sexta-feira, 10 de maio de 2019

O Chamado de Gathulhu será lançado no Brasil

O Chamado de Gathulhu
será lançado no Brasil


A grande notícia de hoje veio da editora Pluma Press que anunciou que está trazendo um RPG que à muito tempo eu aguardava – O Chamado de Gathulhu, de Joel Sparks. Lá em 2016 eu já tinha falado dele na Confraria de Arton em uma postagem rápida (LINK).

Originalmente foi lançado na Alemanha em 2002 com o nome de “Katzulhu” (posteriormente adaptado para o inglês como Catthulhu e lançado pela Sixtystone Press e traduzido em italiano como Il Richiamo di Gatthulhu). A versão que tive acesso foi a italiana, tradução de Giocco de Ruolo, pela Alephtar Games. Não é novidade para nós todo o imaginário criado por Lovecraft centrado em Cthulhu. Este mesmo cenário já deu origem à vários RPGs, alguns inclusive já lançados no Brasil, mas nenhum como este. O próprio autor, na página oficial do jogo diz: “Mas ninguém nunca teria pensado de um jogo baseado em Cthulhu com personagens gatos ... mas alguém fez!”

Em poucas palavras o livro cria um ambiente onde assumimos os papéis de gatos dentro de um cenário tipicamente de Cthulhu. O jogo é baseado em 2d6 (ou dGatti, como os italianos chamam os dados comercializados especialmente para o jogo) onde temos a mescla de valores e carinhas felizes ou mortas do gato onde avaliamos resultado e contexto. As jogadas de dados avaliam as ações que o personagem tem/deve realizar contra uma definição prévia de dificuldade (fácil, médio e difícil) com sucessos a partir do valor 4, para tarefas fáceis. Já o contexto é descrito conforme a “carinha” do gato. Além disso, o jogo possui algumas regras básicas sensacionais para a interpretação do ‘gato’, criando interação física entre o RPG e o jogador. Um exemplo é a ‘Regola dell’Uno’ que obriga o jogador a manter um lápis na boca quando o gato que interpreta carrega um objeto consigo.


Quanto ao sistema de combate os personagens primeiro rolam contra os adversários e só depois escolhem a ação. Isso aparentemente trás uma certa vantagem aos personagens, mas não podemos esquecer que o jogo é letal, já que os gatos só podem sofrer 3 danos antes de morrer

Os personagens são gatos no sentido mais simples e claro do termo. E justamente nisso está a graça do jogo. Os autores dizem que para que isso seja bem feito é óbvio que temos que pensar como um gato! - “Os jogadores não podem saber como funciona uma porta ou um computador, eles não vêem a diferença entre um pano ou um quadro de Picasso e, acima de tudo, eles não entendem a linguagem humana. Mas eles sabem que os seres humanos são uma grande ajuda para fazer aquilo que eles não conseguem fazer, como abrir uma porta.”

Outra coisa interessante é que não há valores para determinar suas características, e o real peso para a performance estará na sua descrição de como você é como um gato, mais ágil ou mais forte, menos pelo ou com cauda fina. As características é que determinarão suas vantagens e desvantagens durante a ação no cenário. Mas você pode imaginar que tudo fica muito igual, quase que nivelado. Não. A diferenciação está no “papel” do seu gato (algo como uma classe de personagem nos sistemas usuais de RPG) e no tipo de gato. Os papéis são lutador (mais fortes), acrobata (ágil), salottiero (não soube como traduzir exatamente, mas é aquele que tem uma melhor relação com os seres humanos), bípede (conseguem fazer algumas coisas sobre duas patas, como dar a descarga) e os tigres sonhadores (gatos que vêem ‘o além’, muitas vezes servindo como guias espirituais, mas são muito preguiçosos, pois esse contato vem enquanto sonham). Já os tipos são gato de rua, gato de casa e gato de exposição. Agora imaginem as combinações possíveis!


Mas como isso se junta com o imaginário de Cthulhu? Segundo os próprios autores há simplesmente o transporte dos mitos de Cthulhu para o nível animal. Imaginem o deus gato Gatthulhu que odeia os humanos e que pretende destruí-los em prol da supremacia felina sobre a Terra. Como estamos falando em mundo animal temos sim outros deuses ligados à outros animais como cães, sapos e insetos. Os autores fazem a ressalva de que estas novas deidades são bem trabalhadas, mas não são diretamente comparáveis aos clássicos lovecrafitianos.

A editora Pluma Press ainda não deu maiores informações sobre data e forma de lançamento, mas tão logo informem nós avisaremos na Confraria!

Nota: Por curiosidade o Katzulhu apareceu na revista alemã Cthuloide Welte #1 e #2 entre 2001 e 2002, sendo republicado em 2006 na edição de Worlds of Cthulhu #6 para acompanhar outro livro do cenário de Cthulhu, sendo desenvolvido por Ingo Ahrens, Adam Crossingham e Daniel Harms. 


Arquivo de Fichas - Mutantes e Malfeitores 3ed - Drax

Arquivod e Fichas - Mutantes e Malfeitores 3ed
Drax [Arthur Douglas]
Ficha 3ª Ed - 055


“Ouça Thanos. Titã ou Deus, eu ainda vou obliterar você!”

NP: 12

HABILIDADES
Força  9   Vitalidade      10 Agilidade      4   Destreza   4
Luta    11 Inteligência   1    Prontidão     2   Presença 1

PERÍCIAS
Acrobacia 2 (+6), Atletismo 6 (+15), Enganação 3 (+4), Furtividade 2 (+6), Intimidação 9 (+10), Percepção 3 (+5), Tecnologia 3 (+4)

VANTAGENS
Ação em combate, Agarrar aprimorado, Arma improvisada, Assustar, Ataque corpo a corpo 2, Ataque defensivo, Ataque imprudente, Ataque poderoso, Crítico aprimorado 2, Derrubar aprimorado, Destemido, Duro de matar, Equipamentos 2, Estrangular, Imobilizar aprimorado, Inimigo favorito (Thanos), Rolamento defensivo 2, Quebrar aprimorado

PODERES
Sentidos 3 (Detectar Thanos, olfato aguçado) • 3 pontos
Regeneração 66 pontos
Imunidade 14 (efeito específico de dano/queda, acertos críticos, condição ambiental [calor e frio], efeitos de fadiga) • 14 pontos

OFENSIVO
Iniciativa +4
Desarmado +13 – Corpo a corpo, Dano 9
Lâmina +13 – Corpo a corpo, Dano 12

DEFENSIVO
Esquiva   +10       Fortitude     +12
Aparar     +12       Resistência +12*
Vontade  +2         (* Rolamento defensivo)

EQUIPAMENTOS
Lâminas (2x – Bônus de dano 3, Crítico 20, descritor/corte, Perfurante 2)

COMPLICAÇÕES.
Obsessão: matar Thanos.
Responsabilidade: proteger e ajudar os Guardiões da Galáxia.
Responsabilidade: proteger sua filha, Heather Douglas que está transformada em Moondragon, e Cammi.

Total: Habilidades 84 + Perícias 14 (28 graduações) + Vantagens 20 + Poderes 23 + Defesas 9 = 150

Ficha em pdf



Encontro icônico de Pathfinder 2.0 - Seoni


Pathfinder 2.0 – Conto de Seoni

Estamos em nosso décimo encontro icônico da Paizo para Pathfinder 2.0. Já tivemos a bárbara Amiri, o mago Ezren, o ranger anão Harsk, a clérica Kyra, o bardo halfing Lem, a ladina Merisiel, o monge Sajan e a paladina Seelah. Agora chegou a vez da feiticeira Seoni. Aproveitem a leitura contem os dias para o lançamento no Brasil pela New Order!

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Sussurros no Sangue

As gárgulas atingiram como uma tonelada de tijolos - o que eles eram, mais ou menos. Valeros saiu voando conforme a principal estátua besta bateu nele, e se não fosse por Kyra agarrando sua perna enquanto ele passava, ele poderia ter caído do telhado. Seoni mal conseguiu se esquivar dos dois que vieram contra ela, suas asas de pedra lascando cacos do parapeito enquanto avançavam para a matança.

Valeros não se incomodou em ficar de pé. De sua posição deitada de costas, ele empurrou para cima sua espada. O aço soltou faíscas e gritou em peitorais de pedra, mal arranhando uma das feras enquanto deslizava, garras raspando sua armadura.

Atrás dele, a luz brilhava do símbolo sagrado de Kyra, lançando longas sombras contra o crepúsculo.

“Isso não é bom!” gritou a clériga, atacando de forma ineficaz com sua própria lâmina. “Eles não são maus!”

“Você poderia ter me enganado!” Valeros rolou para o lado enquanto as garras rasgavam a pedra como massa de pão, deixando sulcos profundos. Ele mal bloqueou um segundo golpe com o escudo. “Pela taça de Cayden, como ferimos essas coisas?”

Como, de fato? Seoni levantou seu cajado e depois hesitou. O fogo tocaria essas monstruosidades de pedra? Ou relâmpago?

Melhor estar seguro. Ela deixou seus olhos desfocalizarem, virando sua visão para dentro - para o interior de si mesma, para o núcleo agitado. Através de sua pele, as tatuagens se acendiam, a luz azul se alimentando nela, correndo como linhas ley em sua alma.

Para Ezren, a magia era uma lembrança - a luta para registrar e lembrar, sua magia seca e acadêmica. Para Kyra, estava canalizado no poder do divino, tornando-se um recipiente para a chama sagrada da deusa do sol.

Para Seoni, eram ambos e nenhum dos dois. O poder veio a ela como uma lembrança, mas não era sua memória. O poder que a preenchia não era de um deus, mas de seu próprio povo, mil gerações fluindo por suas veias. Com isso vieram seus sussurros - fragmentos de vidas que ela nunca viveu, vozes há muito tempo transformadas em pó. Rostos inexplicáveis olhando de volta para dentro dela.

Sigilos brilharam no ar diante dela. Eles giraram em torno de suas mãos, em seguida, dispararam para frente como dardos, esmagando a carne de pedra das gárgulas em explosões sem sangue. Os monstros gritaram em choque e dor, afastando-se da torre.

Seoni sorriu, mas apenas brevemente. Ela provou que as criaturas poderiam ser feridas, mas seus mísseis estavam fracos demais para enfrentar todos eles com uma só mão. Usá-los novamente levaria muito tempo, e as feras já estavam girando para outro passe.
No entanto, algo sobre as visões distorcidas das criaturas forçou sua memória.

Ou talvez não a memória dela...

Voltando para o abrigo da porta da catedral, ela fechou os olhos. Focalizando nos grunhidos do inimigo e os gritos de suas amigas, ela procurou novas vozes - aquelas que fluíam através de seu sangue. Elas surgiram mais alto, cercando-a enquanto ela fazia sua pergunta silenciosa.

Uma tempestade de imagens, girando e caótica. Rostos familiares e estrangeiros, períodos cintilando como relâmpagos. Um flash de asas de pedra. O brilho de uma lâmina muito brilhante de aço...

Os olhos de Seoni se abriram. “Adamantina! Eles são vulneráveis à adamantina!”

Kyra desviou outro golpe de garra e olhou para ela, com os olhos arregalados. “Essas lâminas na cripta! As com que os cavaleiros foram enterrados!”

“Então o que estamos esperando?” Através de hematomas e sangue, Valeros sorriu. “Parece que a igreja vai fazer uma doação para nós!”


- Mark Moreland