quarta-feira, 12 de abril de 2017

Outras 44 sagas de fantasia para ler antes de morrer


Outras 44 sagas de fantasia
para ler antes de morrer

Esta é uma segunda parte da postagem “56 livros de fantasia para ler antes demorrer” que deveria ter sido chamada de 56 sagas, pois somam muito mais do que meros cinquenta e seis livros. E com essas novas 44 sagas fechamos a simbólica marca de 100 séries e sagas. Quando traduzi, adaptei e ampliei a primeira postagem, oriunda de uma publicação de 2015, eu não tinha noção do quão grande esse assunto pode ser. Normalmente temos uma ideia muito limitada do que é produzido e lançado tomando por base apenas o que temos em prateleiras brasileiras à nossa vista. Além de esquecimentos (e puxadas de orelha muito bem vindas) a nova pesquisa mostrou que há um incrível universo de livros de fantasia que precisamos apresentar para todos os que curtem este estilo maravilhoso.

Outra coisa que me deixou muito feliz, ao mesmo tempo que intrigado, é a quantidade de autoras (sim, no feminino) ás quais não temos acesso ou não conhecemos. Espalhadas por todos os gêneros da literatura de fantasia, elas possuem um lugar muito bem delimitado e de impressionante qualidade.

Agora o momento de um alerta. Alguns desses livros apresentados aqui são encontrados apenas em inglês (infelizmente). Sempre prefiro apresentar livros em português, visto que ainda temos uma maioria de pessoas que não têm acesso pleno ao uso do idioma inglês. Mas, mesmo assim, quem sabe, essa lista não sirva como sugestão para editoras nacionais! Outra coisa importante de ser avisada (de novo) é que eles não estão colocados nesta lista em uma ordem de qualidade. A ordem é totalmente aleatória, tanto na primeira lista quanto nesta segunda parte.

Por fim, lembrem-se de que os gostos e preferências, além de subjetivos, são muito particulares. Respeitem todos os fãs, mesmo que você não curta um ou outro título, autor ou estilo.

Divirtam-se!!


57. As Crônicas Saxônicas por Bernard Cornwell


Ausente da primeira lista por não ser um livro de fantasia, mas uma série de romance histórico, as obras de Cornwell são impressionantes, desde seu preciosismo detalhista até a sua crueza narrativa. Com dez livros lançados até o momento, entre 2004 e 2016, ele narra o surgimento da Inglaterra antes do século IX focado no protagonista, Uhtred. A editora Record tem lançado a série no Brasil contando já com nova obras traduzidas (a décima será lançada em 2017): O Último Reino, O Cavaleiro da Morte, Os Senhores do Norte, A Canção da Espada, Terra em Chamas, Morte dos Reis, O Guerreiro Pagão, O Trono Vazio, Guerreiros da Tempestade e O Portador do Fogo.


O último reino é o primeiro romance de uma série que contará a história de Alfredo, o Grande, e seus descendentes. Aqui, Cornwell reconstrói a saga do monarca que livrou o território britânico da fúria dos vikings. Pelos olhos do órfão Uthred, que aos 9 anos se tornou escravo dos guerreiros no norte, surge uma história de lealdades divididas, amor relutante e heroísmo desesperado. Nascido na aristocracia da Nortúmbria no século IX, Uthred é capturado e adotado por um dinamarquês. Nas gélidas planícies do norte, ele aprende o modo de vida viking. No entanto, seu destino está indissoluvelmente ligado a Alfred, rei de Wessex, e às lutas entre ingleses e dinamarqueses e entre cristãos e pagãos. O último reino não se resume a cenas de batalhas bem escritas e reviravoltas cheias de ação e suspense. O livro apresenta os elementos que consagraram Cornwell: história e aventura na dose exata. Uma fábula sobre guerra e heroísmo que encanta do início ao fim.” 


58. The Dresden Files por Jim Butcher


Claramente influenciado por Harry Potter, The Dresden Files são um conjunto de 15 livros lançados desde o ano 2000 apresentando o protagonista Harry Dresden, um bruxo, no encalço dos perigos que a polícia de Chicago não tem como enfrentar – perigos sobrenaturais. A série mistura magia e romance policial como poucos em livros de leitura fácil e rápida. No Brasil tivemos apenas o primeiro livros da série lançado pela editora UnderWorld: Frente de Tempestade.


“Harry Dresden é o melhor no que ele faz. Bem, tecnicamente, ele é o único a fazer o seu trabalho. Quando a polícia de Chicago tem problemas com um caso que transcende qualquer capacidade e criatividade de meros mortais, eles vão até Harry para conseguir respostas. O mundo na verdade é cheio de coisas mágicas e estranhas e a maioria delas não se dá muito bem com humanos. É nessa hora que Harry é chamado. Afinal, apenas um mago é capaz de capturar – bem, qualquer tipo de coisa. Existe apenas um problema. Os negócios, para ser bem claro, geralmente não cheiram muito bem.  Então quando a polícia o chama para desvendar o caso de um duplo homicídio cometido utilizando magia negra, Harry já sonha com os dólares que ganhará. Mas onde existe magia negra envolvida, existe sempre um mago por trás dela. E agora esse mágico conhece o nome de Harry. É então que as coisas começam a ficar um pouco… interessantes.”


59. Conan por Robert E. Howard


Uma das maiores perdas para o público brasileiro foi como essa extensa obra de Robert E. Howard foi pouco aproveitada no Brasil. As suas 28 obras lançadas centradas em Conan, definiram muito do que entendemos dos bárbaros hoje em dia. Suas aventuras centravam-se no cimério Conan, um bárbaro que percorria seu mundo, em plena era hiboriana (antes das glaciações) enfrentando criaturas monstruosas e fantásticas, forças mágicas malignas e vivenciando muitas emoções. Conhecemos muito das histórias de Conan no Brasil pelas belíssimas HQs e formato enorme e em preto e branco lançadas na década de 80 pela editora Abril (embora tenham sido lançadas alguns quadrinhos desde 1972 por editoras como Bloch, Minami & Cunha, Roval e Graúna). Em formato de livros ele foi publicado pela editora Conrad em dois volumes como Conan, o Cimério, como coletânea de contos e fragmentos de comentários. Posteriormente, aproveitando o lançamento de uma releitura cinematográfica, A editora Generale lançou uma obra dedicada ao autor com o único romance propriamente dito dele – A Hora do Dragão - e mais alguns contos.


'Conan - O Cimério' traz as histórias originais e materiais exclusivos, entre eles a primeira história de Conan, 'The Phoenix on the Sword' (A Fênix da Espada). O livro ainda tem ensaios de Howard sobre o mundo de Conan, como 'A Era Hiboriana' e 'Lugares e Nomes Hiborianos'; rascunhos e contos inacabados; dois mapas do mundo de Conan, desenhados pelo próprio autor, e ilustrações originais do artista Mark Schultz. De todos os grandes personagens que habitam as páginas de Howard, 'Conan, o Cimério' é o herói dos heróis - um gigantesco aventureiro bárbaro, nascido nas inóspitas terras do norte da Ciméria. Lutando, ele percorreu metade do mundo de seu tempo, enfrentando inimigos naturais e sobrenaturais, até tornar-se rei do império de Aquilônia.”


60. Trilogia das Jóias Negras por Anne Bishop


Com um cenário extremamente complexo e brilhantemente bem construído, a Trilogia das Jóias Negras. Os Sangue são uma espécie mágica criada para proteger o reino de Teirelle, onde seu poder vem das chamadas Jóias onde quanto mais escura maior o poder concedido. Cada Sangue pode possuir duas dessas joias – uma recebida como um Direito de Progenitura e outra que precisa ser evoluída (digamos que é um p0lot perfeito de aventura de RPG). Neste mundo eles não fazem magias, mas Arte. Mas esta sociedade foi politicamente subjugada por rainhas cruéis e tirânicas. Agora, uma profecia de centenas de anos ganha vida, e a chegada da esperada Feiticeira está próxima para acabar com a sociedade corrompida. Mas o alvo dessa profecia – Jaenelle – ainda é apenas uma menina.No Brasil os três volumes forma lançados pela editora Saída de Emergência Brasil e agora estão sendo lançados pela editora Arqueiro: A Filha do Sangue, Herdeira das Sombras e A Rainha das Trevas.


O Reino Distorcido se prepara para o cumprimento de uma antiga profecia - a chegada de uma nova Rainha, a Feiticeira que tem mais poder que o próprio Senhor do Inferno. Mas ela ainda é jovem, e por isso pode ser influenciada e corrompida. Quem a controlar terá domínio sobre o mundo. Três homens poderosos - inimigos viscerais - sabem disso. Saetan, Lucivar e Daemon logo percebem o poder que se esconde por trás dos olhos azuis daquela menina inocente. Assim começa um jogo cruel, de política e intriga, magia e traição, no qual as armas são o ódio e o amor. E cujo preço pode ser terrível e inimaginável.


61. A Saga Kushiel por Jacqueline Carey


Esta talentosa escritora e psicóloga criou nada menos do que um mundo gigantesco e fascinante dividido em três trilogias – o Mundo de Kushiel. Com personagens marcantes, fortes e carismáticas, a leitura flui facilmente, embora o enredo seja intrincado. Os vilões são igualmente cativantes e passíveis de grandes atos de crueldade. A cada momento o leitor pode ser atingido por uma virada impressionante na história. Cada uma das trilogias é centrada em uma protagonista batizando-a com seu nome, mas todas as obras dentro do mesmo cenário – a trilogia Phèdre, a trilogia Imriel (essas duas primeiras trilogias, somado ao conto “You, and You Alone” e ao livro lançado em edição limitada “Earth Begotten” fazem parte do chamdo Legado de Kushiel) e a trilogia Moirin. Em português tivemos a publicação, até o momento, apenas da primeira trilogia, pela editora Saída de Emergência Os livros foram divididos cada um em dois volumes: O Dardo de Kushiel, A Marca de Kushiel, A Eleita de Kushiel, A promessa de Kushiel, Avatar de Kushiel e Justiça de Kushiel.


Um mundo de poetas astutos, cortesãs perigosas, traidores heroicos e uma crueldade verdadeiramente maquiavélica. Phèdre é uma jovem nascida com uma marca escarlate no olho esquerdo. Vendida como escrava em criança, é comprada por um fidalgo, Anafiel Delaunay, detentor de uma missão e de muitos segredos. E ele é o primeiro a reconhecê-la como a eleita de Kushiel: uma mulher para quem a dor e o prazer são uma coisa só. Phèdre aprende as artes da corte e de alcova, mas sendo observadora e perspicaz, torna-se uma espia talentosa e uma irresistível cortesã. No entanto, Phèdre tropeça numa teia que ameaça os próprios alicerces da sua pátria. A traição mostra-lhe o caminho a seguir, o amor e a honra instigam-na a ir mais longe. Mas a crueldade do destino vai levá-la ao limite do desespero... e para além dele. No meio do ódio e da desconfiança, Phèdre apenas terá uma oportunidade de salvar tudo o que lhe é mais querido.


62. Dragonbone Chair Trilogy por Robert Paul ‘Tad’ Williams


O que falar deste autor que poucos devem conhecer?  Vamos começar dizendo que sua obra foi uma grande influência para As Crônicas de Gelo e Fogo sendo inclusive referenciado na obra quando mencionada a Casa Willum ou com os irmãos Josua e Elyas. Outra autor declaradamente influenciado por Tad Williams foi Patrick Rothfuss em sua obra O Nome do vento. Infelizmente ele é muito pouco badalado e conhecido por aqui. Apenas o primeiro livro de sua trilogia foi lançado em português ainda em 1989, em duas partes, pela editora Siciliano: O Trono de Dragonbone.


A história gira em torno de Simon, com o desenvolvimento de um herói típico das histórias fantásticas. A grande diferença é que neste livro a fantasia deixa de ser no estilo infanto-juvenil e leva um caráter mais adulto, onde se mistura política, relações humanas, psicologia, etc. O caráter descritivo de Williams parece dar vida aos cenários, do qual olhares desatentos perceberiam cansativos parágrafos descritivos, mas na realidade tornam a qualidade do texto algo fora dos padrões de histórias de fantasia comum.”


63. The Kyralia Series por Trudi Canavan


Embora aqui no Brasil a conheçamos principalmente pela trilogia do Mago Negro, sua obra vai muito além disso. Esta trilogia está inserida no que chamamos de Série Kyralia. Está série é composta por sete livros – duas trilogias (Trilogia do Mago Negro e The Traitor Spy Trilogy) e um prequel à primeira trilogia lançada posteriormente (The Magician’s Apprendice). Quando os poderes da jovem Sonea despertam sem aviso em um acesso de raiva sua vida parece fugir ao seu controle. À ela agora resta tentar aprender como controlar a magia e qual seu verdadeiro lugar no mundo. No Brasil tivemos o lançamento da primeira trilogia pela editora Novo Conceito: O Clã dos Magos, A Aprendiz e O Lorde Supremo.


Todos os anos, os magos de Imardin reúnem-se para purificar as ruas da cidade dos pedintes, criminosos e vagabundos. Mestres das disciplinas de magia, sabem que ninguém pode opor-se a eles. No entanto, seu escudo protetor não é tão impenetrável quanto acreditam. Enquanto a multidão é expurgada da cidade, uma jovem garota de rua, furiosa com o tratamento dispensado pelas autoridades a sua família e amigos, atira uma pedra ao escudo protetor, colocando nisso toda a raiva que sente. Para o espanto de todos que testemunham a ação, a pedra atravessa sem dificuldades a barreira e deixa um dos mágicos inconsciente. Trata-se de um ato inconcebível, e o maior medo da Clã de repente se concretiza: uma maga não treinada está à solta pelas ruas. Ela deve ser encontrada, e rápido, antes que seus poderes fiquem fora de controle e destruam a todos.”


64. The Witch World series por Andre Norton


Primeiro as credenciais. Ela foi a primeira escritora a receber o Prêmio Gandalf Grans Master Awards em 1977 e o Damon Knight Memorial Grand Master Award em 1983. E mesmo assim é pouco conhecida por aqui. Aqueles que a conhecem devem tê-la visto na pentalogia Trílio Dourado, que juntava obras de várias autoras (como Marion Zimmer Bradley e Jullian May) lançadas pela editora Rocco. A série Witch World começou a ser lançada em 1963 e percorreu quarenta anos de edições, totalizando 31 romances e 14 contos, ganhando inclusive uma adaptação para GURPS em 1989. Em suas mãos um maravilhoso mundo foi criado e desenvolvido em aventuras e sagas primorosamente detalhas e trabalhadas. Infelizmente nada dessa série foi lançada no Brasil.



65. Os Mundos de Crestomanci (Magids series) por Diana Wynne Jones


Imagine um mundo onde a magia não é algo tão extraordinário assim. Não chega a ser uma novidade. Mas então imagine mundos paralelos onde cada pessoa tem até nove cópias suas com poderes mágicos. O que aconteceria se apenas uma dessas cópias tivesse o poder mágico de todas as suas versões? Este é o Crestomanci. Ele é o responsável pelo uso da magia em seu mundo e precisa de toda a ajuda possível, pois mesmo poderoso, não consegue fazer tudo sozinho. Foram sete livros lançados entre 1977 e 2006. Seu lançamento não é cronológico na história e para uma leitura ordenada deve ser feita fora de ordem. No Brasil cinco deles foram lançados pela Geração Editorial: Vida Encantada, As Vidas de Christopher Chant, Os Magos de Caprona, Mil Mágicas e A Semana dos Bruxos.


Vida Encantada” é o primeiro livro da série Os mundos de Crestomanci, escrita pela inglesa Diana Wynne Jones na década de 70. Quem gostou de Harry Potter também vai se deliciar com este mundo onde a magia é tão comum quanto a matemática – e duas vezes mais perigosa em mãos erradas. Neste mundo com vários universos paralelos, um menino mago com nove vidas vive uma aventura com sua irmã, uma bruxinha superdotada. Uma literatura de qualidade para todas as idades, em livro para rir e se emociona.”


66. A Saga do Bruxo Gerald de Rívia (The Witcher) por Andrzej Sapkowski


O polonês Andrzej começou a lançar sua série de histórias em 1992, chegando ao reconhecimento mundial apenas com suas publicações traduzidas para o inglês em 2007 com The Last Wish. Depois disso rapidamente toda sua coleção de textos livros foi ganhando o mundo. Em um mundo de humanos, elfos, anões, e tantos outros seres, os poucos bruxos que restaram são caçadores de monstros. São oito livros previsto até o momento com seis deles lançados no Brasil. As edições em português têm sido lançadas pela Martins Fontes: O Último Desejo, A Espada do Destino, Sangue dos Elfos, Tempo do Desespero, Batismo de Fogo e A Torre da Andorinha.


“Geralt de Rívia é um bruxo sagaz e habilidoso. Um assassino impiedoso e de sangue-frio treinado, desde a infância, para caçar e eliminar monstros. Seu único objetivo: destruir as criaturas do mal que assolam o mundo. Um mundo fantástico criado por Sapkowski com claras influências da mitologia eslava. Um mundo em que nem todos os que parecem monstros são maus nem todos os que parecem anjos são bons...”


67. Rangers: Ordem dos Arqueiros (Ranger’s Apprentice) por John Flanagan


Este talentoso escritor australiano começou a lançar sua obra recentemente, em 2004, e até 2012 já contava com 13 livros lançados (doze em ordem e mais um livro bônus entro o 11º e o 12º - Death of a Hero) para a saga conhecida aqui por Rangers: Ordem dos Arqueiros. Sua obra nos é apresentada em uma linguagem fácil e fluida, que permite que a leitura flua rapidamente. O mundo ao qual somos apresentados é um típico ambiente de fantasia onde rapidamente nos afeiçoamos ao protagonista, Will, e o acompanhamos em cada aventura que percorrerá todos os livros. O sucesso foi tão grande e as curiosidades tão alardeadas sobre outros personagens que o autor começou a lançar uma série prequel dos acontecimentos centrados em Will. Em Ranger’s Apprendice: The Early Years ele mostra as aventuras do mestre de Will, Halt e sua parceria com Crowley. No Brasil ele foi lançado pela editora Fundamento e já conta com todos os livros publicados e inclusive o primeiro livro desta fase prequel: As Ruínas de Gorlan, Ponte em Chamas, Terra de Gelo, Folha de Carvalho, Feiticeiro do Norte, Cerco a Macindaw, O Resgate de Erak, Reis de Clonmel, Halt em Perigo, O Imperador de Nihon-ja,  Histórias Perdidas e Arqueiro do Rei. O prequel foi lançado com o nome de Rangers, a origem 01 – O Torneio de Gorlan.



“Durante a vida inteira, o pequeno e frágil Will sonhou em ser um forte e bravo guerreiro, como o pai, que ele nunca conheceu. Por isso, ficou arrasado quando não conseguiu entrar para a Escola de Guerra. A partir daí, sua vida tomou um rumo inesperado: ele se tornou o aprendiz de Halt, o misterioso arqueiro, que muitos acreditam ter habilidades que só podem ser resultado de alguma feitiçaria. Relutante, Will aprendeu a usar as armas secretas dos arqueiros: o arco, a flecha, uma capa manchada e... um pequeno pônei muito teimoso. Podem não ser a espada e o cavalo que ele desejava, mas foi com eles que Will e Halt partiram em uma perigosa missão: impedir o assassinato do rei. Essa será uma viagem de descobertas e aventuras fantásticas, na qual Will aprenderá que as armas dos arqueiros são muito mais valiosas do que ele imaginava.”


68. Sevenwaters Trilogy por Juliette Marillier


A multi premiada escritora neozelandesa Juliette Marillier conta com uma lista invejável de prêmios e menções. Com uma narrativa em primeira pessoa ela navega por romances históricos e de fantasia como poucos. A trilogia Sevenwaters é apenas uma de suas inúmeras séries. Ela começou a ser publicada no ano 2000 e encerrada em 2002. Em 2008 a escritora retornou para a saga Sevenwaters e lançou mais três livros com um quarto para breve. Na saga acompanharemos a história de Sorcha, a sétima filha de um sétimo filho, em uma terra que a magia faz parte de um mundo simples e antigo. Em meio a esse mundo a protagonista ficará entre o dever e o sentimento, entre a família e o coração. No Brasil as obras estão sendo publicadas pela editora Butterfly, que já publicou os quatro primeiros livros: Filha da Floresta, Filha das Sombras e Filha da Profecia e Herdeiro da Floresta. Em Portugual, pela editora Planeta, temos todos seis lançados com A Vidente de Sevenwaters e A Chama de Sevenwaters para completar a coleção.


“No crepúsculo celta da velha Irlanda, quando o mito era lei, e a magia uma força da natureza, esta é a história de Sorcha, a sétima filha de um sétimo filho, o soturno Lorde Colum, e dos seus seis amados irmãos, vítimas de uma terrível maldição que somente Sorcha será capaz de quebrar. Em sua difícil tarefa, imposta pelos Seres da Floresta, a jovem se vê dividida entre o dever, que significa a quebra do encantamento que aprisiona seus irmãos, e um amor cada vez mais forte, e proibido, pelo guerreiro que lhe prometeu proteção.”


69. Séries Elenium & Série Tamuli por David Carroll Eddings


Escritor americano autor de três séries famosas, entre outras publicações, começou tardiamente na vida de escritor, com mais cinquenta anos. A Série The Elenium, que está em conjunto com The Tamuli, formam duas trilogias. Esses seis livros centram-se nas aventuras de Sir Sparhawk. A aventura começa quando nosso protagonista sai à procura de uma joia mágica para salvar sua rainha. Depois deste início a aventura não acaba mais, livro após livro. A escrita de Eddins é detalhada, mas não à ponto de tornar-se cansativa, criando um cenário vívido facilmente comprado pelo leitor. No Brasil a editora Aleph já lançou os dois primeiros volumes dos seis: O Trono de Diamante e O Cavaleiro de Rubi.


“A obra conta a história de Sparhawk, um paladino que busca de forma obstinada a cura de sua rainha e a salvação de seu reino. Com uma perfeita combinação de heroísmo, bom humor, ritmo e leveza, nesse romance Eddings narra com maestria as viagens de Sparhawk pelos reinos de Eosia e além, construindo um mundo que, se é imaginário em geografia e sobrenaturalidade, é perfeitamente crível em suas conflituosas instituições sociais e códigos morais. Na trama Sparhawk está de volta a Elenia após dez anos de exílio e encontra seu país em crise, governado por um príncipe bastardo que, por sua vez, é manipulado por um clérigo corrupto. A legítima soberana, Ehlana, acometida por uma misteriosa doença, tem a vida preservada por um feitiço que a aprisiona em seu trono, congelada em cristal. Começa, então, a luta de Sparhawk contra o tempo a fim de encontrar a cura para a sua rainha e restituí-la ao trono. Nessa busca obstinada, pontuada por eventos incríveis e inimigos mortais – reais e sobre-humanos –, ele contará com a ajuda de amigos fiéis e insólitos aliados.”


70. Banned and the Banished series por James Clemens


Este autor deve ser mais conhecido por duas de suas outras séries que têm sido lançadas traduzidas em Portugual – Força Sigma e a coleção Os Sanguinistas). Infelizmente a ótima série Banned and the Banished, seu primeiro trabalho, ainda está inédito em língua portuguesa.

“Há muito tempo, os magos de Alasea, sitiados por um mal sombrio e implacável, fizeram um último esforço desesperado para preservar algum remanescente de sua terra, uma vez bela. Sabendo que sua própria destruição era inevitável, os Magos reuniram o resto de sua magia e a armazenaram para a necessidade e o perigo de um tempo distante. Ao fazê-lo, os Magos deram ao povo de Alasea um futuro e uma esperança - e condenaram-se para sempre ... Agora, cinco séculos após a sua destruição, uma jovem, Elena, herda os poderes que os Magos haviam escondido tão cuidadosamente dos seus inimigo. Mas embora os Magos estejam mortos há muito tempo, seu antigo inimigo não está - e quando o Lorde das Trevas conhece do poder de Elena, ele lança toda a sua terrível força contra ela. Desesperada e sozinha, fugindo do desastre, escapando para a escuridão.”


71. Trilogia A Mão Esquerda de Deus por Paul Hoffman


Mesmo sem uma numerosa obra, Paul Hoffman nos apresenta uma trilogia criativa e inspirada, com personagens marcantes em vários sentidos, ora nos aproximando deles, ora nos repelindo. Além disso, ele mostra-se um crítico de coisas comuns em nosso cotidiano – de religião à cidades - fazendo alusão à elas enquanto percorremos os livros. De qualquer forma não faltam ação e aventura em suas páginas. Os três livros já estão em português publicados pela editora Suma das Letras: A Mão Esquerda de Deus, As Últimas Quatro Coisas e O Bater de Suas Asas.


“A Mão Esquerda de Deus é o primeiro livro da trilogia de Paul Hoffman. Nele, somos jogados dentro de uma aventura sombria que gira em torno de três crianças que fogem do desolador Santuário dos Redentores, um lugar onde eram torturados e tratados como animais. Thomas Cale, o personagem principal, é um menino atípico, embora tenha a inteligência e força brutal dos guerreiros literários, ele não tem absolutamente nenhum carisma e faz inimigos com muita facilidade e foi ensinado a não confiar em ninguém. O livro é cheio de surpresas e com certeza vai cativar quem gosta de fantasias medievais.”


72. Trilogia O Ciclo Nessântico por S.L.Farrel


Autor de quase vinte obras, o ciclo Nessântico mostra-se como um de suas grandes obras. Com um enredo intrincado e impregnado de jogos de poder, magias e batalhas épicas. Como esperar em obras deste gênero, temos muitos personagens interligados em uma rede de relações complexa. Embora extenso, a leitura flui. No Brasil os três livros foram publicados pela editora Leya como a saga O Trono do Sol: A Magia da Alvorada, A Magia da Aurora e A Magia do Anoitecer.


“Conheça Nessântico - terra de luxúria e perigos, que durante séculos influenciou povos além de suas fronteiras. Uma cidade forte, sedutora, e que mesmo sob o efeito do comércio e da guerra abriga intelectuais, ricos e poderosos de todo o país. Um lugar muito invejado, e por isso as coisas estão prestes a mudar. Governada por Marguerite ca'Ludovici, que agora prepara-se para celebrar seu Jubileu e passar o legado para seu filho Justi. Mas isso pode não acontecer se Jan ca'Vörl, um poderoso nobre, conseguir armar sua temida rebelião. Concomitante a essa trama, uma grande luta religiosa tem início. Disputas entre o líder da Fé de Concénzia e os fundamentalistas que clamam por uma magia sem ligação com o divino. Presa no meio desta disputa por poder está uma jovem e poderosa sacerdotisa, cuja impressionante habilidade com a magia a torna um peão na luta pelo poder.”


73. A Queda dos Reinos (The Falling Kingdons) por Morgan Rhodes


A canadense Morgan Rhodes possui uma envolvente narrativa que faz como que você continue lendo, passando de capítulo para capítulo, até chegar ao final da obra. Alguns dizem que sua construção narrativa e de cenário é mais direcionada para um público juvenil, mas nada que impeça os leitores mais velhos de aproveitarem muito. No Brasil a série está sendo lançada pela Companhia das Letras e já conta com quatro livros lançados: A Queda dos Reinos, A Primavera Rebelde, A Ascensão das Trevas e Maré Congelada.


“Nos três reinos de Mítica, a magia estava esquecida desde tempos imemoriais. Depois de séculos de uma paz mantida a muito custo, certa agitação começa a emergir. Enquanto os governantes lutam cegamente pelo poder, seus súditos têm suas vidas brutalmente transformadas com a eclosão repentina da guerra. É assim que o destino de quatro jovens - três herdeiros e um rebelde - acabam interligados para sempre. Cleo, Jonas, Lucia e Magnus vão ter de lutar, cada um à sua maneira, em um mundo revirado pela guerra, onde imperam traições inesperadas, assassinatos brutais, alianças secretas e paixões arrebatadoras.”


74. Tigana por Guy Gavriel Kay


Autor já citado na primeira parte da lista com sua série The Fionavar Tapestry. A narrativa, como em outras obras de sua autoria, é fluida, construindo personagens fortes e apaixonantes. Na série Tigana temos o clássico maniqueísmo muito presente em obras fantasia da luta do bem, materializado em Alessan, contra o mal, personificado pelo rei Brandin, onde a luta é uma busca pela recuperação da identidade de Tigana como nação e lar. Ele foi lançado no Brasil pela editora Arqueiro em dois volumes: A Lâmina da Alma e A Voz da Vingança.


Tigana é uma obra rara e encantadora onde mito e magia se tornam reais e entram nas nossas vidas. Esta é a história de uma nação oprimida que luta para ser livre depois de cair nas mãos de conquistadores implacáveis. É a história de um povo tão amaldiçoado pelas negras feitiçarias do rei Brandin que o próprio nome da sua bela terra não pode ser lembrado ou pronunciado. Mas anos após a devastação da sua capital, um pequeno grupo de sobreviventes, liderado pelo príncipe Alessan, inicia uma cruzada perigosa para destronar os reis despóticos que governam a Península da Palma, numa tentativa recuperar um nome banido: Tigana. Num mundo ricamente detalhado, onde impera a violência das paixões, este épico sublime sobre um povo determinado em alcançar os seus sonhos mudou para sempre as fronteiras da fantasia.”


75. Os Senhores dos Dinossauros por Victor Milán


Com uma lista impressionante de mais de cem livros publicados, Victor Milán não é apenas um escritor amontoando obras. Em seu currículo ele trás muitas premiações, além de ser um dos coautores de Wild Cards e também ter publicado para o cenário de Forgoten Realms. Pois ele nos presenteia com uma obra que ameniza o sonho de muitos amantes de fantasia – dinossauros. Sua obra joga em um mesmo cenário todos os elementos clássicos da fantasia e ainda por cima dinossauros. Para começar, as primeiras cinquenta páginas da obra são diretamente em um combate gigantesco, onde o leitor vai aprendendo as peculiaridades do ambiente golpe à golpe. Sua trilogia ainda está em andamento com o terceiro volume previsto para agosto de 2017, enquanto o segundo em português saindo este ano. No Brasil a obra está sendo publicada pela Darkside tendo com o primeiro volume da trilogia já nas prateleiras: Os Senhores dos Dinossauros.


Então, o que você ainda precisa saber para se debruçar sobre Os Senhores dos Dinossauros? O romance se passa no Império da Nuevaropa, um continente claramente inspirado na Europa do século XIV. Cultura e costumes, religião, conflitos políticos, tecnologia e armamento são compatíveis com o último período da Idade Média. Mas neste mundo, construído pelos Oito Criadores, os gigantes répteis pré-históricos também fazem parte do arsenal de guerra. Tricerátopos, alossauros e tiranossauros marcham em batalhas épicas, enquanto pterodátilos voam rasantes, como fariam dragões em lendas medievais. As possibilidades são tantas que você não vai querer parar de ler. Ainda bem! Os Senhores dos Dinossauros é apenas o primeiro volume da Trilogia de Victor Milán.”


76. Trilogia A Guerra da Rainha Vermelha (The Red Queen’s War) por Mark Lawrence


O mesmo autor da já encerrada Trilogia dos Espinhos (mencionado na lista anterior), tem mais uma interessante série para acompanharmos – A Guerra da Rainha Vermelha. Um escritor que por muitos é caracterizado por uma narrativa brutal, mas que considero mais como crua e simples – duas qualidades que se bem utilizadas são a cereja do bolo. Com anti-heróis, no melhor estilo do termo, agindo quase de forma impensada e muita matança, este livro se constrói de forma consistente e agradará muito aos fãs de estilo sanguinário. Esta nova trilogia é uma expansão ao universo visto nas páginas da Trilogia dos Espinhos, mas independente. No Brasil a trilogia está sendo publicada pela editora Darkside com seu primeiro volume lançado: A Guerra da Rainha Vermelha: Prince of Fools


“Sou um mentiroso, um trapaceiro e um covarde, mas nunca, jamais, irei decepcionar um amigo. A menos que, para não decepcioná-lo, seja preciso demonstrar honestidade, jogo limpo ou bravura. Assim se apresenta Jalan Kendeth, o neto da Rainha Vermelha e décimo na linha de sucessão ao trono. Um verdadeiro hedonista sem pretensões políticas, que se vê obrigado a abandonar sua boa vida após sofrer uma tentativa de assassinato. Para escapar, precisa se aliar a um perigoso guerreiro. Mark Lawrence novamente cria um anti-herói irresistível. Por que mesmo estamos torcendo por eles? – é uma pergunta comum entre os cada vez mais numerosos leitores de suas aventuras. A resposta, certamente, está no talento com que o autor conduz seus personagens e narrativas. E desta vez, a violência e o rancor de Jorg Ancrath, da Trilogia dos Espinhos, é substituída pela astúcia e charme do Príncipe dos Tolos. Em comum, as duas trilogias dividem o mesmo cenário, um universo pós-apocalíptico e de inspiração medieval. Se você não via a hora de voltar ao Império Destruído, esta é sua chance, com esta nova saga do universo expandido da Trilogia dos Espinhos.”


77. As Crônicas do Trono de Pedra Bruta (Chronicles of the Unhewn Throne) por Brian Staveley


Chamados por muitos de viciante, a trilogia mostra um mundo enigmático e duro, criado por uma narrativa simples que fará o leitor não parar de ler até a última página. Rapidamente cria-se empatia pelo três irmãos – Kaden, Valyn e Adare, sendo que cada capítulo constrói-se pela visão de um deles. Os capítulos claramente espelham o modo de ser de cada um deles – de mais calmos, contemplativos e intimistas à ativos e repletos de combates. A trilogia original encerrada no ano passado receberá um prequel em abril deste ano chamada Skullsworm. No Brasil a trilogia está sendo lançada pela editora Novo século com seu primeiro volume publicada: O Imperador das Lâminas.


O Império Annuriano está em crise. O Imperador foi misteriosamente assassinado, e o trono, assim como seus herdeiros, se encontra ameaçado por uma conspiração. Kaden, herdeiro do trono, prossegue com sua vida de estudos num austero e rígido mosteiro. Ele testa os limites de seu corpo e de sua mente a cada castigo, a cada teste. O alcance do Vazio só é possível quando o abandono da dor se vai. Adare, ministra das Finanças, está num covil, silenciosa como uma estátua; tem entre seus pares um assassino, um traidor sorrateiro que sangrou o bem mais precioso de sua vida: seu pai, o Imperador. Valyn é um kettral, mercenário de um exército que habita uma ilha remota e possui um código de honra implacável. Treinado para matar sem hesitar, rápido e brutal como a lâmina que carrega em sua cintura, deve sobreviver ao mortal Julgamento de Hull. Esses três irmãos, ainda que distantes uns dos outros, precisam unir forças para resgatar o Império e livrá-lo daqueles que o traíram. Num lugar em que o tempo nem pensava em existir, há segredos mitológicos ocultos, que podem mudar o destino de todos. Asas e espadas te levarão ao campo de batalha!”


78. The Legends of First Empire por Michael J. Sullivan


Já mencionado na primeira lista com a série que está sendo lançada no Brasil Revelações de Riyria, Michael Sullivan está começando uma nova série – The Legendo of First Empire. Seus personagens simpáticos e muitas aventuras narradas plasticamente, lhe renderam um público fiel. Embora os dois primeiros livros – Age of Myth e Age of Swords (de cinco programados) - ainda não estejam sendo lançado no Brasil, tenho certeza que logo o veremos por nossas livrarias.

Desde tempos imemoriais, os humanos adoraram os deuses que eles chamam de Fhrey, verdadeiramente uma raça à parte: invencíveis em batalha, mestres da magia e aparentemente imortais. Mas quando um deus cai para uma lâmina humana, o equilíbrio de poder entre os homens e aqueles que eles pensavam ser deuses muda para sempre. Agora, existem apenas alguns entre a humanidade e a aniquilação: Raithe, relutante em abraçar seu destino como o assassino de Deus; Suri, um vidente jovem sobrecarregado por sinais de desgraça iminente; e Perséfone, que deve superar a tragédia pessoal para liderar seu povo. A Era do Mito acabou. O tempo da rebelião começou.”


79. Trilogia de Lyonesse por Jack Vance


Considerados por boa parte dos ícones da literatura de fantasia moderna como o guru do gênero em todos os tempos, é incrível como tão poucos o conhecem no Brasil, de leitores de fantasia a rpgistas. Dentre as dezenas de obras lançadas a que merece maior destaque é a trilogia Lyonesse, lançada na década de oitenta. Misturando em um mesmo cenário os clássicos sombrios de contos de fadas, com lendas míticas arturianas e celtas e muita intriga palaciana, Vance constrói um cenário menos sombrio com uma narrativa rápida ao mesmo tempo que não simplista. Um equilíbrio exato. Intercalando momentos mais pesados, inclusiva com a morte de protagonistas, com aventuras despretensiosas e leves, a leitura flui tranquilamente. Para os rpgistas que não o conhecem apenas digo que o sistema de magias de D&D, onde o mago lança uma magia e a esquece até que descanse por um período não se chama de sistema de magia Vanciano por acaso! Ele criou o sistema em suas obras! A má notícia é que essas obras nunca foram lançadas em língua portuguesa, seja aqui ou em Portugal. A trilogia é composta por Suldrun’s Garden, The Green Pearl e Madouc.


80. Dalemark Cycle por Dianna Wynne Jones


Para quem gosta de bardos, este é um prato cheio. Com uma narrativa jovial e menos complexa do que em outras de suas obras, a quadrilogia Dalemark apresenta um tema pesado como guerras e morte sempre de forma leve e não tão impactante. Acompanhamos Moril, que com sua família de músicos, percorre o reino onde moram e que está vivendo uma guerra civil. Com a morte de seu pai, ele herda seu alaúde mágico, cujo pode é manipular as pessoas que escutam seus acordes. Assim Moril vai liderar os exércitos do norte para tentar acabar definitivamente com o conflito. Infelizmente a quadrilogia não foi lançada língua portuguesa ainda. Os quatro volumes começaram a ser lançados com uma trilogia na década de setenta e teve seu quarto volume lançado nos anos noventa. Os livros são Cart and Cwidder, Drowned Ammet, The Spellcoast e The Crown of Dalemark.


81. Trilogia Busca do Graal por Bernard Cornwell


Mais um livro deste escritor britânico nesta segunda parte da lista de indicações. Embora esteja mais para romance histórico do que de fantasia, isso em nada diminui a importância desta trilogia para os fãs de fantasia. Com sua escrita metódica, descritiva e pesquisada, somos velados à vivenciar praticamente de forma real cada acontecimento contido nos três livros. As batalhas, uma de suas especialidades, são sangrentas mesmo sendo didáticas. A busca em si do Graal é praticamente um pano de fundo que vai tomando força conforme os livros se desenrolam. Uma leitura obrigatória em muitos sentidos. No Brasil a trilogia foi lançada pela editora Record: O Arqueiro, O Andarilho e O Herege.


Aos 18 anos apenas, Thomas vê o pai morrer em seus braços após um ataque-surpresa à aldeia de Hookton. Um lugar simples que escondia um grande segredo: a lança usada por São Jorge para matar o dragão, uma das maiores relíquias da cristandade. Em busca de vingança contra um homem conhecido apenas como Arlequim, o rapaz, um arqueiro habilidoso, se junta ao exército inglês em campanha na França, onde se envolve em batalhas e aventuras que, sem perceber, lançam-no na busca do lendário Santo Graal. Com este romance, o autor usa o cenário da Guerra dos Cem Anos para dar início a uma saga empolgante.


82. Saga do Império por Janny Wurst e Raymond Feist


Esta trilogia faz parte de uma conjunto muito maior de obras do autor Raymond Feist conhecido como Universo Riftwar totalizando 35 livros escritos de forma individual ou em parceria com outros escritores como William Forstche, Stephan Abrams e a própria Janny Wurst. A trilogia da Saga do Império, como é chamada no Brasil, equivaleria à continuação da Saga do Mago, apresentada na lista anterior. Como já dito na postagem anterior o mundo de Midkemia era m um mundo de RPG originalmente criado para competir com Dungeons & Dragons. Não há ligação direta dos protagonistas desta e da quadrilogia anterior. No Brasil esta trilogia foi lançada pela editora Arqueiro: A Filha do Império, A Serva do Império e A Senhora do Império.


Mara, a filha mais nova da poderosa Casa dos Acoma, estava destinada a uma vida de contemplação e paz. Mas quando seu pai e seu irmão são mortos, sua vida muda de um dia para outro. Apesar do sofrimento, cabe a ela a tarefa de vestir o manto da liderança e enfrentar as dificuldades e os inimigos implacáveis. Inexperiente na arte de governar, Mara terá de recorrer a toda a sua força e astúcia para sobreviver no Jogo do Conselho, recuperar a honra da Casa dos Acoma e assegurar o futuro de sua família. Mas quando percebe que os inimigos que quase aniquilaram a sua casa vão voltar a atacar com fúria renovada, Mara só tem uma dúvida: será que ela, apenas uma mulher, ainda quase menina, poderá vencer em um jogo perigoso no qual seu pai e seu irmão.”


83. Os Elfos por Bernhard Hennen


O escritor alemão Bernhard Hennen, embora pouco conhecido por terras brasileiras, tem uma bibliografia relativamente longa e de sucesso com mais de vinte e sete obras. Sua escrita envolvente e oscilando entre humor e momentos de tensão, leva o leitor à simpatizar com cada dos personagens, ao mesmo tempo que, em certos momentos, os questionamos. Ele chegou por aqui com a saga Elfos (Die Elfen) que embora conte com doze livros originalmente lançados, foi publicado como uma trilogia. Os três primeiros livros foram lançados pela editora Europa: A Caçada dos Elfos, Estrelas dos Albos e Pedras dos Albos.


Humanos temem seu poder, coragem e frieza. Anões suspeitam de sua arrogância. Quem são, afinal, os elfos, esses seres dotados de grande sabedoria e até de poderes mágicos? E qual será o seu destino?  Tudo começa quando Mandred, um humano, é atacado por uma besta que aterrorizava seu povoado. Ferido, consegue escapar e acaba adentrando o Mundo dos Elfos. Ao contar sua história, consegue que a rainha do povo élfico destaque dois dos seus melhores guerreiros, Nuramon e Farodin, para ajudá-lo a caçar o monstro. No entanto, ambos têm suas próprias ambições e disputam o amor da feiticeira Noroelle, obrigada a enfrentar um exílio terrível, e pretendem resgatá-la. Nesta caçada, lealdade, amizade e coragem serão duramente postas à prova. O autor best-seller Bernhard Hennen narra a aventura definitiva desses seres mitológicos, que tantas vezes inspiraram a literatura de fantasia, de JRR. Tolkien (O Senhor dos Anéis) a Poul Anderson (The Broken Sword) e, mais recentemente, JK. Rowling (Harry Potter). E conduz o leitor por um mundo fantástico e multifacetado, povoado por homens, elfos, feiticeiros, orcs, trolls e outros seres míticos. Uma leitura apaixonante.”


84. Saga de Merlin por M. K. Hume


Hume é uma autora relativamente nova, com uma estreia tardia no mercado literário - apenas em 2009. Mas sua produção é incessante, já contando com dez obras em quatro sagas diferentes. Embora ela não seja uma unanimidade – ora por seu excessivo detalhamento das cenas, ora por uma escrita considerada ‘feminina’ demais – seu enfoque do personagem mitológico é muito interessante, mostrando um Merlin desde a infância e toda a sua jornada de aprendizado. Mesmo assim, é uma obra com um enredo que prende o leitor por todos os seus três livros. No Brasil a trilogia foi publicada pela editora Novo Século: Merlin – a profecia, A Morte de um Império e Teia de Traições.


Um jovem destinado à grandeza, em meio a sangrentas batalhas na Grã-Bretanha medieval. Conheça os primeiros anos e o aprendizado do mago Merlin, o mais enigmático e cativante personagem das lendas arthurianas. Tocado pela escuridão, mas protegido pelo Senhor da Luz, Myrddion Merlinus, a Semente de Demônio, se vê às voltas com as maiores batalhas de seu tempo, influenciando o destino de reis e seus povos. Com uma narrativa encantadora e embasada em profunda pesquisa, M. K. Hume apresenta sua versão deste maravilhoso profeta e curandeiro: um jovem ao mesmo tempo tocado pela magia e atento à ciência de seu tempo e de épocas anteriores, sem, contudo, se deixar limitar pelas convenções e paradigmas de seu mundo.
Aqui começa a jornada de um homem cujo nome estará marcado para sempre como uma das mais belas e fantásticas lendas da História
.”


85. Trilogia Mar Despedaçado por Joe Abercrombie


Ganhador de prêmios e não por acaso considero escritor de uma das cinco melhores obras de fantasia de 2014, Joe Abercrombie vem chegando de mansinho. Dotado de uma escrita ágil e plots repletos de reviravoltas, ele muda de rumos rapidamente, mas sem estragar a diversão do leitor. A narrativa é em terceira pessoa permitindo uma ótima jornada por todos os personagens principais e secundários. Além disso, sua forma de construir personagens sem extremos – bons ou maus – cria uma aura cinza onde todos eles podem atuar conforme a necessidade. No Brasil a trilogia está sendo publicada pela editora Arqueiro, já contando com dois livros publicados: Meio Rei e Meio Mundo. O terceiro volume deve ser lançado este ano.


Jurei vingar a morte do meu pai. Posso até ser meio homem, mas sou capaz de fazer um juramento por inteiro. Filho caçula do rei Uthrik, Yarvi nasceu com a mão deformada e sempre foi considerado fraco pela família. Num mundo em que as leis são ditadas por pessoas de braço forte e coração frio, ser incapaz de brandir uma espada ou portar um escudo é o pior defeito de um homem. Mas o que falta a Yarvi em força física lhe sobra em inteligência. Por isso ele estuda para ser ministro e, pelo resto da vida, curar e aconselhar. Ou pelo menos era o que ele pensava. Certa noite, o jovem recebe a notícia de que o pai e o irmão mais velho foram assassinados e não lhe resta escolha a não ser assumir o trono. De uma hora para outra, ele precisa endurecer para vingar as duas mortes. E logo sua jornada o lança numa saga de crueldade e amargura, traição e cinismo, em que as decisões de Yarvi determinarão o destino do reino e de todo o povo.”


86. Xanth Series por Piers Anthony


Autor de uma série de nada menos do que trinta e oito obras desde de 1977, é um verdadeiro desperdício que ainda não tenham traduzido este ótimo autor inglês para o Brasil. Piers Anthony é considerado como um seguidor de Terry Pratchett (autor da série de livros Discworld) e toda a sua obra segue uma linha escrachada e politicamente incorreta cheia de bom humor, mas com um tom muito sutil. Xanth é uma terra repleta de magia, tanta magia que chega a ser a causa de muitas confusões. Tantas confusões que o leitor é tomado pela dúvida se em algum momento o livro realmente engrena. Mas ele engrena sim e a peculiaridade cômica torna-se apenas mais uma das facetas da aventura. Xanth não é um livro de fantasia no sentido usual do termo e pode muito bem desagradar os leitores mais ortodoxos. Mas ainda assim é uma visão muito peculiar, agradável e divertida do tema. Como eu já disse, infelizmente este autor não teve obras traduzidas para o português.


87. Trilogia Grisha por Leigh Bardugo


A escritora israelense Leigh Bardugo é quase uma novata ainda, mas já chegou mostrando suas cartas. Considerada uma das melhores estreantes de 2012 pela New Voices of America Booksellers, ela mistura elementos de muitos dos autores contemporâneos criando um mundo místico, mas atual, mesclando fantasia e realidade (algo que sei que nem todos apreciam). Um dos destaques é o ambiente – a Rússia. Os três livros da trilogia já estão em língua portuguesa publicados pela editora lusitana Gutenberg: Sombra e Ossos, Sol e Tormenta e Ruína e Ascensão.


“Alina Starkov nunca esperou muito da vida. Órfã de guerra, ela tem uma única certeza: o apoio de seu melhor amigo, Maly, e sua inconveniente paixão por ele. Cartógrafa de seu regimento militar, em uma das expedições que precisa fazer à Dobra das Sombras – uma faixa anômala de escuridão repleta dos temíveis predadores volcras –, Alina vê Maly ser atacado pelos monstros e ficar brutalmente ferido. Seu instinto a leva a protegê-lo, quando inesperadamente ela vê revelado um poder latente que nunca suspeitou ter. A partir disso, é arrancada de seu mundo conhecido e levada da corte real para ser treinada como um dos Grishas, a elite mágica liderada pelo misterioso Darkling. Com o extraordinário poder de Alina em seu arsenal, ele acredita que poderá finalmente destruir a Dobra das Sombras. Agora, ela terá de dominar e aprimorar seu dom especial e de algum modo adaptar-se à sua nova vida sem Maly. Mas nesse extravagante mundo nada é o que parece. As sombrias ameaças ao reino crescem cada vez mais, assim como a atração de Alina pelo Darkling, e ela acabará descobrindo um segredo que poderá dividir seu coração – e seu mundo – em dois. E isso pode determinar sua ruína ou seu triunfo.”


88. Série Trono de Vidro por Sarah Janet Maas


A talentosa autora novaiorquina, mesmo com apenas trinta anos, já conta com uma bibliografia de quase duas dezenas de obras, tendo atingido rapidamente o status de Best-sellers. Sua série de estreia, série O Trono de Vidro, já conta com cinco obras lançadas e uma sexta e final para 2017. Além destes livros, uma série prequel está sendo lançada em paralelo mostrando o início das aventuras da protagonista – Celaena. As cinco obras da série principal e uma do prequel foram lançadas no Brasil pelo selo Galera Record: O Trono de Vidro, Coroa da Meia-noite, Herdeira do Fogo, Rainha das Sombras e Império de Tempestades. Do prequel tivemos lançada A Lâmina da Assassina: Histórias do Trono de Vidro.


“Nas sombrias e sujas minas de sal de Endovier, uma jovem de 18 anos está cumprindo sua sentença. Celaena é uma assassina, e a melhor de Adarlan. Aprisionada e fraca, ela está quase perdendo as esperanças quando recebe uma proposta. Terá de volta sua liberdade se representar o príncipe de Adarlan em uma competição, lutando contra os mais habilidosos assassinos e larápios do reino. Endovier é uma sentença de morte, e cada duelo em Adarlan será para viver ou morrer. Mas se o preço é ser livre, ela está disposta a tudo.”


89. Saga Tortall por Tamora Pierce


Se você deseja uma serei de fantasia despretensiosa e para relaxar, esta é a escolha. O primeiro livro da série, A Canção de Alanna, nos apresenta um cenário crível e colorido na medida certa. Embora com um enredo um tanto batido a história flui centrada em Alanna, a única menina de trigêmeos, mas também a única que deseja realmente ser uma guerreira, indo de encontro aos sonhos do pai. É o tipo de leitura para uma ou duas trades tranquilas e prazerosas. Embora a quadrilogia tenha começado a ser lançada em 1983, apenas em 2015 chegou ao Brasil pela Editora Única e teve o primeiro de seus volumes publicados: A Canção de Alanna: a primeira grande aventura.


A coisa que Alanna mais quer no mundo é ser uma guerreira extraordinária, que vença batalhas e consiga ajudar as pessoas. Ela só tem um problema: no reino de Tortall, meninas não lutam, ou melhor, não fazem quase nada. Então, para realizar seu sonho, ela deve arriscar a própria vida tornando-se Alan de Trebond. Esta é sua primeira aventura, e pode ser a última caso ela não seja forte o bastante para superar as próprias limitações e controlar sua magia, que é mais poderosa do que a maioria das pessoas pode suportar. Para piorar, Alanna é a única capaz de combater o mal que se abateu sobre o reino de Tortall. Está em suas mãos salvar o herdeiro do trono e derrotar os seres milenares que habitam a terrível e amaldiçoada Cidade Negra. O fracasso não é uma opção. Sua grande batalha já começou. Ela pode morrer, ou pior: perder a própria alma para sempre! “Ela estava apavorada: seu rosto parecia quente, as mãos tremiam. Se fracassasse, teria de deixar a corte. Aquele era o dia. Ela nunca se sentira tão forte e tão preparada.” Argumentos de venda: Esse é o primeiro livro da série A canção de Alanna, obra que fala com o mesmo público de séries como Harry Potter. Tamora Pierce recebeu em 2013 um prêmio da American Library Association, que anualmente reconhece um escritor por “uma contribuição significante e duradoura à literatura infantojuvenil”. Obra best-seller do New York Times na categoria séries infantis.”


90. Saga Conjurador por Taran Matharu


Mais uma saga originada dos sites de fanfics, que banha-se tanto em referências clássicas da literatura de fantasia quanto de novos autores e elementos geek. Isso é ruim? Muito pelo contrário. A leitura flui enquanto somos remetidos à uma aventura cheia de ação, lealdade, amizade e coragem. Todos esses temas são importantes se pensarmos na história de vida do autor, filho de uma brasileira e de um indiano que lidou com sérios problemas de bullying na escola refugiando-se na literatura. No Brasil a saga tem sido publicada pelo selo Galera Record, da editora Record, e teve dois livros publicados: O Aprendiz e A Inquisição.


“Ele pode invocar demônios. Mas consegue vencer uma guerra? Primeiro volume da série Conjurador, O aprendiz é um prato cheio para os fãs de Harry Potter, O Senhor dos Anéis e outros clássicos da fantasia. Com referências a jogos de RPG, Pokémon e Skyrim, o romance mescla a magia dos mundos fantásticos com criaturas poderosas em duelos de tirar o fôlego. Fletcher é um órfão de 15 anos e, para sua surpresa, conseguiu invocar um demônio do quinto nível. O problema é que apenas os nobres deveriam ser capazes de conjurar criaturas e usá-las na guerra contra os orcs. Mas plebeus como Fletcher também podem ser conjuradores, e o garoto consegue uma vaga na Academia Vocans, uma escola de magos que prepara seus alunos para os campos de batalha. Lá, ele irá enfrentar o bullying dos nobres, mas também aprenderá feitiços e fará amigos incomuns, como anões e elfos. Além de se provar digno de uma boa patente na guerra, Fletcher e seu grupo de segregados precisam se unir e vencer o preconceito que sofrem na desigual sociedade de Hominum.”


91. Terra-Dragão por Erik L’Homme


O historiador e escritor francês Erik L’Homme é um dos mais bem sucedidos da França no que tange à literatura de fantasia no segmento juvenil. Embora escreva obras de fantasia dos mais variados tipos (como visto em Phaenomen pela editora Prumo e A de Associação pela editora L&PM), Terra-Dragão é a sua mais representativa obra se pensarmos em fantasia em um estilo medieval. Vale à pena uma conferida cuidadosa em sua obra, pois a diversão é garantida. O primeiro livro desta sua nova saga está sendo publicado pela editora L&PM: Terra-Dragão: o sopro das pedras.


“Em Terra-Dragão, um território montanhoso e hostil, vivem estranhas tribos e clãs sob o domínio de um invisível Rei-Dragão. Quando Aegir, um menino franzino vestido apenas com uma pele de urso, foge dos guerreiros que o mantêm preso numa jaula, o destino do reino passa a correr perigo. Perseguido sem misericórdia e sem entender por quê, Aegir acaba por cruzar o caminho de Sheylis, uma bela aprendiz de feiticeira que escapou da fúria de uma aldeia flagelada pela peste vermelha. Os dois adolescentes não sabem, mas partilham muito mais do que o medo e o desamparo. Um sortilégio poderoso acabará por uni-los, e a um velho e sábio alquimista, no que é apenas o primeiro volume da saga mágica de Erik L’Homme, um dos mais respeitados nomes da literatura de fantasia europeia da atualidade.”


92. Codex Alera Saga por by Jim Butcher


Nós já apresentamos Jim Butcher na primeira parte desta lista com sua série Dresden Files que teve o primeiro de seus volumes, Frente de Tempestade, lançados pela editora UnderWorld aqui no Brasil. Infelizmente ele tem muita coisa para ser lançada por aqui ainda, como a série Codex Alera, com seis volumes lançados entre 2004 e 2009. O autor inova criando uma história muito original com conceitos impregnados de fantasia mas que dificilmente alguém os colocaria lado a lado – império romano e Pokémon. Mas não se engane, não é infantil, muito menos uma cópia. A aventura centra-se em Tavi de Calderon, um alerano, ou seja, um descendente da lendária nona legião romana. Ele acaba atravessando um portal e parando no mundo de Carna. Neste mundo ele descobre que todos os humanos possuem a característica especial de controlar as Fúrias, seres elementais de grande poder... menos ele. Ele é o único humano sem esta capacidade. E aqui começa sua aventura em um mundo repleto de intriga entre reinos e combates elementais. Como eu disse, infelizmente essa série ainda não chegou ao Brasil em língua portuguesa.


93. Saga Jovens de Elite por Marie Lu


A autora chinesa, radicada nos Estados Unidos, Marie Lu, embora novata já está em sua segunda trilogia (a primeira foi a trilogia distópica Legend). Com um grande impacto no mercado de literatura de fantasia atual, tem firmado seu lugar agradando muito aos leitores com sua escrita criativa e repleto de referências e influências atuais. Não espere encontrar uma simples jornada do herói em Adelina, a protagonista. Ela sabe o que realmente é e onde quer chegar. A trilogia começou a ser lançada no Brasil pela editora Rocco e já teve seus dois primeiros volumes publicados: Jovens de Elite e Sociedade da Rosa.


Uma febre misteriosa deixou sequelas permanentes em toda uma população de jovens. Chamados de malfettos, alguns deles desenvolvem poderes especiais – controlam vento, fogo e até humanos – e se unem em sociedades secretas. Para alguns, esses Jovens de Elite são heróis que salvam inocentes em situações desesperadoras. Para a Inquisição, os sobreviventes da praga são monstros marcados com poderes demoníacos e devem ser levados à justiça. Para Adelina, expulsa de casa após a doença, significa finalmente ter encontrado seu lugar no mundo. Mas ela logo percebe que não é uma heroína, que seus poderes são alimentados por medo e ódio e podem acabar trazendo uma era de pânico a esse mundo onde política e magia se chocam de maneiras surpreendentes... e aterrorizantes.”


94. O Mapa de Vidro (Mapmakers serie) por S.E. Grove


Não por menos que a autora S.E. Grove é uma historiadora. Como um, eu também cansei de imaginar coisas fantásticas quando olhava um mapa. Mas ela teve a incrível iniciativa de colocar essas mirabolantes ideias no papel de uma forma única. Em uma série de fantasia de uma forma inovadora, Grove cria um rol de personagens carismáticos relacionados em intrincadas relações – a fórmula perfeita para agradar todos os públicos. A singularidade do tema possibilita uma ampla gama de plots e enredos que agradarão desde o fã de fantasia no melhor estilo jurássico até uma mescla fantasia e tecnologia. A série começou a ser lançada no Brasil pela editora Verus com seus dois primeiros volumes publicados: O Mapa de Vidro e O amuleto de Ouro.


Ela conhecia o mundo somente por meio de mapas. E não tinha ideia de que eles poderiam ser tão perigosos. Boston, 1891. Sophia Tims vem de uma família de grandes cartógrafos. Desde a Grande Ruptura em 1779, quando todos os continentes foram lançados a uma era diferente – da pré-história a um futuro distante – esses exploradores viajam e mapeiam o que é conhecido como Novo Mundo. Há oito anos, desde que seus pais não retornaram de uma missão urgente, ela vive com seu tio Shadrack, o melhor cartógrafo em Boston. A vida com seu brilhante, adorado e distraído tio, ensinou Sophia a cuidar de si mesma. Quando Shadrack é sequestrado por pessoas que estão atrás de um poderoso artefato, ela é a única que pode salvá-lo. Ao lado de Theo, um refugiado do oeste, ela embarca em uma aventura por cidades secretas e mares desconhecidos baseando-se apenas nos mapas deixados por seu tio e sua intuição. O que Sophia e Theo não sabem é que suas próprias vidas estão em perigo quando se descobrem segredos há muito enterrados.”


95. Black Wolves por Kate Elliott


Outra autora não lançada no Brasil, ainda que tenha uma bibliografia longa e muito bem aceita pelos fãs de literatura de fantasia. Black Wolves, sequência da trilogia Crossroads, é seu último livro lançado e trás uma mistura de elementos orientais e de fantasia em uma história envolvente. Com uma narrativa descentralizada entre vários personagens somos apresentados à um ambiente oriental conturbado politicamente em meio à uma unificação de muitos reinos em um só. E para melhorar... temos águias gigantes sendo cavalgadas. Mas, como disse, ela ainda não foi lançada no Brasil... nenhuma de suas obras.


96. The Worldbreaker Saga por Kameron Hurley


Marcada por ser uma obra claramente de empoderamento das mulheres, a autora Kameron Hurley leva consigo essa marca por toda a sua trajetória. E na verdade este não é apenas um elemento para vender um livro de história fraca. É sim uma característica dentre muitas outras de uma ótima obra. Gênero e sexualidade se mesclam à uma ótima história de fantasia construindo um ambiente crível e emocionante. Ele demora um pouco para engrenar após os primeiros capítulos, mas tão logo pegue ritmo é impossível parar de lê-lo. Outro ponto muito interessante no livro é o elemento criativo: árvores que andam e podem inclusive comer carne humana, florestas que exalam veneno, canibalismo, santuários e templos com paredes vivas. Realmente um mundo único entre tantos outros elementos que você terá que ler para descobrir. Infelizmente esta série ainda não chegou em português, mas pela repercussão que está tendo lá fora, acho que logo a veremos em nossas livrarias.

Nas vésperas de um evento catastrófico recorrente conhecido por extinguir nações e remodelar continentes, uma órfã problemático escapa da morte e da escravidão para descobrir seu próprio passado sangrento... Enquanto um mundo vai para a guerra contra si mesmo. No reino congelado de Saiduan, invasores de outro reino estão dizimando cidades inteiras, deixando para trás nada além de cinzas e ruínas. À medida que a estrela negra do cataclismo surge, um governante ilegítimo tem a tarefa de manter unido um país fraturado pela guerra civil, um jovem lutador precoce é convidado a trair sua família e uma general meio-Dhai tem que decidir entre a erradicação do povo de seu pai e a lealdade para com sua Imperatriz alienígena. Através de alianças tensas e traições devastadoras, os Dhai e seus aliados tentam se manter contra uma força aparentemente imparável enquanto nações inimigas se preparam para um encontro de mundos tão antigo quanto o próprio universo. O final, um mundo se erguerá - e muitos perecerão.”


97. The Goblin Emperor por Katherine Addison (Sarah Monette)


Katherine Addison, pseudônimo de Sarah Monette, teve sua qualidade atestada com a publicação de The Goblin Emperor, concorrendo com esta obra ao Nebula Awards e ao Gemmell Awards. Sua obra entra neste nova onde de romances e dramas de fantasia que fogem da veia chamada de ‘dark fantasy’. O interessante deste livro é o protagonista, um meio-elfo meio-goblin filho bastardo do rei dos elfos chamado Maia. Por acontecimentos trágicos ele acaba por se tornar o rei dos elfos e ganha todos os problemas decorrentes desta improvável composição de elementos. Dentro de seu estilo ele pode não ser o que mais agrada aqueles fãs ávidos por guerras, combates e sofrimento. Seu foco está no protagonista e como ele se relaciona com sua nova condição, frente à uma corte e suas intrigas palacianas naturais. Ao mesmo tempo é inegável a primorosa forma com a qual a autora vai construindo e moldando o protagonista, criando um forte vínculo com o leitor à ponto de criarmos uma torcida organizada para suas ações. Como disse antes, está não é uma obra de dark fantasy, ou seja, não temos um protagonista de índole duvidosa, de ações questionáveis (embora necessárias) ou um ambiente escatológico, decrépito e beirando o apocalipse. Temos uma obra sobre pessoas, problemas para resolver e relações complicadas, mas que mesmo assim pode ocorrer em um ambiente de fantasia. Mas mesmo assim, a intriga palaciana e suas repercussões podem sutilmente serem mais horrendas do que a descrição de combates e entranhas. Infelizmente esta obra ainda não foi lançada em português.

O filho mais novo e meio-goblin do Imperador viveu toda sua vida em exílio, distante da Corte Imperial e da intriga mortal que a permeia. Mas quando seu pai e seus três filhos na linha para o trono são mortos em um "acidente", ele não tem escolha e toma seu lugar como único herdeiro sobrevivente. Completamente ignorante na arte da política na corte, ele não amigos ou conselheiros, e sabe bem que quem quer que tenha assassinado seu pai e irmãos pode fazer um atentado a sua vida a qualquer momento. Cercado de bajuladores ansiosos para conseguir o favor do novo imperador e oprimido pelos deveres da nova vida, ele não pode confiar em ninguém. Em meio ao turbilhão de tentativas de depô-lo, ofertas de casamento e o espectro de conspiradores desconhecidos que se escondem nas sombras, ele deve se ajustar rapidamente à vida como o Imperador Goblin.”


98. The Divene Cities Saga por Roberto Jackson Bennett


Muitas resenhas têm dificuldade de enquadrar esta série de obras em uma determinada categoria. É de fantasia sim, mas extremamente inovadora e ímpar. Ao mesmo tempo que trata-se de uma fantasia épica com a criação de um mundo interessante e cheio de peculiaridades, é também uma fantasia urbana com direito à investigação no melhor estilo policial. O detalhamento do ambiente é um dos pontos fortes com uma riqueza que agradará aos mais exigentes. Já os personagens são rapidamente trabalhados caindo no agrado dos leitores mesmo nas situações o mais inusitadas. Embora ainda inédita no Brasil, os direitos foram adquiridos pela Darkside Books e será lançado nos próximos meses em português.

A cidade de Bulikov empunhou uma vez os poderes dos deuses para conquistar o mundo, escravizando e brutalizando milhões - até que seus protetores divinos foram mortos. Agora Bulikov se tornou apenas outro entreposto colonial da nova potência geopolítica global, mas o terreno surreal da própria cidade - esculpida uma vez para depois ser rachada por milhares de milagres que seus guardiões operaram na própria cidade - permanece como um lembrete constante e assustador de sua antiga supremacia. Dentro dessa cidade devastada aparece Shara Thivani. Oficialmente, a impetuosa jovem é apenas outra diplomata júnior enviada pelos opressores de Bulikov. Não oficialmente, ela é uma das espiões mais bem sucedidas do país, despachada para apanhar um assassino. Mas, à medida que Shara persegue o assassino, ela começa a suspeitar que os seres que governaram este terrível lugar podem não estar tão mortos quanto parecem - e que o reinado cruel de Bulikov pode não ter acabado.”


99. Witchlands Saga por Susan Dennard


Outra novidade que está chegando ao Brasil. Ainda na linha mais light de fantasy temos magia, romance e mais magia. Pode não ser o tema preferido de muitos nerds, mas ao mesmo tempo é o preferido de outra parcela. Temos espaço para todos aqui. A escrita da autora é direta e sem muitos rodeios, entregando o plot sem rodeios lembrando um pouco como J.K. Rowling trata seus romances. Mas com tudo isso, ainda é uma série impregnada de fantasia em todos os seus aspectos, embora elas girem em torno da relação dos personagens, diga-se de passagem muito bem construídos e amarrados. Não imagine que teremos aqui menos ação. Há ação do início ao fim do livro. Como disse, a obra está chegando ao Brasil no segundo semestre pela editora Pandorga.

Em um continente governado por três impérios, alguns nascem com uma “bruxaria/witchery”, uma habilidade mágica que os diferencia dos outros. Em Witchlands, há quase tantos tipos de magia, quanto maneiras de se entrar em apuros, duas desesperadas jovens mulheres sabem muito bem disso. Safiya é uma Truthwitch, capaz de discernir a verdade da mentira. Essa é uma poderosa magia que muitos matariam para possuir a seu favor, especialmente pessoas da nobreza onde Safiya nasceu. Então Safi deve manter seu dom escondido, para que ela não seja usada como um peão na luta entre os impérios. Isolda, uma Threadwitch, tem o poder de ver os laços invisíveis que ligam e complicam as vidas das pessoas ao seu redor, mas ela não pode ver os laços que tocam seu próprio coração. Sua amizade improvável com Safi tomou-a de sua vida como um pária para uma aventura temerária, onde ela se torna, um equilíbrio cuidadoso à impulsividade de Safi e sua cabeça quente. Safi e Isolda só querem ser livres para viver sua própria vida, mas a guerra está chegando para os Witchlands. Com a ajuda da astúcia de Príncipe Merik (o Windwitch com o navio do capitão) e o impedimento de um Bloodwitch empenhado em conseguir vingança, os amigos devem lutar contra imperadores, príncipes e mercenários, que não vão parar até colocar suas mãos em um Truthwitch.”


100. Trilogia Neve e Cinzas por Sara Raasch


Autora começou sua carreira com essa trilogia muito bem recebida pelo público de fantasia. Com um mundo bem descrito e organizado com uma política e magia muito particulares e bem construídos, vemos conflito de tratam de tolerância, preconceito, escravidão, liberdade e gênero. Todos eles temas nefrálgicos trabalhados ao longo da trama. Com isso acabamos por adotar ou amar odiando alguns dos personagens. No Brasil está sendo publicado pela editora Harpercollins e já teve os dois primeiros livros lançados: Neve e Cinzas e Gelo e Fogo.



Dezesseis anos atrás o Reino de Inverno foi conquistado e seus cidadãos, escravizados, sem família real e sem magia. A única esperança de liberdade para o povo do reino jaz nos oito sobreviventes que conseguiram escapar, e que seguem esperando uma oportunidade para recuperar a magia de Inverno e reconstruir o reino. Meira, uma órfã desde a derrota de Inverno, passou a vida inteira como refugiada, criada por Senhor, o general dos inverninos. Treinando para se tornar uma guerreira — e desesperadamente apaixonada pelo melhor amigo e futuro rei, Mather —, Meira faria qualquer coisa para ajudar o Reino de Inverno a retomar seu poder. Então, quando espiões descobrem a localização de um medalhão antigo capaz de devolver a magia ao reino, Meira decide ela mesma encontrá-lo. Finalmente ela está escalando torres e lutando contra soldados inimigos como sempre sonhou. Mas a missão não sai como planejado, e logo Meira se vê mergulhada em um mundo de magia maligna e poderosos perigosos. De repente, ela percebe que seu destino não está, e nunca esteve, em suas mãos.

3 comentários:

Eduardo Lima disse...

Caracas!, não tem um escritor nacional que preste em fantasia?

Vlw o/ disse...

Mais uma vez, excelente lista, parabens!

Obs.: No 98. The Divene Cities Saga por Roberto Jackson Bennett - a foto é do ator Chris Pratt, o Star Lord do Guardiões da Galaxia.

João Brasil disse...

Eduardo Lima... Temos sim alguns bons autores de fantasia. Mas como eu disse em muitos comentários da postagem anterior (e acho que até no corpo do texto) eu irei fazer uma lista exclusiva para autores brasileiros justamente para valorizá-los.

Valeu pela dica Vlw.... mancada minha!