar. Então nossos problemas se resumiam em água, remédios e munição. Mas mesmo assim, nada de imediato.

É impressionante como a cabeça das pessoas funcionam em certas horas. Por mais de uma vez nos pegamos usando cenas de filmes como base para o que precisávamos fazer. Depois voltávamos à realidade e riamos como loucos. Mas aquelas coisas imaginárias, próprias de filmes de ficção acabavam não sendo tão absurdo assim, pelo menos na nossa situação. Assim passávamos o tempo.

Depois de todo aquele dia e das notícias é que fui me dar conta no meio da noite, num pulo que acabou por acordar a Juliana, que eu tinha trazido da minha casa um aparelho de radioamadorismo.