quarta-feira, 14 de outubro de 2015

A Confraria de Arton desaprova ... 03


A Confraria de Arton desaprova 3...
Voltamos ao debate

Vamos voltar a tocar em um assunto que muito me entristece. Me entristece tanto que muitas vezes me faz repensar minha opção de continuar nesse maravilhoso mundo de fantasia e RPG. Mais uma vez percebemos ações segregacionistas para com mulheres dentro do RPG. Um determinado rpgista lançou uma “iniciativa” (que já não em uma novidade) de treinar novos jogadores. Até aí tudo bem. Mas por uma enorme infelicidade ele achou que deveria reservar vagas para homens (denominados por ele ‘rapazes’) e para mulheres (chamadas por ele de ‘meninas’).



Parece um detalhe bobo, mas por quê? Qual a necessidade de uma separação de vagas por gênero? Seria consciência pesada? Seria um engodo para parecerem que são “corretos”? Não importa, é um equívoco de qualquer forma. Se alguém quer parecer (e ser realmente) correto não delimita vagas para ‘a’ ou ‘b’, simplesmente às disponibiliza e trata todos os inscritos como ‘inscritos’ seja de maioria ‘a’ ou ‘b’. Alguns podem dizer que seria apenas a garantia para que as "mulheres" possam participar. Se o que procuramos é uma forma humanista e igualitária de todos sermos tratados, isso se torna um absurdo de igual forma.

É uma vergonha este tipo de atitude esteja vinculado justamente à um hobby que desenvolveu-se tentando ser agregador e impondo tratamento justo e sem diferenças para com todos. Não é uma caça às bruxas, mas um alerta para ficarmos atentos e não permitirmos que esses deslizes aconteçam e que sejam, sim, corrigidos.

6 comentários:

Johnny KdK disse...

Li tanta merda aqui, que dá pra fertilizar vários acres de terra, deixar o mato crescer, e capinar vários lotes por séculos a vir.

@malkavfelipe disse...

Olha, na minha opinião é um ataque totalmente sem sentido a do texto, buscando gerar polêmica onde não tem (neste caso em específico).
Lógico que qualquer tipo de descriminação deve ser combatido dentro e fora do RPG, mas neste caso nem diferença na quantidade de vagas entre o gênero feminino e masculino existiu.
O único problema que vi em separar em "rapazes" e "meninas" foi limitar talvez a quantidade de pessoas que poderiam participar, visto que algum gênero talvez não preenchesse o seu total de vagas e tiraria lugar de gente do outro gênero com quantidade de vagas cheias que gostariam de entrar. Fora isso, está justo e imparcial.

João Brasil disse...

Opa... valeu por ler Malkavfelipe.... Não acho que foi uma forma de levantar um debate onde não existe.... na verdade só me decidi por postar isso depois de longa conversa com um grupo de mulheres rpgistas (e homens também), todos achando um absurdo... Realmente não sou afeito a criar polêmica por nada e tento lidar com isso com muito cuidado... Se olharmos com muito cuidado e mais atenção, vemos práticas desta natureza a muitos anos pelos meios e eventos geek, nerd e rpgista.

Um abração....

João Brasil disse...

Oi, Jonhnny Kdk.... também achei que esse material todo que eles postaram como sendo algo 'correto' não passa de adubo...obrigadão pelo apoio!

Michael Wevanne Santiago disse...

Daqui a pouco aparece um abrindo mesa de jogo com cotas.

Graci disse...

Minha opinião sempre foi a de que mulheres não são um grupo carente que precisa de cotas... Até já postei sobre isso no meu blog, as cotas incentivam a discriminação, o tratar diferente.

http://gracilariopsis.blogspot.com.br/2015/02/mulheres-e-rpg-as-cotas-para-mulheres.html